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Cuidotecas MEC: federais têm até sábado para pedir

ResumoCuidotecas MEC é a iniciativa do Ministério da Educação que selecionará até 50 universidades federais para acolher crianças de 3 a 12 anos no turno noturno. As instituições interessadas têm até sábado, 1º de junho, para solicitar participação. O programa visa apoiar estudantes com filhos durante atividades acadêmicas noturnas.

Universidades federais têm até sábado (1º) para pedir cuidotecas ao MEC. Iniciativa do Ministério da Educação selecionará até 50 instituições para acolher crianças de 3 a 12 anos no turno noturno.

Bruno Sá
por Bruno SáEditor de literatura estrangeira · 31 de julho de 2026
5 min de leitura
Cuidotecas MEC: federais têm até sábado para pedir

Universidades federais têm até sábado para pedir cuidotecas ao MEC

O prazo para as universidades federais se candidatarem à implantação de cuidotecas em seus campus termina neste sábado (1º). A Chamada Estratégica UniCuidotecas, do Ministério da Educação (MEC), selecionará até 50 instituições para criar espaços gratuitos de acolhimento infantil. Cada unidade atenderá até 40 crianças, de 3 a 12 anos, com ou sem deficiência, no período noturno, enquanto os responsáveis, principalmente mulheres, estudam ou trabalham.

O que são as cuidotecas e quem pode solicitar

As cuidotecas são espaços de acolhimento para crianças de 3 a 12 anos, com ou sem deficiência, que funcionarão no turno da noite nos campi das universidades federais. O objetivo é garantir que estudantes e funcionários tenham apoio nos cuidados com os filhos, favorecendo a permanência no ambiente acadêmico. A iniciativa é do MEC, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), e integra o Plano Nacional de Cuidados do governo federal. O Plano Brasil que Cuida é uma política pública de corresponsabilidade social pelo cuidado de crianças, dividida entre o Estado e a família.

Como enviar a proposta e quais documentos são exigidos

As propostas devem ser enviadas exclusivamente por meio eletrônico para o endereço [email protected]. Universidades com mais de um campus deverão indicar, no ato da inscrição, apenas um local para a implantação, de acordo com o critério de maior demanda. Para efetivar a inscrição, é necessário encaminhar:

  • plano de trabalho preenchido;
  • Termo de Compromisso assinado pela Reitoria;
  • plantas arquitetônicas e registros fotográficos do espaço;
  • declarações oficiais emitidas pelas pró-reitorias ou setores equivalentes com os quantitativos de estudantes e servidores com atividades no período noturno.

A chamada não permite o uso de recursos em reformas estruturais de grande porte.

Critérios de seleção e pontuação das universidades

As instituições federais de ensino superior inscritas serão classificadas conforme a pontuação obtida, com máxima de 100 pontos, sem caráter eliminatório. O MEC irá classificar as propostas por critérios objetivos, com pesos definidos:

  • demanda comprovada: 40%;
  • vulnerabilidade socioeconômica dos estudantes, medida pela proporção de beneficiários do Programa Nacional de Assistência Estudantil: 20%;
  • cobertura regional, com prioridade para as regiões Norte e Nordeste: 25%;
  • infraestrutura e suporte institucional disponíveis: 15%.

A lógica de pontuação revela uma prioridade clara: atender quem tem maior necessidade comprovada e está em regiões historicamente menos atendidas. O peso dado à demanda (40%) e à cobertura regional (25%) sugere que o MEC quer distribuir os recursos de forma a reduzir desigualdades regionais, não apenas premiar estruturas já consolidadas.

O que os recursos podem custear e as contrapartidas

As instituições selecionadas receberão recursos para implantação do espaço e custeio do funcionamento por 12 meses. Como contrapartida, caberá à instituição disponibilizar um espaço físico adequado para a implantação da cuidoteca. Os recursos repassados poderão ser usados em:

  • aquisição de mobiliário infantil;
  • equipamentos de acessibilidade e segurança;
  • materiais lúdicos;
  • contratação de profissionais, como coordenadores, pedagogos e agentes de cuidados;
  • despesas com alimentação, limpeza e manutenção do espaço.

