Fui condenado por um apartamento que não tenho, diz Lula em ato na República

Lula falou pouco mais de vinte minutos no ato na praça da República. Criticou a decisão do TRF-4, citou realizações do governo, e se comparou com Nelson Mandela e Tirandentes. "Esse ato não é de eleição. Ele é infinitamente maior que a eleição. É um ato pela soberania nacional", disse. O petista falou ainda que nunca teve nenhuma ilusão com a decisão do tribunal. "Houve um pacto com o poder Judiciário e imprensa, de que era hora de acabar com o PT. Eles não admitiam mais a ascensão social das pessoas em desenvolvimento." No discurso, citou realizações do governo, como expansão do ensino superior e do crédito e os programas Ciências Sem Fronteiras e Minha Casa Minha Vida. Segundo Lula, a decisão do TRF-4 foi baseada em mentiras. O ex-presidente reforçou que não há provas contra ele. "Quero que eles digam qual foi o crime que cometi. Estou condenado outra vez por um apartamento que eu não tenho", afirmou. "Se me condenaram, me deem pelo menos o apartamento. Já pedi pro Guilherme Boulos mandar o pessoal dele ocupar. Já que é meu, que ocupem."

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Sérgio Moro condena Lula a 9 anos de prisão, mas afrouxa e o deixa solto

Em uma sentença histórica, de 260 páginas, o juiz federal Sérgio Moro condenou Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e seis meses de prisão. No documento, Moro afirmou que "os álibis do ex-presidente são falsos", sobre o caso triplex, apartamento usado pela família dele, no Guarujá (SP). "Considerando que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua esposa eram proprietários de fato do apartamento 164-A, tríplex, no Condomínio Solaris, no Guarujá, que as reformas foram a eles destinadas, e que os álibis do ex-presidente são falsos, há corroboração dos depoimentos dos acusados José Adelmário Pinheiro Filho e de Agenor Franklin Magalhães Medeiros, de que houve uma acerto de corrupção, tendo por beneficiário específico o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva", assinalou o juiz da Lava-Jato. "Afinal e isso foi admitido pelo próprio ex-presidente, embora com argumentos falsos, jamais houve discussão concreta com ele sobre o preço do apartamento 164-A, triplex, jamais foi discutido concretamente que o ex-presidente pagaria diferença necessária, e jamais houve discussão sobre o ressarcimento da OAS Empreendimentos pelas despesas havidas na reforma, aliás, sequer houve questionamento sobre a diferença de preço e custos das reformas", diz Moro. "Definido que o apartamento 164-A, triplex, era de fato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que as reformas o beneficiavam, não há no álibi do acusado Luiz Inácio Lula da Silva o apontamento de uma causa lícita para a concessão a ele de tais benefícios materiais pela OAS Empreendimentos, restando nos autos, como explicação única, somente o acerto de corrupção decorrente em parte dos contratos com a Petrobras." O juiz anotou que o Grupo OAS, comandado por José Adelmário Pinheiro Filho, mantinha uma conta corrente geral de propinas com agentes do Partido dos Trabalhadores e que era alimentada por créditos provenientes de contratos celebrados pelo Grupo OAS com o Governo Federal.

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Lula faz palanque na audiência e diz a Moro que vai ser candidato em 2018. Veja os vídeos…

