Sarney forçou ou não a barra para ser incluído na comitiva presidencial que vai ao Vaticano?

O maranhense José Sarney não perde mesmo a chance de se tornar notícia. Assim, roubou a cena na mídia ontem e hoje. Há quem diga que a versão apresentado por Sarney para o fato abaixo teve objetivos bem mais substanciosos que uma simples inclusão na comitiva presidência que vai a Roma para a canonização de Irmã Dulce. A santa já pode ter produzido seu primeiro milagre para o "nosso" Sarney: tirar-lhe do ostracismo político... O governo brasileiro será representado por 15 pessoas nas cerimônias de canonização de Irmã Dulce, na Santa Sé, que começaram hoje, quinta-feira (10), e só terminam na próxima terça (15). As primeiras informações sobre isso davam conta de que a comitiva oficial teria o ex-presidente José Sarney como um dos integrantes.... Mas no que diz respeito ao ex-presidente da República maranhense, há controvérsias... O “bonde” para o Vaticano leva a o vice-presidente do Brasil, Antônio Hamilton Mourão, e sua esposa, Ana Paula Mourão; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), e a mulher, Liana de Andrade; o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e a companheira, Patrícia Maia. A ala dos casais continua com o procurador-geral da República, Antônio Augusto Aras, e a esposa, Maria das Mercês Aras; e o embaixador do Brasil na Santa Sé, Henrique Sardinha Pinto, e a cônjuge, Cláudia Sardinha Pinto, além do ministro da Saúde. o campo-grandense Luiz Henrique Mandetta. A primeira-dama de Goiás, Gracinha Caiado, também representa o País na Itália. Já o marido, o governador Ronaldo Caiado (DEM), não está na comitiva oficial. Além dos já citados, também integram a excursão o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, e o prefeito de Salvador (BA), Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM). O decreto que designou a comitiva foi publicado na edição desta quinta do DOU (Diário Oficial da União), assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Quem chamou Sarney? José Sarney integraria a comitiva oficial que irá a Roma acompanhar a cerimônia de canonização de Irmã Dulce. Mas o Palácio do Planalto informou que não foi o responsável por chamá-lo e que a composição da comitiva deveria ser verificada com a Vice-Presidência, já que Hamilton Mourão é o chefe da delegação. A equipe do general, porém, disse que o convite também não partiu do vice-presidente, informou a Revista Crusoé.

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Documentos revelam ação militar e de Sarney para abafar crimes pós-ditadura…

Carlos Madeiro - Colaboração para o UOL, em Maceió A retomada da democracia após o fim da ditadura militar, em março de 1985, deu continuidade a um movimento para evitar punição a agentes do Estado acusados de assassinatos, sequestros e torturas no regime. Documentos obtidos pelo UOL junto ao Arquivo Nacional, a pesquisadores e no acervo da CNV (Comissão Nacional da Verdade) revelam que, logo após a posse de José Sarney, integrantes das Forças Armadas e da Polícia Federal expediram relatórios com monitoramento de vítimas, familiares, partidos e políticos que pediam investigação sobre crimes. O ex-presidente teria atuado para orientar o não ataque e conter o que chamavam de "revanchismo" de ambos os lados. O UOL leu documentos produzidos entre os anos de 1985 e 1991 que tratam sobre os pedidos de investigação. Muitos dos relatórios tentaram criar e fortalecer movimentos de autoproteção dos militares e desqualificação das vítimas denunciantes. Um dos principais nomes denunciados nesse período de pós-ditadura era o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (1932-2015), recentemente classificado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) como "herói nacional". Ustra foi apontado por vítimas como um dos principais responsáveis por torturar presos. SIGA LENDO ESTA INSTIGANTE MATÉRIA...

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Jefferson revela que o próprio Temer lhe falara do veto de Sarney a Pedro Fernandes para ministro.

