Polícia prende suspeito de executar cinco jovens em Maricá e outros dois integrantes de milícia no RJ

Jovens assassinados no fim de março foram vítimas da ação de milicianos que agem na região. Policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) e promotores do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro prenderam, na manhã desta segunda-feira (9), um suspeito da execução de cinco jovens em Maricá, na Região Metropolitana do Rio, e outros dois acusados de integrar uma milícia da região. O crime foi na madrugada de 25 de março. Segundo a polícia, João Paulo Firmino, preso em Itaipuaçu, executou os jovens. Os dois suspeitos de integrar o bando paramilitar foram identificados como Jeferson e Bimbinha. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de dois policiais militares, que seriam os mandantes do crime. Um dos PMs com busca e apreensão é Wainer Teixeira Júnior, que foi preso na operação Calabar. Durante a operação foram apreendidos dinheiro, armas, carros e motos. Segundo as investigações, Firmino está ligado à milícia local e estava sozinho no momento do crime. O suspeito também está sendo investigado em outros inquéritos. A polícia apreendeu com Firmino uma arma calibre 380. "Mandaram deitar e atiraram nas cabeças. Foi execução. Não houve nem resistência nem tentativa de fuga. Todos os tiros partiram de uma arma só, pois havia projéteis de uma mesma arma deflagrados no local", disse um dia depois do crime a delegada Bárbara Lomba.

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Beija-Flor de Nilópolis é campeã do carnaval carioca denunciando as mazelas sociais
FMBEIJA46 - RJ - 12/02/2018 - CARNAVAL 2018 / RIO / DESFILE DAS ESCOLAS DE SAMBA / GRUPO ESPECIAL / BEIJA-FLOR - CIDADES OE - A escola de samba Beija-Flor de Nilópolis é a sexta e última escola a desfilar pelo Grupo Especial no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no centro do Rio, na noite desta segunda-feira, 12. Na foto, Claudia Raia. FOTO: FABIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO

Beija-Flor de Nilópolis é campeã do carnaval carioca denunciando as mazelas sociais

A escola de samba Beija-Flor de Nilópolis é a grande campeã do Grupo Especial do carnaval 2018 do Rio de Janeiro. Completando 70 anos neste 2018, a Beija-Flor, que a cada ano se supera nos quesitos luxo e imponência, fez um desfile atípico. Crítica das mazelas brasileiras, a apresentação em alguns momentos remeteu o público que acompanha carnaval ao histórico Ratos e urubus, larguem minha fantasia (1989), do carnavalesco Joãosinho Trinta (1933-2011) - este tratava de luxo, lixo, pobreza e festa e até hoje é um dos mais lembrados da história do sambódromo. A escola fez um paralelo entre o Frankenstein, de Mary Shelley, personagem que está completando 200 anos, e os "monstros nacionais": a corrupção, as agressões à natureza, o uso indevido de impostos, as disparidades sociais. A teatralização excessiva cansou. O carro da favela tinha traficantes "armados", briga de casal e até uma mãe velando um filho policial morto. A chamada "farra dos guardanapos", episódio do esquema criminoso do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB), foi encenada.

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As origens do Comando Vermelho explicam por que o Brasil é tão violento