Em um capítulo tenso do longo interrogatório a que foi submetido pelo juiz da Lava Jato, ex-presidente, orientado por seus advogados, se nega a responder sobre declarações que deu em meio ao escândalo do Mensalão em que admitia erros do PT. Ricado Brandt, Julia Affonso, Bruno Ribeiro e Luiz Vassallo/Lula. Foto: Reprodução O ex-presidente Lula aproveitou um momento do interrogatório da Lava Jato para fazer palanque e anunciar que vai se candidatar à Presidência em 2018. “Depois de tudo que tá acontecendo eu tô dizendo alto e bom som que vou querer ser candidato à Presidência da República outra vez.” O petista fez palanque político durante um dos capítulos mais tensos do interrogatório a que foi submetido pelo juiz da Lava Jato nesta quarta-feira, 10. Moro perguntou a Lula sobre o que ele teria dito aos agentes da Polícia Federal que o conduziram coercitivamente, em março de 2016. Na ocasião, segundo os federais, Lula disse que seria eleito em 2018 e que ‘se lembraria de todos eles’. “O sr. afirmou isso?”, questionou o juiz. “Não sei se disse que me lembraria deles e também não sei se eu disse que seria eleito em 2018, uma eleição é que nem mineração, só depois da apuração é que você sabe o resultado. A verdade é que eu não lembro se disse ou não, mas eu posso dizer agora. Eu estava encerrando a minha carreira política porque se eu quisesse ser candidato eu seria em 2014, mas agora, depois de tudo que tá acontecendo, eu tô dizendo alto e bom som, vou querer ser candidato à Presidência da República outra vez.” Neste trecho do seu interrogatório, Lula se recusou a responder indagações do juiz, orientado por seus advogados, Cristiano Zanin Martins e José Roberto Batochio. Moro leu na audiência trechos de entrevistas que o petista deu para setores da imprensa admitindo, na época do mensalão, erros do PT. Na ocasião, ele declarou. ‘Olha, o PT se cometeu erro, minha tese é que tem que explicar para a sociedade brasileira, explicar o erro e que o partido pedisse desculpas ao povo.’ “Vou seguir a orientação dos meus advogados”, esquivou-se o ex-presidente nesta quarta-feira perante Moro. O juiz insistiu. Indagou de Lula quem o ‘traiu com práticas inaceitáveis’ – segundo o próprio petista teria declarado em entrevista na Granja do Torto. Um dos advogados de Lula, Zanin Martins, interrompeu o questionamento e disse a Moro que ele não estava ‘julgando o PT. DEPOIS DE ACESSAR "LEIA MAIS", VEJA OS VÍDEOS, NO FINAL DA REPORTAGEM...

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‘Certamente queria o apartamento pra fazer investimento’, diz Lula sobre Marisa e o interesse pelo triplex do Guarujá

Ex-presidente disse que viu '500 defeitos' em imóvel no Guarujá e que ficou sabendo depois de segunda visita de ex-primeira-dama ao apartamento

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Lula diz a Moro que nunca teve intenção de adquirir triplex. Veja vídeos…

Ex-presidente negou ser dono de imóvel no Guarujá. Ministério Público diz que o imóvel foi destinado a Lula pela OAS, como propina dissimulada. Em depoimento ao juiz Sérgio Moro nesta quarta-feira (10), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou ter ocultado ser dono do triplex no Guarujá, no litoral de São Paulo. O Ministério Público Federal (MPF) o acusa de ter recebido o imóvel como parte de propina da OAS, que tinha contratos com a Petrobras. "Nunca tive a intenção de adquirir o triplex", disse o petista. Em outro momento do interrogatório, ele reafirmou: "Eu não solicitei, não recebi, não paguei nenhum triplex. Não tenho". A Justiça liberou os vídeos do depoimento. Assista ao primeiro acima; os demais estão ao final do texto. Lula confirmou que visitou o imóvel, porque a OAS pretendia vendê-lo para sua família. Mas disse que não orientou nenhuma reforma no imóvel. "Eu não orientei... O que eu sei que, no dia que eu fui, houve muitos defeitos mostrados no prédio, defeitos de escada, defeitos de cozinha." O ex-presidente questinou as investigações. "Ele [Ministério Público] deve ter pelo menos algum documento que prova o direito jurídico de propriedade para poder dizer que é meu o apartamento." O juiz questionou o ex-presidente sobre um documento de adesão de uma unidade duplex no edifício em Guarujá que depois acabou se transformando em triplex. De acordo com Moro, o documento foi apreendido na casa do ex-presidente e não está assinado. “Então não estar assinado, doutor... Talvez quem acusa saiba como foi parar lá. Eu não sei como está um documento lá em casa, sem adesão de 2004, quando a minha mulher comprou o apartamento [da Bancoop] em 2005.” VEJA OS PRIMEIROS 4 VIDEOS DO DEPOIMENTO DE LULA A MORO. ACESSE "LEIA MAIS"...

