Tragédia em Pedreiras: juíza solta maníaco que mata a tiros ex-namorada, mototaxista e se suicida
Antônio Carlos, assassino e suicida, deixou chocada a comunidade de Pedreiras

Tragédia em Pedreiras: juíza solta maníaco que mata a tiros ex-namorada, mototaxista e se suicida

Antônio Carlos, assassino e suicida, deixou chocada a comunidade de Pedreiras

Uma tragédia ocorrida na madrugada de hoje (13), na cidade maranhense de Pedreiras, a 260 quilômetros de São Luís, na região do Médio Mearim, chocou o Estado e, com certeza, vai chocar o Brasil:   inconformado com o fim de um relacionamento, Antônio Carlos da Conceição, 27 anos, natural de Coroatá-MA,  matou  a tiros a ex-namorada Maria Nilde e se suicidou em seguida, depois de sequestrá-la. Antes atirou e matou um mototaxista e feriu outro cidadão. Os dois  tentaram ajudar a vítima a se livrar do assassino.

O mais grave é que o homicida e suicida já havia sequestrado e levado a ex-namorada para cárcere privado no dia 3 de julho passado, pelo que foi preso, mas libertado 30 dias depois  pela juíza de Direito Larissa Tupinambá. Era o que ele precisava para concluir seu projeto macabro. Solto, voltou a sequestrar a moça, desta vez matando-a e suicidando-se em seguida.

OS FATOS – Antônio Carlos da Conceição que tinha sequestrado no dia 2 de julho, a ex-namorada Maria Nilde,  na cidade de Pedreiras, voltou sequestrá-la por volta das 21h de ontem(12).

Ele matou um mototaxista e feriu outro homem que também tentou ajudar a vítima. Em seguida, levou a mulher para uma residência na Rua Otávio Passos, naquela mesmo município.

Após mais de seis horas de negociação, já por volta das 2 horas,  madrugada desta quinta-feira (13), Antônio Carlos disparou várias vezes contra a cabeça da ex-namorada, em seguida, atirou contra a própria cabeça.

Policiais civis e militares, mesmo do lado de fora da casa,  mantiveram  diálogo com Antônio Carlos, tentando convencê-lo a liberar a jovem. Mas foram surpreendidos com os disparos e invadiram o local. Ali chegando, encontraram  Maria Nilde morta e seu assassino agonizando. Levado para  o  hospital, faleceu meia hora depois.

 

TIPIFICAÇAO – Mais um caso  onde o passional supera o racional. Maria Nilde morreu por não aceitar mais o relacionamento com o ex-namorado. Ele já havia sido preso no dia 3 de julho, após manter Maria Nilde por cerca de 20 horas em cárcere privado.

Na tipificação do crime, Antonio Carlos teria sido autuado por cárcere privado, um crime menos grave do que sequestro, embora o delegado-geral da polícia civil,  Augusto Bastos, já tenha tenha desmistificado essa versão. “Ele foi arrolado também por sequestro”, disse numa entrevista para o rádio, nesta manhã.  Ele fora recolhido à Unidade Prisional de Ressocialização de Pedreiras. No último dia 4,  um mês após o primeiro delito, ganhou a liberdade por meio de uma decisão da juíza Larissa Tupinambá.

Antônio Carlos praticou o mesmo crime após encontrar Maria Nilde no mesmo local do primeiro sequestro: Na pracinha, próxima ao Posto de Combustível Campeão, no Bairro do Engenho.

Agora, quem vai ter que se explicar é a juíza de Direito Larissa Tupunambá – dizer das razões jurídicas que teve para libertar um cidadão sabidamente perturbado, que já havia se mostrado capaz de praticar a trajédia que chocou Pedreiras, o Maranhão e o Brasil

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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