Joesley Batista: “Temer é o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil”

Em entrevista exclusiva a ÉPOCA, o empresário diz que o presidente não tinha “cerimônia” para pedir dinheiro e que Eduardo Cunha cobrava propina em nome de Temer DIEGO ESCOSTEGUY Na manhã da quinta-feira (15), o empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, recebeu ÉPOCA para conceder sua primeira entrevista exclusiva desde que fechou a mais pesada delação dos três anos de Lava Jato. Em mais de quatro horas de conversa, precedidas de semanas de intensa negociação, Joesley explicou minuciosamente, sempre fazendo referência aos documentos entregues à Procuradoria-Geral da República, como se tornou o maior comprador de políticos do Brasil. Discorreu sobre os motivos que o levaram a gravar o presidente Michel Temer e a se oferecer à PGR para flagrar crimes em andamento contra a Lava Jato. Atacou o presidente, a quem acusa, com casos e detalhes inéditos, de liderar “a maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil” – e de usar a máquina do governo para retaliá-lo. Contou como o PT de Lula “institucionalizou” a corrupção no Brasil e de que modo o PSDB de Aécio Neves entrou em leilões para comprar partidos nas eleições de 2014. O empresário garante estar arrependido dos crimes que cometeu e se defendeu das acusações de que lucrou com a própria delação. A seguir, os principais trechos da entrevista publicada na edição de ÉPOCA desta semana. São 12 páginas da conversa com Joesley na edição que que está nas bancas ou disponível nos aplicativos ÉPOCA e Globo+:

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Polícia prende quadrilha de traficantes que matava e expulsava moradores da Vila Funil, em São Luís

OPERAÇÃO FOI REALIZADA LOGO AO AMANHECER DESTA SEXTA-FEIRA E CUMPRIU 16 MANDADOS DE PRISÃO E 14 DE BUSCA E APREENSÃO Dezenas de policiais civis e militares realizaram, nesta sexta-feira, na Vila Funil, comunidade da zona rural de São Luís, às margens da BR-135, uma mega operação para desarticular uma perigosa quadrilha envolvida com assassinatos, roubos e tráfico de drogas. Foram cumpridos 16 mandados prisão 14 de busca e apreensão expedidos pela Justiça. O líder da quadrilha, conhecido como Marquinhos Satã, foi capturado. Três pessoas não foram localizadas pela manhã, mas estão sendo procuradas. Entre os mandados, dois eram para homens que já estão no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, mas continuavam agindo de forma criminosa na comunidade. Todos os presos foram levados para o 15º DP, no bairro São Raimundo. Essa quadrilha é acusada de ser a responsável pelo assassinato, ano passado, do líder comunitário da região. Os autores foram presos e, com isso, a polícia passou a investigar e mapear a organização criminosa que atuava na região, segundo informou o superintendente de Polícia Civil da Capital, Armando Pacheco. Segundo a polícia, o líder do grupo identificado como Marcos Antônio Rodrigues Corrêa, conhecido também como Marquinhos Satã, tinha forte influência na localidade, mas não morava mais lá e foi preso no bairro do Angelim, onde seria dono de vários imóveis.

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PF desarticula quadrilha que fraudava seguro-desemprego no Maranhão, Goiás e Tocantins
Polícia Federal cumpre mandado de prisão na casa de um dos suspeitos em Palmas (Foto: Divulgação/PF)

PF desarticula quadrilha que fraudava seguro-desemprego no Maranhão, Goiás e Tocantins

NO MARANHÃO, A PF EFETUA TRÊS PRISÕES E DOIS MANDADOS DE BUSCA E APREENSÃO A Polícia Federal desencadeou hoje (23) a operação Xeque Duplo*, com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada em fraudar benefícios de seguro desemprego que atuava em Tocantins, Goiás e Maranhão. Segundo a assessoria de comunicação da PF até às 8h40 desta quinta-feira, a polícia tinha cumprido 10 mandados de prisão no Tocantins, três em Goiás e três no Maranhão. Além disso, 15 mandados de busca e apreensão no estado tocantinense, quatro em Goiás e dois no Maranhão. Os indícios colhidos nas investigações demonstram que os criminosos tinham acesso ao sistema do Ministério do Trabalho e Emprego, realizavam inserção fraudulenta de requerimentos de seguro desemprego, utilizando dados de PIS de trabalhadores reais e fictícios e, posteriormente, sacavam as parcelas do benefício, mediante uso de documentação falsificada pela própria organização. Para a fraude, alguns empregados eram “criados” virtualmente através de inserção de dados falsos referentes a empresas “laranjas.” A investigação aponta os crimes de organização criminosa, estelionato, falsificação de documento, uso de documento falso, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas e lavagem de dinheiro. A PF informou ainda que além da operação Xeque Duplo, foi realizada outra, a Duas Caras. Esta se refere a fraude praticada por dois integrantes da mesma organização criminosa. Eles agiam com a participação de terceiros e tentavam enganar a própria Justiça. Criavam um processo em que contestavam um saque do seguro-desemprego. Depois, os dois suspeitos ingressavam com ação por danos morais na Justiça Federal contra a Caixa Econômica Federal.

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