Epa! Executivo da Odebrecht na Venezuela diz ter dado 35 milhões de dólares a Maduro

Ex-procuradora-geral Luisa Ortega, destituída pelo chavismo, divulga vídeo com parte da delação de Euzenando de Azevedo A ex-procuradora-geral Luisa Ortega Díaz, destituída do cargo neste ano após romper com o regime chavista, publicou em sua conta de Twitter um vídeo em que Euzenando de Azevedo, principal executivo da empreiteira Odebrecht no país, admite ter dado 35 milhões de dólares (158,6 milhões de reais) à campanha eleitoral do presidente Nicolás Maduro, em 2013. Maduro, segundo essa versão, teria enviado um representante, chamado Américo Mata, para coordenar com o Azevedo o montante e a entrega da ajuda para Maduro, que disputava a eleição de abril daquele ano como indicado do falecido presidente Hugo Chávez. Azevedo se beneficiou de um acordo de delação premiada feito na Justiça brasileira. Seu depoimento foi tão explosivo quanto o da ex-procuradora Ortega Díaz, que escapou a Venezuela após sofrer uma implacável perseguição do regime e foi a Brasília apresentar uma denúncia de corrupção contra o número dois do chavismo, Diosdado Cabello. Sempre segundo sua versão, o poderoso vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) teria recebido 100 milhões de dólares em subornos, depositados na empresa de dois primos na Espanha. Essas revelações foram feitas no fim de julho, às vésperas da polêmica eleição da Assembleia Nacional Constituinte convocada por Maduro, mas voltaram a ganhar força agora por ser a primeira vez que um vídeo com a delação de Azevedo é divulgado.

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Alguns países da América Latina não querem reconhecer o governo de Michel Temer
Temer:: dificuldades para que países latinos reconheçam seu governo...

Alguns países da América Latina não querem reconhecer o governo de Michel Temer

O presidente interino Michel Temer enfrenta resistências de países da América Latina para reconhecer, formalmente, o seu governo. A crise de legitimidade se agravou nna sexta (13) quando o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu ao embaixador Alberto Castellar retornasse a Caracas. O chefe do governo venezuelano classificou o “afastamento” da presidente Dilma Rousseff como um “golpe de Estado”. “Pedi ao nosso embaixador no Brasil que viesse, e estivemos reunidos avaliando essa dolorosa página da história do Brasil, uma jogada injusta com a mulher que é a primeira presidenta que o Brasil teve”, disse Maduro em pronunciamento na estatal Venezolana Televisión. (Abaixo, assista ao vídeo). Além da Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador e Nicarágua — que compõem a Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América) — também têm se manifestado enfaticamente contra o processo de impeachment.

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Ônibus com Aécio Neves e outros senadores brasileiros é recebido a pedradas na Venezuela
A comitiva de senadores brasileiros "barrada no baile" na Venezuela

Ônibus com Aécio Neves e outros senadores brasileiros é recebido a pedradas na Venezuela

Armaçao pode ter sido feita pelo próprio governo venezuelano e quase tudo termina em tragédia. O ônibus com a comitiva de senadores de oposição do Brasil foi cercado e apedrejado por manifestantes em Caracas, na Venezuela, a caminho do presídio onde devem tentar visitar Leopoldo López, preso por atuar como líder oposicionista ao governo venezuelano Nicolás Maduro. Os manifestantes aproveitaram o trânsito engarrafado para cercar o ônibus no qual estão os senadores com os gritos de guerra "Chávez não morreu, se multiplicou" e "Fora, fora", aos senadores. Tudo pode ter sido estimulado pelo próprio governo de Maduro... A comitiva, composta pelos senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Aloysio Nunes (PSDB-SP), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), Sérgio Petecão (PSD-AC), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), José Medeiros (PPS-MT), Ronaldo Caiado (DEM-GO) e José Agripino (DEM-RN),é acompanhada por batedores da Polícia Militar da Venezuela. Em razão dos protestos, eles tiveram que mudar de caminho. Os manifestantes deram tapas na lataria do ônibus, que também transporta esposas dos políticos venezuelanos presos. Pelo Twitter, o senador Ronaldo Caiado comentou em tempo real os atos. Ele cita que o ônibus do grupo foi apedrejado e estava sendo agredido sem nenhum representante do governo a bordo. No plenário da Câmara dos Deputados, a reação foi imeidata, e logo aprovou uma moção de repúdio contra as agressões sofridas por senadores brasileiros na Venezuela e ogoverno de Nicolas Maduro, a segunda já aprovada por esse parlamento. Em fevereiro deste ano, a Câmara já havia aprovado uma moção de repúdio à atuação do governo da Venezuela pela prisão de oposicionistas políticos.

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