Temer diz que ‘Brasil não parou’ apesar de ‘suposta crise política’
WIJR6799.JPG BRASILIA DF 26/10/2017 POLITICA Presidente Michel Temer durante cerimonia de Assinatura de Contrato de Financiamento com o Município do Rio de Janeiro no Palacio do Planalto em Brasilia - Na foto o presidente da Camara Rodrigo Maia (DEM RJ) e Temer FOTO: WILTON JUNIOR/ESTADAO

Temer diz que ‘Brasil não parou’ apesar de ‘suposta crise política’

Presidente participou de cerimônia de repasse de R$ 652 milhões da Caixa Econômica Federal para obras no Rio, berço político de Maia  Um dia depois de salvar seu mandato ao ter a segunda denúncia barrada na Câmara dos Deputados, o presidente Michel Temer (PMDB) disse nesta quinta-feira, 26, que o País não parou diante do que chamou de "suposta crise política". O peemedebista disse, ainda, que o período de instabilidade teve fim. Temer, que chegou a ser internado nesta quarta-feira, 25, por complicações urológicas e teve repouso recomendado por médicos, participou de uma cerimônia fechada no Palácio do Planalto na qual a Caixa Econômica Federal destinou R$ 652 milhões para obras no Rio, berço político do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de quem o peemedebista tenta se reaproximar. "Assumimos o País com recessão e caminhamos de tal forma que neste momento, vejam que nestes últimos 5, 6 meses, sem embargo de uma suposta crise política, que penso tenha final no dia de ontem, o Brasil não parou", disse Temer. Reforçando um dos slogans do governo federal, Temer afirmou que trabalha para colocar o Brasil nos trilhos. "A inflação caiu a níveis suportáveis, os juros caíram e a tendência é chegar ao fim do ano com 7%. Foi neste cenário que o desemprego começou a cair." O evento foi restrito a autoridades, sem a presença de jornalistas, e transmitido nas redes sociais do presidente. A Caixa firmou contrato para financiamento de obras de infraestrutura e saneamento no Rio de Janeiro. Maia disse que o evento era uma "agenda positiva" e que tem trabalhado com o governo federal "sem partidarismo" para ajudar o Rio.

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Brasil: 13 pontos para embasar qualquer análise de conjuntura

Maurício Abdalla* O complexo financeiro-empresarial não tem opção partidária, não veste nenhuma camisa na política, nem defende pessoas. Sua intenção é tornar as leis e a administração do país totalmente favoráveis para suas metas de maximização dos lucros. 1 – O foco do poder não está na política, mas na economia. Quem comanda a sociedade é o complexo financeiro-empresarial com dimensões globais e conformações específicas locais. 2 – Os donos do poder não são os políticos. Estes são apenas instrumentos dos verdadeiros donos do poder. 3 – O verdadeiro exercício do poder é invisível. O que vemos, na verdade, é a construção planejada de uma narrativa fantasiosa com aparência de realidade para criar a sensação de participação consciente e cidadã dos que se informam pelos meios de comunicação tradicionais. 4 – Os grandes meios de comunicação não se constituem mais em órgãos de “imprensa”, ou seja, instituições autônomas, cujo objeto é a notícia, e que podem ser independentes ou, eventualmente, compradas ou cooptadas por interesses. Eles são, atualmente, grandes conglomerados econômicos que também compõem o complexo financeiro-empresarial que comanda o poder invisível. Portanto, participam do exercício invisível do poder utilizando seus recursos de formação de consciência e opinião. 5 – Os donos do poder não apoiam partidos ou políticos específicos. Sua tática é apoiar quem lhes convém e destruir quem lhes estorva. Isso muda de acordo com a conjuntura. O exercício real do poder não tem partido e sua única ideologia é a supremacia do mercado e do lucro. 6 – O complexo financeiro-empresarial global pode apostar ora em Lula, ora em um político do PSDB, ora em Temer, ora em um aventureiro qualquer da política. E pode destruir qualquer um desses de acordo com sua conveniência. 7 – Por isso, o exercício do poder no campo subjetivo, responsabilidade da mídia corporativa, em um momento demoniza Lula, em outro Dilma, e logo depois Cunha, Temer, Aécio, etc. Tudo faz parte de um grande jogo estratégico com cuidadosas análises das condições objetivas e subjetivas da conjuntura. 8 – O complexo financeiro-empresarial não tem opção partidária, não veste nenhuma camisa na política, nem defende pessoas. Sua intenção é tornar as leis e a administração do país totalmente favoráveis para suas metas de maximização dos lucros. 9 – Assim, os donos do poder não querem um governo ou outro à toa: eles querem, na conjuntura atual, a reforma na previdência, o fim das leis trabalhistas, a manutenção do congelamento do orçamento primário, os cortes de gastos sociais para o serviço da dívida, as privatizações e o alívio dos tributos para os mais ricos. 10 – Se a conjuntura indicar que Temer não é o melhor para isso, não hesitarão em rifá-lo. A única coisa que não querem é que o povo brasileiro decida sobre o destino de seu país. 11 – Portanto, cada notícia é um lance no jogo. Cada escândalo é um movimento tático. Analisar a conjuntura não é ler notícia. É especular sobre a estratégia que justifica cada movimento tático do complexo financeiro-empresarial (do qual a mídia faz parte), para poder reagir também de maneira estratégica. 12 – A queda de Temer pode ser uma coisa boa. Mas é um movimento tático em uma estratégia mais ampla de quem comanda o poder. O que realmente importa é o que virá depois. 13 – Lembremo-nos: eles são mais espertos. Por isso estão no poder.