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Depoimento de Lula a Moro termina após quase 5 horas

Ex-presidente foi interrogado como réu pela 1ª vez em processo da Lava Jato sobre triplex. Terminou após quase 5 horas o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da operação Lava Jato na primeira instância. O interrogatório começou às 14h18 e terminou por volta das 19h10. O petista foi ouvido como réu pela primeira vez no processo sobre o triplex no Guarujá (SP). Com o depoimento, o processo chega à sua reta final. A partir de agora, o Ministério Público Federal (MPF) e as defesas poderão pedir as últimas diligências. Caso isso não ocorra, o juiz determinará os prazos para que as partes apresentem as alegações finais. Em seguida, os autos voltam para Moro, que vai definir a sentença, podendo condenar ou absolver os réus. Não há prazo para que a sentença seja publicada. Lula desembarcou no aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, por volta das 10h, em um avião particular que partiu de São Paulo. Em seguida, ele foi para um escritório de advocacia, no bairro Boa Vista. De lá, saiu em direção à sede da Justiça Federal, onde chegou às 13h45 – 15 minutos antes do horário previsto para o início da audiência. Também está na capital do Paraná a ex-presidente Dilma Rousseff.

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Tribunal Federal de Curitiba nega suspensão de processo do triplex e depoimento de Lula está mantido

Defesa do ex-presidente protocolou habeas corpus para suspender processo sobre o triplex da OAS. Com isso, depoimento do petista ao juiz Sérgio Moro está mantido para esta quarta-feira (G1). O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a suspensão do processo do triplex da empreiteira OAS. Com isso, está mantido o depoimento do petista ao juiz Sérgio Moro nesta quarta (10), em Curitiba. A decisão é do juiz federal Nivaldo Brunoni, convocado para substituir desembargador federal relator da Lava Jato na 8ª Turma, em Porto Alegre, João Pedro Gebran Neto. O G1 entrou em contato com os advogados de Lula e aguarda uma posição. A defesa do ex-presidente recorreu com um habeas corpus que pedia liminarmente a suspensão do processo sobre o triplex da empreiteira OAS. Os advogados alegaram prejuízo pelo fato de haver juntada de documentos pela Petrobras nas últimas semanas. No pedido, os defensores solicitavam ainda mais tempo para análise de documentos. Em sua decisão, o magistrado destacou que o interrogatório de Lula ganhou repercussão nacional e que isso mudou a rotina da Justiça Federal de Curitiba e de vários órgãos da capital paranaense. “Medidas excepcionais foram tomadas para evitar tumulto e garantir a segurança nas proximidades do fórum federal; prazos foram suspensos, o acesso ao prédio-sede da Subseção Judiciária será restrito a pessoas previamente identificadas e o trânsito nas imediações será afetado, medidas que vem mobilizando vários órgãos da capital paranaense”, escreveu Brunoni. Para o magistrado, não há razão para suspender o depoimento e o andamento da ação penal. “Assim, ausente flagrante ilegalidade e possibilitada pela própria autoridade coatora a apresentação de documentação até a fase do art. 402 do CPP e, ainda, a eventual repetição de atos processuais já realizados, não há razão para o deferimento de suspensão do interrogatório do paciente e sobrestamento da ação penal”, diz o texto. A defesa alega que "é materialmente impossível" analisar a documentação do processo até esta quarta (10), data em que o depoimento do ex-presidente ao juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal de Curitiba, está marcado. O MPF acusa Lula de receber um triplex da construtora, como pagamento de propina. O petista nega as acusações.

