Promotores repudiam afirmações de juiz que negou quebra de sigilo da desembargadora Nelma Sarney

A Associação do Ministério Público do Estado do Maranhão (Ampem), por meio de nota divulgada no sábado (15), repudiou as afirmações do juiz Clésio Coêlho Cunha, feitas no despacho do magistrado (datado do dia 12 passado) ao não acatar pedido da promotora Lize de Maria Brandão de Sá Costa de quebra do sigilo bancário da desembargadora Nelma Sarney. A quebra de sigilo, segundo a promotora, seria necessária para o esclarecimento total dos fatos investigados no chamado “Caso Bradesco”, que corre sob segredo de Justiça. No processo, Nelma Sarney figura como vítima da ex-funcionária do Bradesco Raimunda Célia Moraes da Silva Abreu, que emprestava dinheiro retirado da conta de clientes especiais da instituição sem o conhecimento ou consentimento destes, a juros, num esquema similar à agiotagem. Em seu despacho, o juiz Clésio Cunha praticamente dá uma “reprimenda” no MP, pelo fato de “o órgão ministerial pedir a quebra do sigilo bancário da vítima e não da investigada”. “Deve-se respeito ao Estado de Direito Democrático, sob pena de voltar-se ao período obscuro do AI-5, quando se desrespeitavam direitos e garantias individuais ao simples alvedrio dos detentores de poder”, despachou Cunha. Para a Ampem, a atuação do MP no processo em questão (‘Caso Bradesco’), “não se deu de maneira açodada ou influenciada por circunstâncias políticas ou sociais, mas sim pelo convencimento da promotora de Justiça, que entendeu pela necessidade da quebra do sigilo bancário [de Nelma Sarney] para o esclarecimento dos fatos investigados”. O Informante

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