O presidente Michel Temer confirmou nesta quarta-feira (3) a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) como nova ministra do Trabalho. A parlamentar, filha do ex-deputado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, condenado no mensalão, substitui o deputado federal Roberto Nogueira, que pedira demissão ao presidente no dia 27 de dezembro para se dedicar à campanha eleitoral. Cristiane foi a segunda indicação do PTB para o cargo. Temer recebeu a indicação em um encontro com Jefferson durante encontro no Palácio do Jaburu, em Brasília. O presidente nacional do PTB se disse emocionado e chorou ao falar com jornalistas ao fim do encontro. Jefferson afirmou que o nome da filha surgiu na conversa com Temer. Na terça-feira, 2, o presidente havia desistido de nomear o deputado federal Pedro Fernandes (PTB-MA) para a vaga após o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) não referendar o nome de Fernandes, aliado do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). O deputado havia sido indicado por seu partido para ocupar o lugar de Ronaldo Nogueira (PTB-RS). Sarney nega o veto. Temer pediu a Jefferson, então, uma nova indicação do PTB. “O Palácio me avisou que tinha subido no telhado a nomeação do Pedro Fernandes, me ligou pedindo que pensássemos um novo nome por causa do problema de relação do Fernandes com o Sarney”, disse Jefferson, na terça-feira, à reportagem. “O presidente Sarney não concorda com o nome. Ele queria conversar, mas o Fernandes não quis conversar com o presidente Sarney sobre o Maranhão. Então, deu problema.”

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Sarney veta nome de Pedro Fernandes para ministro do Trabalho e Temer acata

Pedro Fernandes é deputado pelo Maranhão, estado de influência do ex-presidente O ex-presidente José Sarney (PMDB) vetou o nome do deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) para o comando do Ministério do Trabalho. O presidente Michel Temer aceitou a decisão de Sarney e busca, agora, um novo nome para assumir a pasta, que foi deixada por Ronaldo Nogueira na última quarta-feira (27). Pedro Fernandes, que deixou o grupo político do ex-pesidente Sarney, bandeando-se para o grupo de Flávio Dino, chegou a dar entrevistas como virtual minisro. E o pior: disse que, nessa condição, continuaria aliadíssiomo do atual governador do Maranhão, que derrotou nas urnas o candidato da oligarquia Sarney, Edison Lobão Filho, pondo fim a um dos mais longevos domínios políticos do Brasil. Isso irritou profundamente o cacique José Sarney, que pediu sua cabeça antes mesmo da posse anunciada. Por ser da cúpula do PMDB, partido do presidente da República, Sarney ainda conserva certa posição política e dizem ser um dos principais conselheiros do atual Chefe das Nação. Daí... Nos bastidores, Sarney está negando a ingerência na nomeação.

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As ligações do corintiano Fernando Segovia, novo diretor da PF, com Sarney e Lobão

Mesmo afirmando ter apenas encontros “esporádicos” com a família Sarney, um de seus primeiros feitos à frente do novo cargo foi uma operação infundada contra o governador Flávio Dino Fernando Segovia chegou à diretoria geral da Polícia Federal através de uma articulação dos ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, do ex-presidente José Sarney e do ministro do TCU Augusto Nardes, chancelada pelo presidente Michel Temer. Com a família Sarney, segundo relatos que fez à Folha, os encontros eram esporádicos e em eventos públicos, como festas de um colunista social famoso na capital. Mesmo tendo apenas encontros “esporádicos”, um de seus primeiros feitos à frente do novo cargo foi uma operação contra o governador Flávio Dino, principal adversário da família Sarney, acusando-o de manter 400 funcionários fantasmas na área da saúde e de desviar recursos deste setor a partir de uma sorveteria. Uma narrativa que não durou três dias, mas foi memetizada e aproveitada pela mídia local até o limite da exaustão. Seu período como superintendente da PF no Maranhão, entre 2008 e 2010, faz parte do rol de ligações perigosas que jogaram suspeita na nomeação. Em São Luís, Segovia morou em uma casa alugada de uma família de empresários da construção civil ligada aos maiores caciques do Estado, Sarney e Edison Lobão. Ficou amigo do dono do imóvel, Inácio Regadas, e próximo do irmão, o patriarca da empresa, Marcos Regadas, dono da Franere Construções, que doou dinheiro a campanhas do PMDB. Segovia diz que a escolha da casa se deu sem saber quem era o dono. O chefe da PF ainda carrega uma infeliz coincidência: tem como desafeto dos tempos de São Luís o delegado que hoje toca justamente a única investigação em curso sobre Temer, Cleyber Malta. O inquérito apura se houve irregularidade em um decreto do setor portuário, historicamente de influência do presidente e do PMDB.

