A mídia tradicional vê com certo preconceito o fato de Fufuquinha assumir a presidência da Câmara Federal

Parlamentar em 1º mandato, aliado de Cunha, maranhense substitui Maia, que assume o Palácio do Planalto interinamente São Paulo – Com o presidente Michel Temer em viagem para a China, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumindo interinamente o seu lugar no Palácio do Planalto e o primeiro vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG), integrando a comitiva de Temer, sobrou para o deputado André Fufuca (PP-MA), segundo vice-presidente, comandar a Casa pelos próximos oito dias. Fufuquinha, como é conhecido em seu estado, ganhou fama no ano passado ao se comportar como o fiel escudeiro do hoje ex-deputado e preso pela Lava-Jato Eduardo Cunha (PMDB-RJ) O deputado ganhou destaque também ao se indispor com o também deputado Júlio Delgado (PSB-MG) durante o depoimento de Cunha no Conselho de Ética, em maio do ano passado. Na ocasião, Fufuca havia sido recém-nomeado para o colegiado, movimento que foi considerado suspeito por aqueles congressistas que enxergavam em Fufuca um soldado a serviço do peemedebista. Delgado afirmou que Fufuca chamava Cunha de “papi” nos corredores do Congresso. A reação de Fufuca é sucesso no YouTube. Ele aparece chamando Delgado de “moleque” e diz que nunca usou a expressão “papi” porque ela seria “afeminada”. Apesar das negativas, o furor em defender Cunha nunca foi disfarçável. Em plenário, ele chegou a comparar a denúncia contra Cunha à acusação contra Tiradentes, herói da Inconfidência. Fufuca votou a favor do cassação da presidente Dilma Rousseff e contra o afastamento de Temer. No último caso, passou a sessão inteira postado atrás de Maia. A exposição fez com que o deputado virasse meme na internet. No mais compartilhado deles, o deputado foi comparado ao novo Zacarias, interpretado pelo ator e comediante Gui Santana, no remake de Os Trapalhões. Fufuca nasceu em Santa Inês, no Maranhão. De família tradicional na política, André Luiz de Carvalho Ribeiro herdou o apelido do pai, Fufuca Dantas (Fufuca é uma derivação de Francisco), que é prefeito de Alto Alegre do Pindaré.

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Jovem acusada de fazer aborto é condenada a 30 anos de prisão

Evelyn Hernández, estudante de 19 anos, ficou grávida em consequência de um estupro. Sua defesa alega que deu à luz um bebê que nasceu morto Evelyn Hernández, uma jovem de 19 anos, foi condenada na última quarta-feira a 30 anos de prisão em El Salvador após ser acusada de fazer um aborto. Ela havia ficado grávida em consequência de um estupro. Sua defesa alega que deu à luz um bebê que nasceu morto. A sentença foi classificada nesta sexta-feira como injusta por uma entidade feminista, que apresentará um recurso contra a condenação. "A condenação é injusta e vamos recorrer. Esse caso põe em evidência o preconceito que existe e com o qual atua o sistema judicial”, disse à AFP Morena Herrera, da Associação Cidadã pela Despenalização do Aborto Terapêutico, Ético e Eugênico (ACDATEE), em referência à decisão emitida na quarta-feira. A estudante não denunciou o estupro porque ouviu ameaças de que sua mãe seria morta. A jovem foi condenada “sem nenhuma prova direta” e sem que o tribunal levasse em conta o relatório dos peritos da Procuradoria, segundo Herrera. "Condenaram apenas com indícios, e isso significa que não aplicaram o devido processo. Um processo justo faz com que onde haja dúvida razoável, essa dúvida deve estar a favor da pessoa imputada, mas a juíza disse que se tratava de um crime familiar", criticou a dirigente da ACDATEE.

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‘Quando cheguei, vi o que era ser negra no Brasil’, diz imigrante

Formada em Letras, a africana de Guiné-Bissau Nádia Ferreira, de 37 anos, conta que cresceu sem pensar sobre a questão racial. "Lá eu era uma menina como qualquer outra. Foi no Brasil que a questão da raça despertou em mim. Descobri isso na pele, mas foi bom porque isso só me fortaleceu." Neste 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, data que evoca a memória do líder negro Zumbi dos Palmares (1655-1695), a BBC Brasil apresenta a visão de imigrantes de países majoritariamente negros sobre identidade racial e preconceito no Brasil. Ferreira, há 15 anos no Brasil, afirma que a sensação de "estar no lugar errado" - e a posterior "tomada de consciência" - surgiu quando cursava a faculdade na USP (Universidade de São Paulo). "Eu me sentava ao lado de alguém e a pessoa mudava de lugar. Numa sala com 200 alunos, só dois eram negros. Mas foi lá também onde conheci o grupo de consciência negra", diz ela, que criou o coletivo Iada Africa (Mãe África) para discutir questões de raça. A guineense foi estudar no Brasil por incentivo do pai, que acreditava que haveria menos preconceito no país. "Ele falava que as pessoas aqui já estavam acostumadas com os negros, mas quando conto que há racismo ele não acredita até hoje." Ela enumera episódios em que diz ter sido alvo de preconceito no país - já foi barrada na porta de um banco mesmo tendo guardado a mochila, por exemplo, e teve que esperar do lado de fora de uma sala onde iria fazer uma entrevista de emprego enquanto outras candidatas, brancas, passavam. "Não te agridem porque a lei não permite, mas você é olhado de um jeito que diz: aqui não é o seu lugar", afirma. Para Ferreira, o negro imigrante é alvo de duplo preconceito. "Quando você é negro brasileiro te olham como incapaz. O imigrante africano já é visto como exótico, mas carregamos o peso do estereótipo de que africanos são agressivos ou preguiçosos."

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Machismo e rancor da direita pesaram em queda de Dilma, diz jornal britânico

New York Times, EUA Com uma reportagem de seu correspondente no Brasil, Simon Romero, o NYT dá destaque para o anúncio do ministério de Temer, mencionando a ausência de mulheres, negros e a escolha do líder ruralista e megaprodutor Blairo Maggi para o Ministério da Agricultura. Mas vê como positiva a escolha do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles para a pasta da Fazenda, lembrando que este havia feito parte do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em editorial, o jornal diz que Dilma "está certa ao questionar as motivações e autoridade moral dos políticos que a querem tirar do poder", apesar de classificar a agora presidente suspensa como uma "péssima política". O NYT considera que Dilma parece destinada a pagar "um preço altamente desproporcional por seu problemas administrativos enquanto seus acusadores mais ardentes são acusados crimes mais graves". "Eles podem descobrir que muito da ira dirigida a ela poderá em breve ser redirecionada", diz o jornal. Veja, ainda, a opinião de outros grandes jornais estrangeiros sobre o impeachment de Dilma...

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