Um ponto que merece atenção: a chamada veda explicitamente o uso de recursos em reformas estruturais de grande porte. Isso significa que as universidades precisam ter espaços já minimamente adequados, o que pode ser um obstáculo para campi mais antigos ou com infraestrutura precária. Na prática, a seleção pode favorecer instituições que já investiram em acessibilidade e segurança, deixando de fora justamente aquelas com maior necessidade de adaptação.

Capacidade e público atendido pelas cuidotecas

Cada unidade terá capacidade de atender até 40 crianças simultaneamente. O público-alvo são filhos de estudantes, docentes, técnicos-administrativos em educação e trabalhadores terceirizados que estudam ou trabalham no campus durante o turno da noite. As cuidotecas poderão funcionar também aos fins de semana, feriados e durante as férias escolares. Esse desenho amplia o alcance da política, mas também impõe desafios de gestão: manter o espaço aberto em horários estendidos exige equipe dimensionada e custos recorrentes que o custeio de 12 meses pode não cobrir integralmente.

O que muda para a permanência estudantil

A medida ataca um dos gargalos silenciosos da permanência no ensino superior: a dupla jornada de quem estuda ou trabalha à noite e ainda precisa cuidar de filhos. Ao oferecer acolhimento noturno gratuito, o MEC reduz uma barreira concreta para estudantes que são mães, pais ou responsáveis. O recorte de gênero é explícito na fonte: a iniciativa mira principalmente mulheres, que historicamente assumem o trabalho de cuidado no âmbito familiar. A política também beneficia servidores e terceirizados, ampliando o alcance para além do corpo discente.

Análise comparativa: quem sai na frente na seleção

Comparando os critérios, universidades das regiões Norte e Nordeste com alta demanda noturna e grande proporção de beneficiários do PNAES tendem a pontuar melhor. Instituições com infraestrutura já adaptada, como rampas, banheiros acessíveis e salas adequadas, também têm vantagem no critério de infraestrutura (15%). Já universidades do Sul e Sudeste, mesmo com demanda alta, podem perder pontos na cobertura regional. O desenho da chamada sugere uma intenção redistributiva clara, mas a exigência de espaço físico adequado pode limitar a participação de campi mais periféricos, que muitas vezes carecem de estrutura básica.

Perguntas Frequentes

Qual o prazo para as universidades federais pedirem as cuidotecas ao MEC?

O prazo termina neste sábado (1º). As propostas devem ser enviadas exclusivamente por e-mail para [email protected].

Quantas universidades serão selecionadas na Chamada UniCuidotecas?

A Chamada Estratégica UniCuidotecas selecionará até 50 universidades federais para implantar os espaços gratuitos de acolhimento infantil.

Quantas crianças cada cuidoteca pode atender?

Cada unidade terá capacidade de atender até 40 crianças simultaneamente, filhos de estudantes, docentes, técnicos e trabalhadores terceirizados.

Quais regiões têm prioridade na seleção?

A cobertura regional tem peso de 25% na pontuação, com prioridade para as regiões Norte e Nordeste.

Os recursos podem ser usados em reformas estruturais?

Não. A chamada não permite o uso de recursos em reformas estruturais de grande porte. Os recursos podem custear mobiliário, equipamentos, materiais lúdicos, contratação de profissionais e despesas com alimentação, limpeza e manutenção.

Por quanto tempo as universidades receberão custeio?

As instituições selecionadas receberão recursos para implantação e custeio do funcionamento por 12 meses, com contrapartida de disponibilizar espaço físico adequado.

Para entender melhor como a política se conecta à permanência estudantil, vale acompanhar os desdobramentos do Plano Nacional de Cuidados e as próximas chamadas do MEC. políticas de permanência no ensino superior Plano Nacional de Assistência Estudantil educação inclusiva no ensino federal

Bruno Sá

Bruno Sá

Editor de literatura estrangeira

Tradutor e leitor poliglota, traz o melhor da literatura mundial pro leitor brasileiro.

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