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Receita pede ao STF provas da Lava-Jato para cobrar impostos atrasados de Sarney e Lobão

Entre os alvos também estão Renan Calheiros, Romero Jucá e Fernando Collor POR ANDRÉ DE SOUZA/O GLOBO BRASÍLIA - Renan Calheiros, Romero Jucá, Fernando Collor, José Sarney e Edison Lobão. Estes são alguns dos políticos alvos da Receita Federal, que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o compartilhamento de provas de processos da Operação Lava-Jato. A Receita quer iniciar ou dar prosseguimento a procedimentos fiscais, com o objetivo de recuperar impostos que possivelmente deixaram de ser pagos pelos investigados. A decisão de dividir os documentos com a Receita caberá ao ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF, Segundo a Receita, alguns dos alvos já têm procedimentos fiscais instaurados, enquanto outros ainda não, mas não esclarece quem exatamente. O órgão garantiu que todos os documentos que vierem a ser compartilhados serão protegidos por sigilo fiscal. A Receita tem pressa porque, após cinco anos, a legislação não permite cobrar tributos atrasados. "Nesse contexto, possível celeridade na obtenção desses documentos otimizará as decisões acerca das confirmações necessárias quanto à efetividade dos indícios de infração tributária que deram causa aos procedimentos fiscais instaurados e em face de novos alvos potenciais que ainda não tiveram ações fiscais iniciadas", informou a Receita. Ao todo, a Receita pediu acesso a 13 inquéritos, sendo 11 da Lava-Jato, e uma ação cautelar. Além dos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Fernando Collor (PTC-AL), e Edison Lobão (PMDB-MA) e do ex-senador José Sarney (PMDB-AP), são alvos os deputados Aníbal Gomes (PMDB-CE), José Mentor (PT-SP) e Vander Loubet (PT-MS). Há ainda três inquéritos que envolvem vários parlamentares do PP e do PMDB investigados por formação de quadrilha. Os outros dois inquéritos — erroneamente identificados como sendo da Lava-Jato pela Receita — investigam o deputado Waldir Maranhão (PP-MA), que já foi vice-presidente da Câmara. Esses casos não estão com Fachin, mas com o ministro Marco Aurélio Mello. Tanto os inquéritos com Fachin como aqueles com Marco Aurélio são anteriores à delação dos executivos da Odebrecht, que levou à abertura de 76 novas investigações no STF. O documento da Receita é de 30 de março e foi protocolado no STF no dia seguinte. O texto é assinado pelos auditores-fiscais Erico Piredda da Graça, da Coordenação Nacional da Operação Lava Jato da Receita, e Eduardo Pucci Hercos, chefe da Divisão de Auditorias Especiais. Em 17 de abril, Fachin deu 15 dias para o Ministério Público Federal (MPF) dar sua opinião sobre o pedido. Só depois disso ele tomará uma decisão.

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Família Sarney volta atrás e resolve vender mesmo o Sistema Mirante. Maurício Macedo deixa comando