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Léo Pinheiro entrega provas de que OAS beneficiou Lula em tríplex

A defesa de Léo Pinheiro, sócio da OAS, entregou à Justiça Federal do Paraná documentos para tentar comprovar as afirmações de que o ex-presidente Lula foi beneficiado pela reforma de um tríplex em Guarujá (SP). A informação foi divulgada pelo jornal "O Globo". Em depoimento na semana passada ao juiz Sergio Moro, o empreiteiro disse que o apartamento era de Lula. Entre os documentos entregues estão o registro de que dois carros em nome do Instituto Lula passaram pelo sistema automático de cobrança dos pedágios a caminho do Guarujá entre 2011 e 2013. Não há, no entanto, documento que comprove que as viagens tiveram como destino o apartamento. Há também registros de ligações telefônicas entre Pinheiro e pessoas ligadas a Lula, como Clara Ant, Paulo Okamotto, José de Filippi Jr. e Valdir Moraes da Silva (segurança), a partir de 2012. As listas trazem data e duração da conversa, mas não seu conteúdo. Foram anexados ainda e-mails que mostram a agenda de Lula, na qual aparece a previsão de encontros com Pinheiro, e mensagens da secretária do instituto para Okamotto, que preside a entidade, avisando que o empresário havia ligado para falar com ele. A Folha de S.Paulo apurou que a defesa de Pinheiro entregará documentos sobre comunicações entre pessoas próximas a Lula e funcionários da OAS que foram envolvidos na reforma do empreendimento. No ano passado, Pinheiro e o ex-presidente se tornaram réus. O Ministério Público afirma que Lula recebeu R$ 3,7 milhões em propinas pagas pela OAS oriundas de contratos da Petrobras. No depoimento a Moro, Pinheiro disse que usou dinheiro que seria desembolsado como propina para custear a reforma e que Lula sabia. Pinheiro negocia um acordo de delação premiada com a Lava Jato. Outra acusação que ele fez foi a de que Lula pediu a ele que destruísse provas em 2014. OUTRO LADO O advogado do petista, Cristiano Zanin Martins, afirmou que os documentos não comprovam as afirmações feitas pelo empresário, que classificou como uma "versão negociada para agradar" aos procuradores e destravar seu acordo de delação.

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Esposa de Lula desiste de apartamento triplex em Guarujá, diz assessoria

A esposa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marisa Letícia, desistiu de adquirir um apartamento triplex na praia das Astúrias, em Guarujá (SP). O imóvel é construído e comercializado pela empreiteira OAS, informou a assessoria do petista. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, Marisa chegou a visitar o condomínio algumas vezes. Ela pretendia comprar o imóvel, no entanto, como refere a publicação, Marisa irá pedir aos seus advogados que solicitem à OAS que valor que ela investiu na fase de construção do prédio seja extorquido, explicou a assessoria. O empreendimento, que foi lançado pela cooperativa habitacional Bancoop, foi transferido para a OAS em 2009, após a cooperativa entrar em crise financeira. Segundo o Ministério Público de São Paulo, o rombo nos cofres da Bancoop ocorreu em razão de desvios promovidos por ex-dirigentes da cooperativa, entre eles o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso na operação Lava Jato sob a acusação de intermediar propinas ao PT resultantes do esquema de corrupção na Petrobras. No entanto, Vaccari nega praticar os crimes. Como cita a Folha, a OAS também é acusada na Lava Jato por supostamente ter pago suborno para obter vantagens em contratos da estatal de petróleo. A empreiteira alega que não cometeu irregularidades. Em dezembro, a Folha havia noticiado que Lula e Marisa passaram a cogitar desistir da aquisição do imóvel quando o triplex ganhou visibilidade na imprensa. Na época, corretores locais avaliavam que o preço do imóvel seria de R$ 1,5 milhão. Porém, na eleição de 2006, Lula afirmou que informou à Justiça Eleitoral ter pago à Bancoop R$ 47.695,38 pelo apartamento. A assessoria de Lula informou à reportagem que o investimento de Marisa durante a fase de construção do prédio continuou até 2010, mas não informou o total despendido para garantir a opção de compra da unidade. Agora Marisa pretende pedir a devolução dos valores pagos durante a fase de construção do condomínio nas mesmas condições oferecidas aos cooperados da Bancoop que desistiram do negócio, disse a assessoria de Lula.

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