Faculdades privadas tentam cobrar de aluno reajuste do Fies barrado pelo MEC

Ministério da Educação limitou reajuste anual a 6,4%; particulares dizem que entrave do governo é inconstitucional Muitasn faculdades privadas do País tentam aplicar o aumento integral do FIES (programa federal de crédito estudantil) e cobrar de seus estudantes o pagamento da diferença, isso depois de terem reajuste de mensalidades financiadas pelo programa limitado pelo Ministério da Educação, Para realizar o aditamento (renovação do financiamento), o reajuste da mensalidade dos cursos contemplados pelo programa precisa ter sido de, no máximo, 6,4% (valor da inflação oficial de 2014). No entanto, muitas instituições de ensino já haviam aplicado os reajustes antes de serem informadas da limitação. Algumas faculdades integrantes de grandes grupos de educação já comunicaram aos alunos que o ônus pela mudança nas regras do FIES deverá ficar com os estudantes. Em comunicado a alunos, a Universidade São Judas Tadeu afirmou que para aditamentos, embora tenha havido o compromisso do FIES em financiar um percentual de 50%, 75% ou 100% das mensalidades dos alunos, houve uma alteração no SisFies que impede a inserção do valor da mensalidade com a integralidade do reajuste. A universidade diz que está tentando "evitar que tais questões gerem ônus aos alunos, que são os responsáveis pelos encargos educacionais perante a instituição". Já a Anhanguera, do grupo Kroton, divulgou comunicado aos alunos dizendo que "por lei e contratualmente, a diferença é devida pelo aluno à instituição", mas que está buscando as melhores alternativas para os estudantes.

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