A história do crime organizado no Brasil é também a resposta sobre os reais motivos que o transformaram num dos países mais perigosos do mundo. Por Eduardo Migowski O senhor estava na Ilha Grande quando foi criada a Falange Vermelha, hoje batizada de Comando Vermelho. De lá para cá, o que mudou? William de Souza Lima: a bandidagem hoje é mais violenta do que na minha época porque a sociedade é mais agressiva. O avanço do capitalismo é o maior responsável pelo aumento das desigualdades sociais e da criminalidade. Enquanto as desigualdades forem expressivas, a criminalidade só tende a crescer. O capitalismo massacra o pobre, aumenta o desemprego e abandona os jovens, que ficam sem nenhuma perspectiva de vida (Entrevista concedida por William da Silva Lima, um dos criadores do Comando Vermelho, que se encontra no livro Marcinho VP: Verdades e Posições, ao jornalista Renato Homem). No dia 03 de abril de 1981, um assaltante de bancos, que havia fugido do presídio da Ilha Grande (Candido Mendes), foi cercado pela polícia no bairro da Ilha do Governador (Rio de Janeiro). Acuado, ele não parecia disposto a se entregar. Logo chegariam mais reforços e, durante quinze horas, iria se desenrolar um intenso tiroteio. O cenário dessa batalha foi o Conjunto dos Bancários. O nome do foragido era José Jorge Saldanha, conhecido no submundo do crime como Zé Bigode. Até este momento, nada de especial. Confrontos desse tipo eram (e são) comuns nas grandes cidades brasileiras. Mas esse caso, em especial, chamou a atenção das autoridades, da imprensa e dos cariocas. Zé Bigode ostentava um poder bélico incomum e estava disposto a morrer lutando. O marginal demonstrava um ódio muito grande em relação às autoridades e um estranho orgulho da sua posição. Apenas na manhã seguinte, após intenso tiroteio (que mobilizou 400 homens das forças de segurança), dois mil tiros disparados, três policiais mortos e outro ferido, que Zé Bigode seria finalmente morto. Esse fato ficaria imortalizado quando seu companheiro de crime, William de Souza Lima (o Professor), colocou o título do seu livro de memórias de 400 contra 1, que depois também viraria um filme de mesmo nome, em referência à batalha do Conjunto dos Bancários. Segundo o jornalista Carlos Amorim, em Comando Vermelho: a história secreta do crime organizado, durante o tiroteio, um polícia teria dito: “não adianta ficar bancando ‘o fera’, eu sei que seu nome é Eli”. A resposta de Zé Bigode foi imediata: “Eli é o cacete, eu sou o Saldanha”. A passagem é interessante. Por qual motivo um bandido, ao ser confundido com outro, faria questão de que os policiais soubessem o seu nome verdadeiro? Só há uma explicação: ele havia percebido que a fuga era impossível e se entregar não era uma opção. A morte era certa. O que estava em disputa era como e quando ela chegaria. Para ler toda a matéria, acesse LEIA MAIS...

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“A realidade do Rio, de três facções criminosas em disputa, se revela no país inteiro”

Faz um ano e dois meses que Roberto Sá (Barra do Piraí, 1964) assumiu a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro. As Olimpíadas acabavam de terminar, o Estado já tinha decretado calamidade financeira, e os índices de letalidade violenta prenunciavam níveis de dez anos atrás. “Eu gosto de desafios, mas não esperava que fosse dessa monta”, afirma. O cenário, desde então, não melhorou, a violência continua aumentando, e o horizonte não é nada esperançoso. O orçamento da pasta em 2018 vai diminuir quase 5% e um corte de 500 milhões, quase 10% do total, vai fazer tremer a Polícia Militar, que já tem mais da metade das viaturas paradas por falta de manutenção. O ajuste vai deixar as convalidas Unidades de Polícia Pacificadora com apenas 10.000 reais para despesas, o equivalente a cerca de 50 pneus, contra os 5,4 milhões deste ano. Sá, no entanto, diz que recuou do seu plano, anunciado em agosto, de enxugar o programa e deslocar 3.000 homens das UPPs para patrulharem o asfalto. Os constantes conflitos na Rocinha lhe fizeram repensar a estratégia. Em encontro com um grupo de correspondentes estrangeiros no dia 13 de dezembro, o secretário voltou a cobrar um rigor maior da progressão de pena e das leis para punir criminosos e abriu a porta a delações premiadas de narcotraficantes. O secretário, que já protagonizou embates com o Governo federal elogiou, desta vez, a presença das Forças Armadas no Estado que vêm apoiando operações contra o tráfico com resultados modestos. Na avaliação de aliados de Michel Temer e do governador Luiz Fernado Pezão, do PMDB, a participação dos militares no Estado coroou o "sequestro" do Governo do Rio pela gestão federal, mas para Sá trata-se de o Governo federal ter entendido que tem sua responsabilidade num contexto de violência urbana. O Rio, lamentou o secretário, vive “um momento dramático”. Preocupado, segundo ele, com a letalidade das ações policiais, afirmou não saber o que aconteceu na madrugada do dia 11 de novembro quando uma operação da Polícia Civil com apoio do Exército deixou sete mortos –um oitavo morreu um mês depois. Pergunta. O senhor anunciou que pode recuar do pedido de transferência de Rogério 157, pivô do conflito na Rocinha, a um presídio federal se ele fizer delação. Se isso acontecer, poderia abrir a porta a novas delações premiadas e, em consequência, uma nova maneira de combater o tráfico de drogas? Poderia se esperar um impacto comparável ao que as delações estão tendo na Lava Jato? Leia a entrevista inteira. Acesse LEIA MAIS

