Terroristas confirmam morte do líder da Al-Qaeda no Iêmen após ataque dos EUA

Nasir al-Wahishi era tido como braço direito de Osama Bin Laden; organização tem realizado inúmeros atentados nos EUA

Um ataque aéreo dos EUA matou o líder número 2 da Al-Qaeda, que comandava sua poderosa filial iemenita, no que é considerado o maior golpe contra o grupo terrorista desde a morte de Osama bin Laden. A ação elimina um líder carismático em um momento em que a organização disputa com o Estado Islâmico o título de fundador da jihad global.

O então líder da Al-Qaeda na Península Arábica identificado pelo IntelCenter como Nasir al-Wahishi durante encontro no Iêmen (Arquivo)
AP – O então líder da Al-Qaeda na Península Arábica identificado pelo IntelCenter como Nasir al-Wahishi durante encontro no Iêmen (Arquivo)

Em uma declaração em vídeo datada de 14 de junho e divulgada nesta terça-feira (16) pela filial iemenita da organização terrorista, um agente sênior anunciou a morte de Nasir al-Wahishi, um jihadista veterano que já foi apontado como braço direito de Bin Laden e disse que seu vice, Qassim al-Raimi, havia sido escolhido para substituí-lo.

“Nação muçulmana, um herói de seus heróis e um mestre de seus mestres foi em direção a Deus”, disse Khaled Batrafi no vídeo, prometendo que a guerra do grupo contra os EUA iria continuar.

“Em nome de Deus, o seu sangue nos faz mais determinados ao sacrifício”, disse ele. “Que os inimigos saibam que a batalha não é de apenas de um. A batalha conta com uma nação de bilhões de membros.”

Autoridades de segurança iemenitas haviam dito anteriormente que um drone dos EUA havia matado três supostos militantes na cidade portuária do sul de Mukalla na semana passada. Autoridades norte-americanas disseram que eles estavam tentando verificar se al-Wahishi havia mesmo sido morto.

Conheça os dez grupos terroristas mai sricos do mundo

O Estado Islâmico é a organização terrorista mais rica do mundo. Com recursos vindos de crimes e do petróleo, os militantes administram até US$ 2 bilhões anuais. Foto: AP
Atuando na Faixa de Gaza, o Hamas - considerado terrorista pelo FBI -  tem renda anual de ao menos US$ 1 bilhão. Foto: Reprodução/Youtube
Militantes das FARC, Forças Armadas Revolucionária da Colômbia, atua no país há mais de 50 anos com renda anual de até US$ 600 milhões. Foto: Reprodução/Youtube
O Hezbollah, que significa 'Partido de Deus', surgiu após invasão e ocupação do Líbano em 1982 por Israel. Grupo tem renda anual de US$ 500 milhões. Foto: Reprodução/Youtube
O movimento Taleban governou o Afeganistão de 1996 a 2001 e hoje tem renda estimada em US$ 400 milhões vindos principalmente do tráfico de drogas. Foto: Reprodução/Youtube
Uma das organizações terroristas mais letais do mundo, a Al-Qaeda atua com cerca de US$ 150 milhões anuais. Foto: Wikemedia Commons
Lashkar-e-Taiba, ou 'Exército dos justos', é um grupo radical islâmico paquistanês que atua no sudeste da Ásia com renda de até US$ 100 milhões ao ano. Foto: Reprodução/Youtube
Na Somália, a Al-Shabab é a maior organização militante do país e foi fundada em 2006. Hoje atua com cerca de US$ 70 milhões ao ano. Foto: AP
O IRA Real, facção radical do IRA, foi criado por ativistas que se opõem ao acordo de paz de 1998 e tem renda anual de até US$ 50 milhões. Foto: Reprodução/Youtube
Boko Haram, que significa 'educação ocidental é pecado', atua na Nigéria com anuais US$ 52 milhões. Foto: Reprodução/Youtube
 O Estado Islâmico é a organização terrorista mais rica do mundo. Com recursos vindos de crimes e do petróleo, os militantes administram até US$ 2 bilhões anuais. Foto: AP

O braço da Al-Qaeda no Iêmen tem sido visto como o mais letal e tem sido associado a uma série de atentados no território dos EUA. O grupo reivindicou a responsabilidade pelo ataque de janeiro à revista satírica francesa Charlie Hebdo, que deixou 12 mortos.

Além de liderar a filial iemenita, conhecida como Al-Qaeda na Península Arábica, al-Wahishi também serviu como substituto de Ayman al-Zawahri, principal líder da Al-Qaeda, que sucedeu bin Laden em 2011.

A morte de Al-Wahishi é uma grande perda para a Al-Qaeda enquanto os terroristas se esforçam para competir com o Estado Islâmico, um grupo separatista que ocupa vastas áreas na Síria e no Iraque e gerou suas próprias filiais em outros países da região.

Ambos os grupos se dedicam a impor a lei islâmica, apesar de a Al-Qaeda não reconhecer o califado autoproclamado do Estado Islâmico e manter a prioridade de usar a jihad contra os Estados Unidos a fim de conduzi-lo para fora do Oriente Médio.

*Com AP

 

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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