Presidente da Funai pede diálogo no Maranhão, mas não visitará área de conflito

Sem apoio para ficar no cargo, Antônio Costa reclama do corte de verbas da fundação Frente de trabalho vai acompanhar situação de indígenas atacados em povoado de Bahias O presidente da Funai, Antônio Costa (PSC), afirmou nesta terça-feira que aposta no diálogo para resolver os conflitos por demarcações de terra no país. Apesar disso, ele ainda não conversou com o ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB), a quem a pasta é submetida, sobre a situação no Maranhão. No domingo, um conflito por terras deixou 13 indígenas da etnia Gamela feridos, no que o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) classificou como um ataque de fazendeiros. Três indígenas ainda estão hospitalizadas, um com fraturas expostas nos braços.

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No Maranhão, posseiros têm suas terras ameaçadas por latifundiários, no novo ‘paraíso da soja’

Landportal.info São inúmeros os relatos dos moradores de diversas comunidades da região do Matopiba, sigla que congrega os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, que denunciam a sanha do agronegócio sobre suas terras, por apostarem algumas de suas fichas no Plano de Desenvolvimento Agropecuário (PDA-Matopiba), criado em 2015 pela então Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Kátia Abreu, para desenvolver a monocultura na região. Vicente de Paula é um desses agricultores que vem sofrendo pressão de latifundiários da região para que ele venda sua terra. Posseiro de uma área de 150 hectares na Chapada do município de Buriti, no Maranhão, e morador da região desde a década de 1990, Vicente já resistiu a várias investidas do sojicultor André Introvini, que tenta comprar sua área terra por um preço muito abaixo do valor de mercado ou trocá-la por outras áreas espalhadas pelo município. “Aqui era uma Chapada só de mato. Nos primeiros anos em que trabalhei aqui com meu padrasto e o pessoal achava que eu era doido. Ninguém queria a Chapada. O maior problema era água. Agora vejam, aqui temos poço, faço minha roça, tem bacurizeiro, pequizeiro e outras espécies, e querem que eu mude para a beira do rio Preto onde não pode desmatar e só tem pedra”, relata. André Introvini é um acusado pela população local como um destes latifundiários que arregimentam terras na região. Proprietário da fazenda São Bernardo, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Maranhão (Aprosoja) e um dos articuladores do Matopiba na região do Baixo Parnaíba, André Introvini é denunciado por diversas lideranças locais por tentar se apropriar da última grande Chapada que circunda o povoado Brejão, uma área que carrega todas as características de ser uma comunidade quilombola e que coincide com as bacias de três rios regionais: a bacia do rio Buriti, que desagua no rio Parnaíba, e as bacias do rio Preto e do riacho Feio, afluentes do rio Munim.

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Atual7: Hemetério Weba ameaça usar trator para expulsar idosa de terras em Turilândia

Ameaça foi feita por meio de jagunços do parlamentar. Em outubro do ano passado, ele já havia usado as máquinas para o mesmo fim e proibido que a Cemar instalasse postes e energia elétrica no local REPRODUZIDO DO ATUA7 Moradores de Turilândia, no Maranhão, denunciaram ao Atual7 que o deputado estadual Hemetério Weba (PV) tem mandado diversos jagunços ao Sítio Rancho Alegre, que fica na MA-106, Km 15, Olho D’Àgua, zona rural do município, a fim de promover ameaças contra uma idosa de 59 anos que ganhou na Justiça estadual o direito a permanecer numa propriedade adquirida por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Instituto de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) do Maranhão, há cerca de duas décadas. Segundo a denúncia, após perder o processo, Weba teria contratado dois tratores e ordenado aos seus funcionários que invadissem a propriedade da idosa, identificada como Zeni Freitas Mandu, e derrubassem toda a vegetação ali presente com intuito de prejudicá-la, tanto de ordem material como psicológica. A idosa teria recebido a ameaça de que tem até as 10 horas desta quarta-feira 13 para deixar o local, do contrário, desta vez, os tratores passariam até por cima dela. Os moradores afirmam que a idosa estaria em pânico por conta das ameaças também serem contra a sua vida.

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Direitos Humanos realiza “engenhosa” reunião para discutir conflito de terra
Deputada Eliziane Gama, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da AL

Direitos Humanos realiza “engenhosa” reunião para discutir conflito de terra

OBJETIVO É ENCONTRAR SOLUÇÃO PARA A EXPULSÃO DOS MORADORES DA COMUNIDADE “ENGENHO”, DENTRO DA ILHA DE SÃO LUÍS A Comissão de Direitos Humanos e das Minorias da Assembleia Legislativa realizará na próxima segunda-feira, dia 02 de dezembro uma reunião extraordinária parara tratar sobre conflito de terra na Comunidade de Engenho em São José de Ribamar. A reunião será coordenada pela deputada Eliziane Gama e contará com a presença da Defensoria Pública, Ministério Público, OAB e Sociedade Maranhense de Direitos Humanos. O encontro para discutir a situação dos morad0ores da localidade será às 9 horas na sala das comissões da Assembleia Legislativa. No mês de junho a presidente da comissão, deputada Eliziane Gama denunciou a derrubada de casas no Povoado sem ordem judicial para a reintegração de posse. Segundo a parlamentar, a ação de despejo foi realizada com o apoio da Polícia Militar mesmo sem a Justiça ter dado decisão favorável ao ex-deputado que se diz proprietário das terras.

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