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Comandante de batalhão da PM do Rio morre em troca de tiros durante assalto

O comandante do 3º BPM (Méier), coronel Luiz Gustavo Teixeira, morreu em uma tentativa de assalto na manhã desta quinta-feira. O carro dele teria sido atingido por pelo menos 17 disparos. Segundo a polícia, todos de pistola. Ele chegou a ser levado ao Hospital Municipal Salgado Filho, na Zona Norte do Rio, e passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, um dos disparos atingiu o peito do coronel, lesionando a aorta. A traqueia e o pulmão esquerdo do oficial também foram atingidos. De acordo com a Polícia Militar, o coronel Luiz Gustavo e o cabo da PM que dirigia o Gol branco, Nei Filho, estavam na Rua Lins de Vasconcelos, na esquina com a Rua Hermengarda, no Méier, quando os carros foram parados por criminosos armados em um Audi preto. O comandante vinha de um evento no 23º BPM (Leblon) para uma operação em um carro oficial, mas sem identificação. Os bandidos notaram o coronel e o cabo disparou. Os criminosos revidaram e o oficial foi alvejado.

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Traficante, ‘primeira-dama’ e ex-guarda-costas em guerra por poder na Rocinha: a visão de biógrafo de Nem

De um lado, o antigo guarda-costas e atual desafeto, que assumiu o poder do morro depois da prisão do mentor. De outro, a mulher do ex-chefe, condenada por tráfico, foragida, mas que, nas redes sociais, ostenta os cabelos pintados bem louros, o corpo bronzeado com biquínis e decotes, óculos escuros de grife e colares de ouro com pingente de coroa. (BBC Brasil) Glenny diz que Danúbia não é muito popular na Rocinha, sendo uma "forasteira" que veio da Maré, complexo de favelas na zona norte do Rio. Teria autoridade na favela não por sua personalidade, mas por ser mulher de Nem, tornando-se uma rara liderança feminina no mundo do tráfico - que lhe rendeu a alcunha de "Xerife da Rocinha". Ela é a quarta esposa de Nem - que, segundo Glenny, sempre se mostrou "muito apaixonado" por ela. Antes, foi mulher de dois traficantes na Maré, ambos mortos pela polícia. Daí também o apelido de "viúva negra" No domingo, a Rocinha foi invadida por dezenas de traficantes de morros como o São Carlos e o Vila Vintém, favelas controladas, assim como a Rocinha, pela facção criminosa conhecida como Amigos dos Amigos (ADA). O bando estaria, a pedido de Nem - segundo os jornais -, tentando tomar o controle das mãos de Rogério 157, em uma disputa interna da favela por integrantes da mesma organização. Glenny, que se encontra em Londres, diz que segue acompanhando de perto a escalada de violência no Rio e considera que os governos estadual e federal tem sido "incapazes" de lidar com a guerra de facções no Rio, que as Unidades de Polícia Pacificadora só continuam existindo "no papel" e que o envio do Exército para o Rio "não teve qualquer impacto na redução da criminalidade". Leia abaixo os principais trechos da entrevista. BBC Brasil - O seu livro narra desde a ascensão de Nem a "dono do morro" à sua prisão em 2011. Ele agora está em um presídio de segurança máxima em Rondônia - que papel você acha que ele desempenhou nessa disputa? Misha Glenny - Citando fontes da polícia e do sistema prisional, os jornais dos últimos dias têm dado como certo que Nem comandou a invasão da Rocinha através da Danúbia (Rangel, sua mulher). Para mim, isso ainda é uma questão em aberto. Não digo que não aconteceu, mas não está comprovado. O Nem continua sendo uma figura incrivelmente influente e popular na Rocinha, e as pessoas o ouvem muito, mas não sabemos ainda até que ponto ele está envolvido. Se a ordem partiu dele, para quem teria dado a mensagem? Desde o início do mês ele não teve visitas da família, e só na terça desta semana foi visitado por seu advogado.

