PRONTOS PARA O AMANHÃ? – Iranildo Azevedo

A discussão sobre o futuro da cidade, do homem, da mulher, da criança, do jovem, do idoso e da sociedade total interagindo com a cidade arquitetada e com a sua alma cultural, parece que não interessa mais a ninguém. Já fomos Atenas, poetas, intelectuais, artistas, pacifistas. Como seremos amanhã, no futuro bem próximo de daqui a cinco ou dez anos? O pragmatismo do toma lá dá cá resulta da auto sobrevivência dos políticos face à concorrência natural a qual se submetem a cada novo pleito eleitoral. Todo político em campanha sempre oferece algo material em troca do voto do eleitor, mas nesses tempos de escassez de ideias, difícil é encontrar uma que possa ser apontada como original. Então, insistentemente volta a pergunta impossível de calar: como seremos amanhã, daqui a bem poucos anos? Teremos mais hospitais, mais escolas, mais transportes e mais bibliotecas? Teremos mais empregos, mais progresso, mais bandidos ou mais policiais nas ruas? Seremos mais ricos, mais pobres? Interessa alguém ser mais feliz, mais ético, mais solidário? Interessa alguém saber se ao sair de casa para a escola, para o lazer ou para o trabalho vai voltar com segurança? O que fizeram à nossa gente e à nossa cidade? Se nos dispusermos numa busca superficial acerca dos gestores do município desde 1916, quando aqui chegaram os francês, difícil encontrar quem bem zelou ou conservou, pois quase nada se fez ou pouco se cuidou da alma da cidade em todos esses anos. Hoje, no entanto, poderíamos até dizer: qual é a nossa verdadeira identidade? Já nos orgulhamos de falar o melhor português do Brasil. Aonde andam os sentimentos nativistas dos quais tanto nos orgulhávamos. Tratávamo-nos de maqueanos, motenses, maiobeiros. Ei boliavo! Você mora no Lira? Qualira?

Continuar lendo PRONTOS PARA O AMANHÃ? – Iranildo Azevedo