Jornal O Estado de São Paulo arrebenta e publica longa matéria sobre os Lençóis Maranhenses

Prepare as pernas: a caminhada pelas dunas, para chegar às lagoas, é cheia de altos e baixos. A recompensa? O mergulho em águas na temperatura ideal. E uma gama de informações sobre o que fazer, onde comer e dormir. BARREIRINHAS - A temperatura da água daquelas lagoas, localizadas em meio a toneladas de grãos de areia, num harmonioso conjunto batizado de Lençóis Maranhenses, era sempre a ideal, mesmo em meados de março – época em que, por ali, o calor continua intenso, mas as chuvas surgem sem avisar hora e lugar. E elas, as chuvas, precipitaram como o prometido – nem tanto para nossa sorte, mas para a felicidade de quem pensa em visitar o destino turístico mais famoso do Maranhão em breve. Afinal, de junho a setembro, os sinuosos caminhos d’água que entrecortam ou contornam o deserto maranhense ficam cheios e vistosos como nos anúncios das agências de viagem. É época de preços mais altos, pousadas disputadas e pouca chance de chuva. A baixa temporada, porém, não diminui as belezas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses – é preciso apenas ter flexibilidade para trocar as atividades caso necessário, em razão das chuvas. Entre as vantagens, está a de poder desfrutar com certa exclusividade parte de seus 155 mil hectares de área – 80% deles formados por dunas. Nos nossos sobes e desces pelas areias ora fofas, ora firmes, foram pouquíssimos os encontros com outros grupos de turistas, o que é ótimo num lugar onde o silêncio cai muito bem. Fato é que, mesmo em menor quantidade e com níveis mais baixos, os oásis de tons esverdeados, azuis ou amarronzados cristalinos estão lá, cavando seus espaços em meio a uma paisagem predominantemente bege. Além disso, algumas lagoas nunca chegam a secar, caso da Espigão e do Peixe. Circuitos. Para explorá-las, há cinco circuitos possíveis no parque: um partindo da comunidade de Atins, três da cidade de Barreirinhas (principal base para quem vai aos Lençóis), e o último saindo de Santo Amaro do Maranhão. Em quase todos, a passagem de carros tracionados é limitada até as chamadas zonas primitivas, abertas apenas à caminhada. A partir daí, trilhas envolvendo subidas e descidas são esperadas e, dependendo da disposição ou condição física, a locomoção pode ser um entrave. De qualquer forma, fique com a dica do nosso guia, o monitor ambiental J. Júnior, na hora de se aventurar ladeira abaixo: “Jogue o corpo para trás e crave o calcanhar na areia”.

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