Sérgio Cabral recorre ao STF para evitar transferência a presídio federal
07-05-2010; Rio de Janeiro; O governador Sérgio Cabral, na Instalação do serviço da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Borel; Foto: Shana Reis

Sérgio Cabral recorre ao STF para evitar transferência a presídio federal

O juiz Marcelo Bretas determinou a mudança do ex-governador do Rio para Campo Grande na última segunda-feira (23/10)  O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral entrou, na tarde desta segunda-feira (30/10), com pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar impedir sua transferência a um presídio federal, depois de ter recurso negado pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Na petição, os advogados pedem que Cabral continue na unidade prisional de Benfica, no Rio de Janeiro, e afirmam que levá-lo para Campo Grande poderia colocar a segurança do ex-governador em risco. O mesmo pedido já foi rejeitado por todas as instâncias da Justiça. “Aliado a tudo isso, está o fato de que o presídio federal eleito para receber o ex-governador, em Mato Grosso do Sul, abriga dez criminosos oriundos do Rio de Janeiro, dentre os quais certamente estão alguns dos meliantes para lá transferidos por iniciativa ou provocação do próprio Sérgio Cabral”, argumenta a defesa. A determinação de transferir Cabral veio após pedido do Ministério Público Federal (MPF) ao juiz Marcelo Bretas da 7ª Vara Federal Criminal. De acordo com o procurador Sérgio Pinel, o ex-governador demonstrou, em depoimento, que está recebendo informações indevidas na cadeia

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Dinheiro da corrupção de Cabral era tanto que virou transtorno, revela doleiro

Renato Chebar prestou depoimento ao juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, na manhã desta terça-feira, 11 O volume de dinheiro obtido pelo esquema de corrupção supostamente comandado pelo ex-governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) cresceu tanto que virou um transtorno para quem operava com ele no País, segundo revelou o doleiro Renato Chebar ao juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, na manhã desta terça-feira, 11. “Comecei a não dar conta do serviço. O esquema ficou grandioso para mim”, disse Chebar, que confirmou ter operado para Cabral o dinheiro de corrupção no período de 2007 a 2014- período em que o peemedebista foi governador do Rio. Sérgio Cabral foi preso em novembro do ano passado pela Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato. Em seu depoimento, Chebar contou que recebia de operadores de Cabral, em seu escritório no Rio, dinheiro vivo, que convertia em crédito em contas no exterior. Segundo Chebar, que é economista, antes de Cabral virar governador, a entrada de dinheiro era de cerca de R$ 150 mil mensais. A partir de 2007, aumentou muito. Passou a variar de R$ 450 mil a até R$ 1 milhão por mês. “Neste período, fiquei com medo de guardar aquele dinheiro todo..."

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Políticos vivem “depressão” pré-candidatura: Sérgio Cabral e Roseana Sarney no meio do furacão

Governadores com baixo índice de aprovação nas ruas enfrentam a dificuldade de deixar o cargo sem rumo definido. Situação no Rio de Janeiro e no Maranhão é a mais delicada. Paulo de Tarso Lyra (em.com.br) Brasília – Depois de idas e vindas, anúncios informais e mudanças de planos, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), confirmou que vai se desincompatibilizar do comando do estado no fim de fevereiro para concorrer a uma vaga no Senado. A decisão foi tomada após o PT fluminense ter decidido que, antes de março, entregará os cargos na administração municipal. Os peemedebistas sonhavam em deixar a vaga de senador para os petistas, caso estes apoiassem a candidatura de Luiz Fernando Pezão. Nada feito. Cabral concorrerá ao Senado. Tarefa que não será das mais simples. O governador peemedebista, após oito anos de mandato e de ter se vangloriado pela implantação das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) nos morros cariocas, amarga uma depressão política profunda, com índices de aprovação irrisórios. Série de protestos violentos durante e depois da Copa das Confederações agravou a crise. Mas ele não está sozinho. Nesse seleto grupo de governantes em crise pré-eleitoral encontram-se ainda a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB) — também reeleita —, e a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), que está em primeiro mandato.

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