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Pé-de-Meia: nascidos em maio e junho recebem nesta quarta

O programa Pé-de-Meia paga nesta quarta-feira (26) a parcela do incentivo à frequência escolar para beneficiários de 2026 nascidos em maio e junho. Para estudantes do ensino médio regular, esta é a quinta parcela. Quem está na educação de jovens e adultos (EJA) também recebe valores referentes à aprovação de ciclos e à conclusão da etapa final da educação básica.

Na EJA, o pagamento segue regra própria. O estudante recebe até quatro parcelas de frequência de R$ 225 cada, podendo chegar a oito por ano. No ensino médio regular, são até nove parcelas anuais de R$ 200. Nos dois casos, a frequência mínima exigida é de 80%.

O Pé-de-Meia funciona como poupança para manter jovens na escola até o fim do ensino médio. Neste período, também podem ser pagas parcelas de matrícula de 2026 e frequências de meses anteriores, quando as redes de ensino enviam ou corrigem informações. A participação é automática para quem está matriculado na rede pública e com inscrição ativa no CadÚnico. O Ministério da Educação (MEC) verifica os dados; a Caixa Econômica Federal abre as contas e faz os pagamentos.

Se a frequência cair abaixo de 80%, os valores daqueles meses ficam retidos. Quando o aluno volta a cumprir o mínimo, recebe os recursos bloqueados. A consulta de pagamentos, aprovados ou rejeitados, e das regras do programa está na página do estudante no site do Pé-de-Meia, com login na plataforma Gov.br. Dúvidas podem ser tiradas na página de Perguntas Frequentes ou pelo Fale Conosco, no telefone 0800-616161.

Desde 2024, o MEC estima que o programa alcançou 6 milhões de estudantes. Somando parcelas, depósitos anuais e o adicional de R$ 200 por participação no Enem, os valores podem chegar a R$ 9,2 mil por aluno. Para o educador, a pergunta prática é: a frequência melhora com o incentivo financeiro? Os dados oficiais mostram alcance, mas não isolam o efeito do programa sobre o aprendizado. A ferramenta não substitui o professor; ela tira um obstáculo econômico do caminho. O critério de decisão, em sala, segue sendo o que o aluno efetivamente aprende.

Augusto Ferraz
Repórter de educação e tecnologia
Investiga como ferramentas digitais e IA estão mudando o aprender, sem hype.
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