Uma reunião em família, neste domingo, 16 - segundo O Informante -, desfez a decisão que havia sido tomada pelos Sarney, de continuar com o controle das TVs Mirante de São Luís e Imperatriz. Com o desbloqueio dos bens da ex-governadora Roseana Sarney pelo desembargador Froz Sobrinho, e o conseqüente fim da insegurança jurídica que impedia a negociação, o grupo mineiro que negociava a compra das emissoras voltou a se interessar pelo negócio. Os contatos foram mantidos pelas duas partes e toda a documentação está sendo finalizada para assinatura do contrato de compra e venda. Nesta segunda-feira, 17, o ex-secretário de Indústria e Comércio do Maranhão Maurício Macedo, que já havia assumido o comando da TV Mirante, com amplos poderes, deixou o cargo de vice-presidente. Macedo havia sido chamado por Jorge Murad, esposo de Roseana, para assumir formalmente o comando da Mirante, o que de fato chegou a se concretizar. Tinha recebido carta branca para realizar uma gestão independente, com o objetivo de recuperar a empresa financeiramente. Teria total liberdade, sem precisar consultar Fernando, Roseana, Sarney Filho, Tereza nem ninguém; esse era o acordo”, revelou uma fonte de O INFORMANTE..

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Estadão: Propina da Norte-Sul foi direcionada a grupo do ‘Bigode’ e ‘Grande Chefe’ Sarney, dizem delatores
José Sarney. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Estadão: Propina da Norte-Sul foi direcionada a grupo do ‘Bigode’ e ‘Grande Chefe’ Sarney, dizem delatores

Executivos da Odebrecht relatam suposta pressão para pagamento de propina nas obras pelos grupos de Valdemar da Costa Neto e do ex-presidente ESTADÃO/Política Em uma investigação que apura o pagamento de propina em obras da ferrovia Norte-Sul, o ex-presidente José Sarney é apontado por delatores da Odebrecht como beneficiário de repasses que somam quase R$ 800 mil, no que foi identificado até o momento na ‘Planilha da Propina’ da empreiteira. De acordo com o ex-executivo Pedro Carneiro Leão Neto, os pagamentos eram feitos a Ulisses Assad, então diretor da Valec, que se referia ao político do Maranhão como ‘o Grande Chefe’ e ‘Bigode’ para solicitar a propina na obra. “Era claro, em minha percepção, que os valores ilícitos eram destinados a José Sarney ou a quem ele viesse a indicar, sendo que Ulisses nunca especificou se e como a vantagem indevida era compartilhada entre os beneficiários”, disse Pedro Carneiro Leão. De acordo com os delatores, pessoas ligadas ao ex-presidente receberam entre 2008 e 2009 cerca de 1% sobre o contrato das obras da ferrovia tocadas pela construtora. Leão relata em seu depoimento diversos encontros com Assad, incluindo uma vez em que os dois foram até a casa do ex-presidente, em Brasília. Segundo o delator, Ulisses não precisava se identificar ‘perante os seguranças que ficavam em frente da residência’, demonstrando intimidade com a família. Assad também costumava reiterar em suas conversas a intimidade com a família Sarney, sem expressar o nome do ex-presidente, mas fazendo gestos como o que imita o bigode do político. Os repasses a Assad e a pessoas supostamente ligadas a Sarney eram feitos pelos codinomes ‘Bob Marley’, ‘Trio Elétrico’ e ‘Quatro Queijos’, na planilha da propina da Odebrecht. Além dos pagamentos ao grupo de Sarney, outros 3% de propina sobre o contrato seriam destinados ao grupo político do ex-deputado Valdemar da Costa Neto (PR), liderado por José Francisco das Neves, o ‘Juquinha’. De acordo com Pedro Leão, a Odebrecht não contava, inicialmente, com esse pagamento de propina nas obras da ferrovia. Segundo ele, na Valec, havia dois grupos políticos, um liderado por Valdemar Costa Neto e outro pelo PMDB do Maranhão, liderado pela figura de José Sarney. “A informação [pagamento de propina] foi uma surpresa, porque não estávamos contando com isso. Eu neguei inicialmente de fazer essa contribuição”, contou o delator, que passou a receber ameaças dos dois grupos políticos, sobre as possíveis dificuldades de tocar a obra. As informações dos delatores constam do pedido de abertura de inquérito contra o deputado federal Milton Monti (PR-SP), que tem foro privilegiado no Supremo. Monti também é apontado por atuar ‘na cobrança de vantagem indevida, sendo a propina paga por meio do Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht’. Os depoimentos dos delatores que envolvem Sarney e Valec serão enviados à Justiça Federal em Goiás, onde já há uma apuração sobre a formação de cartel e outras irregularidades na construção da ferrovia Norte-Sul e Integração Leste-Oeste. Apesar das citações, Sarney não é investigado. Obra. O projeto da Ferrovia Norte-Sul, que liga Anápolis (GO) a Palmas (TO), foi iniciada no governo de José Sarney. Mais de 20 anos depois, o projeto foi ampliado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Atualmente, ele prevê ligar Açailândia, no Maranhão, até Rio Grande, no Rio Grande do Sul. COM A PALAVRA, O ADVOGADO ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO KAKAY, DEFENSOR DE SARNEY “O presidente Sarney não é citado diretamente, mas ‘pessoas ligadas a ele’. No meio desta confusão levar em consideração ‘pessoas ligadas’ é quase uma irresponsabilidade. O presidente Sarney não é citado. Na realidade está havendo uma grande injustiça aí. Fala-se em ‘pessoas ligadas’ a ele. Qualquer jurisprudência razoavelmente garantista, não precisa nem ser garantista, entende que ouvir dizer não pode ser motivo sequer de investigação. Essa versão completamente aberta de ‘pessoas ligadas’ não comporta sequer uma investigação sobre o presidente. O sr. João Pacífico é uma pessoa experiente. Se tivesse qualquer coisa contra o presidente Sarney ele teria que ter dito. Eu conversei com o presidente, há uma negativa veemente de qualquer tipo de participação

