Participação do Itaqui no embarque de soja aumentou 100%, diz Folha de São Paulo

A participação do Porto do Itaqui nos embarques de soja do país aumentou 100%, segundo a Folha de São Paulo em publicação desta terça-feira (20) sobre a movimentação da indústria ferroviária a partir do aumento da safra de grãos. De acordo com a reportagem, a atuação do Itaqui no transporte de soja no Brasil aumentou de 7% em 2007 para 14% em 2017. É o dobro de participação nos embarques do grão no país em dez anos. O jornal destaca, ainda, que o Itaqui é o segundo porto brasileiro na exportação de grãos transportados por ferrovias, com 9%. Em primeiro lugar está o porto de Santos, com 68% do volume do país. Alta do PIB maranhense A produção de grãos ainda impulsionou o Produto Interno Bruto (PIB) do Maranhão. Juntamente com a extração mineral, o setor foi responsável pelo crescimento em 9,7% do PIB maranhense em 2017, enquanto o país obteve alta de apenas 1% no período. Os dados são do relatório feito pelo Itaú Unibanco publicado também pela Folha no último dia 10 de março, e representam que a economia do Maranhão cresceu quase dez vezes mais em comparação ao cenário brasileiro. O Governo do Maranhão contribuiu com a boa safra de grãos no estado por meio de uma política de incentivos fiscais que reduziu as alíquotas do ICMS para soja, milho, milheto e sorgo de 12% para 2%. Com isso, os produtores tiveram um ganho de pelo menos 10%

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No Maranhão, posseiros têm suas terras ameaçadas por latifundiários, no novo ‘paraíso da soja’

Landportal.info São inúmeros os relatos dos moradores de diversas comunidades da região do Matopiba, sigla que congrega os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, que denunciam a sanha do agronegócio sobre suas terras, por apostarem algumas de suas fichas no Plano de Desenvolvimento Agropecuário (PDA-Matopiba), criado em 2015 pela então Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Kátia Abreu, para desenvolver a monocultura na região. Vicente de Paula é um desses agricultores que vem sofrendo pressão de latifundiários da região para que ele venda sua terra. Posseiro de uma área de 150 hectares na Chapada do município de Buriti, no Maranhão, e morador da região desde a década de 1990, Vicente já resistiu a várias investidas do sojicultor André Introvini, que tenta comprar sua área terra por um preço muito abaixo do valor de mercado ou trocá-la por outras áreas espalhadas pelo município. “Aqui era uma Chapada só de mato. Nos primeiros anos em que trabalhei aqui com meu padrasto e o pessoal achava que eu era doido. Ninguém queria a Chapada. O maior problema era água. Agora vejam, aqui temos poço, faço minha roça, tem bacurizeiro, pequizeiro e outras espécies, e querem que eu mude para a beira do rio Preto onde não pode desmatar e só tem pedra”, relata. André Introvini é um acusado pela população local como um destes latifundiários que arregimentam terras na região. Proprietário da fazenda São Bernardo, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Maranhão (Aprosoja) e um dos articuladores do Matopiba na região do Baixo Parnaíba, André Introvini é denunciado por diversas lideranças locais por tentar se apropriar da última grande Chapada que circunda o povoado Brejão, uma área que carrega todas as características de ser uma comunidade quilombola e que coincide com as bacias de três rios regionais: a bacia do rio Buriti, que desagua no rio Parnaíba, e as bacias do rio Preto e do riacho Feio, afluentes do rio Munim.

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Empresário Olacyr de Moraes, o ‘Rei da Soja’, morre aos 84 anos
Já setentão, Olacyr costumava desfilar com belas e jovens mulheres...

Empresário Olacyr de Moraes, o ‘Rei da Soja’, morre aos 84 anos

O empresário Olacyr de Moraes morreu na madrugada desta terça-feira, 16, aos 84 anos, em São Paulo. Ele foi vítima de um câncer no pâncreas, descoberto no início de 2014. Olacyr de Moraes começou com uma pequena transportadora de pedras para a Prefeitura de São Paulo e se tornou um megaempresário. Ele chegou a ser proprietário de 50 mil hectares de plantações de grãos, o que lhe rendeu o título de "Rei da Soja", por ser ter sido também o maior produtor mundial do produto. O EMPRESÁRIO CHEGOU A SER O MAIOR PRODUTOR MUNDIAL DE SOJA E FICOU MAIS CONHECIDO POR APARECER EM PÚBLICO COM MULHERES MAIS JOVENS E BONITAS O empresário apostou no potencial agrícola da Região Centro-Oeste e investiu na pesquisa e produção de grãos de algodão geneticamente modificados. Nos anos 1980, o patrimônio de Olacyr era avaliado em US$ 1,2 bilhão.

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