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Juiz que ‘passeou’ com Porsche de Eike Batista é condenado por peculato
RIO392721 CI Rio de Janeiro RJ 24/02/2015 ECONOMIA Juiz do caso Eike Batista utiliza carro Porshe apreendido pela justica. Foto Rafael Moraes/ Extra/PAGOS

Juiz que ‘passeou’ com Porsche de Eike Batista é condenado por peculato

Juiz federal Marcelo Bretas condenou Flavio Roberto de Souza ainda pelo crime de fraude processual Julia Affonso O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, condenou nesta segunda-feira, 7, o juiz federal aposentado Flavio Roberto de Souza, que andou com o carro do empresário Eike Batista em 2015. O magistrado impôs a Flavio Roberto de Souza as penas de 7 anos pelo crime de peculato e 1 ano por crime de fraude processual. O juiz federal aposentado pode recorrer em liberdade. Flavio Roberto de Souza atuava no julgamento de crimes financeiros do empresário Eike Batista. Em fevereiro de 2015, o magistrado foi afastado do caso depois de ser flagrado dirigindo o Porsche Cayenne do empresário, e de admitir que guardou o veículo na garagem do prédio onde mora, assim como fez com o Range Rover de Thor Batista, filho de Eike Marcelo Bretas fixou o valor mínimo de reparação de danos em R$ 25.390,85 e determinou a perda do cargo de juiz federal e da aposentadoria. O Ministério Público Federal relatou na denúncia que em fevereiro e março de 2015, o então juiz federal titular da 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro ‘manteve custódia ilegal de valores apreendidos no curso de ação penal que tramitava naquele Juízo em desfavor de Eike Furhken Batista e se apropriou de parte desses valores’. O juiz Bretas narrou que em 27 de fevereiro de 2015, durante busca de bens e valores acautelados na sala de Flavio Roberto de Souza, ‘foi localizada sacola contendo notas de moedas estrangeiras, porém sem as Libras, Euros e Dólares americanos, anteriormente armazenados por ordem do próprio magistrado’. Verificou-se ausência de R$ 27 mil. A denúncia aponta que Flavio Roberto de Souza entrou em sua própria sala, ‘sem autorização, e devolveu parte do montante desaparecido com o fito de ocultar o delito de peculato’. “Por se tratar o acusado de profissional com vários anos de experiência nas atribuições que exerceu tanto no Ministério Público Federal quanto na Justiça Federal, na seara criminal, sua capacidade de compreender o caráter ilícito de seu comportamento era bem superior ao dos demais membros da sociedade. Um Juiz que aplica penas pela prática de crimes certamente considerou seus efeitos ao decidir, ele mesmo, delinquir. Pior do que isso, revelou-se um hipócrita”, assinalou Bretas na sentença. Marcelo Bretas determinou que a pena de 7 anos por peculato seja cumprida em regime semiaberto. Para o crime de fraude processual, o juiz determinou que a pena de um ano seja cumprida em regime aberto.

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Dinheiro da corrupção de Cabral era tanto que virou transtorno, revela doleiro

Renato Chebar prestou depoimento ao juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, na manhã desta terça-feira, 11 O volume de dinheiro obtido pelo esquema de corrupção supostamente comandado pelo ex-governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) cresceu tanto que virou um transtorno para quem operava com ele no País, segundo revelou o doleiro Renato Chebar ao juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, na manhã desta terça-feira, 11. “Comecei a não dar conta do serviço. O esquema ficou grandioso para mim”, disse Chebar, que confirmou ter operado para Cabral o dinheiro de corrupção no período de 2007 a 2014- período em que o peemedebista foi governador do Rio. Sérgio Cabral foi preso em novembro do ano passado pela Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato. Em seu depoimento, Chebar contou que recebia de operadores de Cabral, em seu escritório no Rio, dinheiro vivo, que convertia em crédito em contas no exterior. Segundo Chebar, que é economista, antes de Cabral virar governador, a entrada de dinheiro era de cerca de R$ 150 mil mensais. A partir de 2007, aumentou muito. Passou a variar de R$ 450 mil a até R$ 1 milhão por mês. “Neste período, fiquei com medo de guardar aquele dinheiro todo..."

