Vereador Miguel Gogó: até agiotagem entra no rol das motivações do crime. PCdoB exige apuração

Vereador Miguel Gogó: até agiotagem entra no rol das motivações do crime. PCdoB exige apuração

O Comitê Estadual do Partido Comunista do Brasil no Maranhão expediu nota de “profundo pesar” pela morte do vereador Miguel Gogó  (PCdoB-Anajatuba), morto com três tiros, à noite de sábado (15), num povoado de Santa Rita, município vizinho.

A direção estadual da legenda chamou o ato de “covarde”, informando ainda que encaminhou ofício à Secretaria de Segurança Pública,  solicitando rigorosa apuração do assassinato para rápida elucidação e punição. A nota encerrou ainda se solidarizando  com os familiares e amigos pela “indignação que tal fato desperta em todos”.

Em Anajatuba, várias versões circulam  sobre possíveis motivações para o assassinato de Miguel Gogó. Duas delas se sobressaem: recado de agiotas e  vingança pessoal de velhos inimigos com os quais a família de Gogó se atritara num passado recente.

Em relação a agiotas, Gogó estaria devendo dinheiro usado na campanha eleitoral, que ele teria tomado emprestado juntamente com um político bem mais emplumado.

Miguel Sampaio Soares, o Miguel Gogó, de 54 anos, participava de uma festa de aniversário, com a esposa e um filho menor, quando foi surpreendido e, na frente destes,  morto com três tiros. Ele ainda chegou a ser levado para um hospital, na sede de Santa Rita, mas já estava morto ao entrar.

Bastante concorrido, o sepultamento do vereador ocorreu esta manhã (17), no povoado São João da Mata,Anajatuba, onde nasceu e moram seus familiares.

Polícia no caso

Segundo o delegado titular da 1ª Regional da Delegacia de Rosário, Guilherme Campelo, o crime foi executado por dois homens, ainda não identificados, que estavam em uma motocicleta. O crime, recorda o  delegado, estava em uma festa em companhia de amigos e familiares.

– “O vereador estava em um ambiente comemorando o aniversário de um sobrinho seu na localidade Outeiro dos Pires, no município de Santa Rita, quando um dos pistoleiros desceu, o garupa, e desferiu três tiros bem próximo mesmo, por trás, na cabeça da vítima e a mesma veio a óbito instantaneamente. O autor dos disparos subiu de volta na motocicleta e se evadiu do local”, contou.

O delegado Guilherme disse ainda que o vereador Miguel estava sendo ameaçado de morte nos últimos meses, de acordo com o relato dos próprios amigos e familiares dele:

– “De acordo com os depoimentos dos próprios amigos e familiares, Miguel  Gogó andou recebendo ameaças, nos últimos meses e, por isso,  procurou as autoridades para relatar essas ameaças que vinha sofrendo, chegando a ir até a Secretaria de Segurança Pública, onde teria pedido garantias de  vida à sua integridade física.

O delegado Guilherme Campelo disse, por fim, que fora  um crime de execução e que o inquérito policial já foi iniciado a fim de identificar os autores da morte do vereador de Anajatuba:

“Foi um crime de execução mesmo. Os suspeitos já foram neste ímpeto. Planejaram para executar a vítima. Já ouvimos várias pessoas e, inclusive, e vamos nos valer do que foi recolhido no  IML para  a devida perícia médica legal, retirada dos projeteis. e tudo isso vai comporá o inquérito policial, para podermos identificar a autoria desse crime”, finalizou.

Em Anajatuba, várias versões circulam  sobre possíveis motivações para o assassinato de Miguel Gogó. Duas delas se sobressaem: recado de agiotas e  vingança pessoal de velhos inimigos com os quais a família de Gogó se atritara num passado recente.

Em relação a agiotas, Gogó estaria devendo dinheiro usado na campanha eleitoral, que ele teria tomado emprestado juntamente com um político bem mais emplumado.

 

Miguel Gogó, vereador de segundo mandato,  era aliado político  e do mesmo partido do prefeito Sidnei Pereira, também do PCdoB.

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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