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O Globo: delação contra Flávio Dino foi para acalmar Sarney

O colunista Jorge Bastos Moreno, do jornal O Globo, publicou neste fim de semana a razão pela qual a Procuradoria Geral da República decidiu levar adiante a acusação do delator José Carvalho Filho contra o governador Flávio Dino, mesmo com diversas contradições na acusação. Moreno conta que foi para evitar que a família Sarney alegasse ser perseguida pela Lava Jato. Rodrigo Janot é o procurador-geral da República e o responsável pelas investigações. O vice dele é Nicolau Dino, irmão de Flávio Dino. Embora os dois irmãos não tenham afinidade política, isso vinha sendo usado pelos Sarney para sustentar que haveria perseguição contra eles. A saída, então, foi levar a delação adiante, mesmo com todas as inconsistências. A nota do colunista do Globo, com título “Esperteza”, diz que “Janot deixa mesmo a Procuradoria em setembro. Sem compromisso com ninguém, quis deixar seu nome na História. Não perdoou nem o governador Flávio Dino, irmão do seu braço direito na PGR”. “Para calar a boca dos Sarney, que se dizem perseguidos pelo procurador por conta desse parentesco”, acrescenta o colunista.

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STF manda investigar Zé Sarney  por suposta propina nas obras da Norte-Sul
Sarney vai ser investigado na Lava Jato

STF manda investigar Zé Sarney por suposta propina nas obras da Norte-Sul

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin determinou abertura de inquérito para investigar o ex-deputado Valdemar da Costa Neto (PR), o ex-senador e ex-presidente da República José Sarney (PMDB), e o deputado federal Milton Monti (PR-SP). Os procuradores investigam supostos pagamento de propina por benefícios à Odebrecht na execução das obras da Ferrovia Norte-Sul, em 2008 e 2009. O pedido de abertura de inquérito teve como base a colaboração de dois diretores Odebrecht: Pedro Augusto Carneiro Leão Neto e João Antônio Pacífico Ferreira. Segundo o pedido, os políticos garantiram “ajuste de mercado com o objetivo de assegurar ao grupo Odebrecht a execução da obra da Ferrovia Norte-Sul”. Em troca, agentes públicos teriam recebido 4% do valor do contrato firmado. Desse total, segundo o MPF, 3% foram destinados ao grupo político de Valdemar da Costa Neto dentro da Valec, a estatal responsável pelas ferrovias no Brasil.

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