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Polícia do Rio apreende no Galeão 60 fuzis “exportados” de Miami para o Brasil

A Polícia Civil apreendeu na tarde desta quinta-feira cerca de 60 fuzis no setor de cargas da Receita Federal do Aeroporto Tom Jobim. As armas foram encontradas por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) dentro de filtros de piscinas. Quatro pessoas foram presas na operação, uma delas um empresário de São Gonçalo, que seria o fornecedor do armamento para o tráfico. Segundo o secretário de Segurança, Roberto Sá, esta é a maior apreensão de armas no estado nos últimos dez anos, pelo menos. A Polícia Civil apreendeu na tarde desta quinta-feira cerca de 60 fuzis no setor de cargas da Receita Federal do Aeroporto Tom Jobim. As armas foram encontradas por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) dentro de filtros de piscinas. Quatro pessoas foram presas na operação, uma delas um empresário de São Gonçalo, que seria o fornecedor do armamento para o tráfico. Segundo o secretário de Segurança, Roberto Sá, esta é a maior apreensão de armas no estado nos últimos dez anos, pelo menos. Os policiais também apreenderam no aeroporto sete caixas com munição 762, usada nos fuzis AR-10, num total de 140 projéteis. No Rio, um dos presos é o empresário identificado como João Vitor Rosa da Silva. Ele seria o fornecedor de armas de guerra para traficantes do estado. O empresário foi preso em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, numa academia de ginástica. O cabeça do esquema, um brasileiro que mora em Miami, nos Estados Unidos, está sendo procurado pela polícia. O homem é dono de uma empresa de importação e exportação. Os fuzis, modelos AK-47, G3 e AR-10, vinham de Miami dentro de contêineres junto com uma carga de aquecedores para piscinas. Segundo a polícia, as armas custavam de R$ 40 mil a R$ 45 mil e eram vendidas para todas as facções do tráfico. A Secretaria de Segurança deve pedir ao Judiciário autorização para que os fuzis apreendidos passem a ser usados pela polícia.

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Artistas participam no Rio de mega manifestação contra Michel Temer e a favor de eleições diretas

Uma multidão ocupou a Avenida Atlântica, na altura do posto 3, em Copacabana (zona sul do Rio), na tarde deste domingo (28) em protesto contra o presidente Michel Temer (PMDB) e por eleições diretas para ocupar a presidência. O evento, que ocupou um quarteirão da avenida Atlântica, entre as ruas Figueiredo de Magalhães e Siqueira Campos, teve shows musicais de cantores como Criolo, Teresa Cristina, e= Caetano Veloso e Milton Nscimento. A organização estima o público em 50 mil pessoas. A Polícia Militar não divulgou número. O ator Wagner Moura foi um dos mais aplaudidos e cortejada pelos fãs. "Nós, que no ano passado estivemos na rua contra o golpe que levou Temer à presidência, agora temos o segundo round. Não é possível Temer continuar, nem esse Congresso escolher seu substituto. Pode não ser ilegal, mas é imoral e ilegítimo. E o ovo da serpente são essas reformas trabalhista e previdenciária", afirmou o ator, durante discurso no palco. A poetisa e atriz Elisa Lucinda também defendeu a saída de Temer: "Esse momento é crucial, nós estamos sendo violentados", afirmou, antes de declamar uma poesia que discorre sobre corrupção e falta de dinheiro para educação e saúde. O cantor Caetano Veloso iniciou por volta das 17h sua apresentação. Enquanto o público pedia, em coro, "fora, Temer", Caetano cantou "Podres Poderes". Cantores como Mart'nalia, Teresa Cristina e Pretinho da Serrinha já se apresentaram. Mart'nalia cantou "Madalena do Jucu", famosa na voz de seu pai, Martinho da Vila, inserindo o verso "fora, Temer/fora, Temer" em lugar de "Madalena, Madalena". Teresa Cristina perguntou ao público "vocês acham que o Aécio (Neves, senador afastado) será preso?" e emendou os versos "Acreditar, eu não, recomeçar, jamais" do samba "Acreditar", famosa na interpretação de dona Ivone Lara.

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