Homem é condenado por torturar a mulher para exigir confissão de traição
Getty Images Homem exigia que mulher confessasse ter tido relações com filho do patrão, diz denúncia

Homem é condenado por torturar a mulher para exigir confissão de traição

Pena para o crime é maior que a de lesão corporal, normalmente aplicada em casos de agressão física Um morador da Região Metropolitana de São Paulo foi condenado a três anos e um mês de prisão por torturar a mulher para que ela confessasse uma suposta traição. A pena para esse tipo de crime é maior do que a de lesão corporal, de três meses a um ano, normalmente aplicada em casos de agressão. Segundo a decisão, o marido chegou em casa por volta das 22h e acusou a mulher de manter relações extraconjugais. Em seguida, passou agredi-la com socos, pontapés, tapas e puxões de cabelo, e a ameaçou de morte caso não confessasse a traição. O homem desconfiava do filho do patrão. Por volta das 7h, a mulher conseguiu fugir de casa - um imóvel de uma janela e uma porta -, foi até a escola de um dos filhos e ligou para a polícia. Detido, o homem confessou o crime e disse não ser a primeira vez que a agredia. A mulher foi socorrida ao pronto-socorro, com ferimentos na cabeça e no pescoço. A lei que prevê penas específicas para a tortura entrou em vigor em 1997, e define o crime como o ato de "constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental". No caso, ficou claro que o homem espancou a mulher pois queria que ela "declarasse ter mantido relacionamento extraconjugal que imaginava ter ocorrido entre ela e o filho de seu patrão", escreveu o desembargador Juvenal Duarte. Por isso, não se tratava apenas de um caso de lesão corporal, como alegou a defesa do acusado.

Continuar lendo Homem é condenado por torturar a mulher para exigir confissão de traição
Direitos Humanos: Human Rights Watch denuncia torturas no Brasil e acusa 150 policiais
Denúncias de tortura - vergonha para o país...

Direitos Humanos: Human Rights Watch denuncia torturas no Brasil e acusa 150 policiais

A organização Human Rights Watch denunciou nesta segunda-feira 64 casos de torturas nos últimos quatro anos, e afirmou que pelo menos 150 policiais estariam envolvidos. A denúncia está em um comunicado enviado pelo grupo de direitos humanos à presidência e ao Congresso Nacional, e foi entregue também a vários meios de comunicação. Segundo Human Rights Watch, os casos denunciados ocorreram nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná e Bahia desde 2010 e em 40 deles foram verificadas situações de tortura física, enquanto os 24 restantes estavam relacionados a "tratamentos cruéis, desumanos e degradantes". A nota afirma que um dos métodos de tortura mais frequentes em delegacias e prisões brasileiras é o uso de sacolas plásticas para provocar quase asfixia, mas identificou também choques elétricos e queimaduras realizadas com diversos instrumentos.

Continuar lendo Direitos Humanos: Human Rights Watch denuncia torturas no Brasil e acusa 150 policiais