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Brasília treme; o Brasil ferve! Delação da JBS pega Temer e Aécio. Já se fala em impeachment do presidente…

Segundo o colunista Lauro Jardim, de 'O Globo', informação faz parte do conteúdo da delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Depoimentos também citam Aécio Neves e Guido Mantega. Os donos da JBS disseram em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR) que gravaram o presidente Michel Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois que ele foi preso na operação Lava Jato. A informação é do colunista do jornal "O Globo" Lauro Jardim. Segundo o jornal, o empresário Joesley Batista entregou uma gravação feita em março deste ano em que Temer indica o deputado Rodrigo Rocha Lourdes (PMDB-PR) para resolver assuntos da J&F, uma holding que controla a JBS. Posteriormente, Rocha Lourdes foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil, enviados por Joesley. O segundo tremor do dia foi a revelação de que senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, teria pedido dois milhões de reais à JBS "para contratar um advogado de defesa" na Lava Jato, e que a transação do pedido e da entrega do dinheiro estaria toda documentada pela Polícia Federal.

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Veja vídeo dos melhores trechos da entrevista de Ciro Gomes à BBC Brasil em Londres

O ex-governador do Ceará Ciro Gomes deu uma longa entrevista à BBC Brasil em que ele, apesar de adotar um estilo mais moderado, não decepcionou os admiradores de declarações mais incisivas. Gomes continua sem poupar adjetivos mais contundentes quando se refere a nomes como o do presidente Michel Temer, do ex-presidente Lula, e do prefeito de São Paulo, João Doria. Ele também criticou as intenções de Lula de voltar ao Palácio do Planalto. Em visita ao Reino Unido para participar do Brazil Forum UK, evento que reúne neste fim de semana acadêmicos, políticos e economistas para falar do Brasil, Gomes disse ainda que não queria se encontrar com outro participante, o juiz Sérgio Moro, a quem o político chamou de "garoto deformado pelo aplauso e pela juventude". Confira neste vídeo os melhores momentos da entrevista. . ACESSE "LEIA MAIS" para assistir o vídeo--->>>

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Por que é demorada a negociação para a venda da televisão dos Sarney?

O grupo mineiro vai comprar todo o sistema ou só pedaços dele? A família Sarney, que ainda depende da política, não pode ficar sem o poder da comunicaçãao? O grupo mineiro vai comprar todo o sistema ou só pedaços dele? A família Sarney, que ainda depende da política, pode ficar sem o poder da comuniação, no Estado? Por que a negociação da venda das televisões Mirante de São Luís e de Imperatriz foi demorada e, apesar da decisão do grupo Setubal (MG) de desfazer-se delas, ainda está em andamento? Pela dúvida de vendedores e compradores do que seria vendido ou comprado. Vão-se apenas dois anéis, mas ficam vários dedos, já que o sistema é grande e sua divisão entre sócios, de dentro e de fora da família Sarney, é complexa. É certo que a venda das duas emissoras de TV de São Luís e Imperatriz desfalca o sistema de comunicação sarneysista, pois lhe subtrai as duas galinhas dos ovos de outro. Mas isso só está sendo possível porque há uma crise financeira, fruto do emagrecimento de entradas de generosas de verbas públicas estaduais e federais, até dois anos atrás, quando Roseana concluiu seu quarto mandato como governadora do Maranhão, e Sarney ainda detinha grande influencia em Brasília. Claro que ainda hoje, por ser afiliada da Rede Globo e da maior audiência da televisão dos Marinho, a Mirante ainda abocanha verbas dos poderes públicos locais, através de campanhas publicitárias. Mas nada comparado aos tempos das vacas gordas... Se não fosse isso, nada de venda. Até porque o sistema foi sempre usado com maestria como muleta da ação política partidária do grupo Sarney, e também servia de moeda de troca para convencer a maioria dos políticos, de norte a Sul do Estado, a aderir ao grupo dominante. . Costumava-se dizer desse modus operandi que a ex-governadora Roseana Sarney pagava de um lado do balcão (como chefa do Executivo) e recebia do outro lado, como sócia de grande parte do sistema de comunicação. Tempos de bonança, em que todas as emissoras e seus departamentos do Sistema Mirante de Comunicação funcionavam com gordura e não economizavam nas despesas quotidianas nem na aquisição de novas tecnologias... Hoje é tão notória a penúria no “sistema” que há muito tempo a Televisão Mirante não moderniza e nem remodela seu principal estúdio – o de apresentação dos tele-jornais – que, antes, rivalizavam com o que a poderosa Rede Globo tinha de melhor. Ainda a demissão de dezenas de funcionários corroboram essa realidade...

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Pelo Maranhão, José Reinaldo aconselha Flávio Dino a ser menos ‘ideológico’ e se aproximar de Temer

Por Gil Maranhão e Genésio Jr./ De Brasília “Essa luta ideológica do governador, ele tem todo o direto de fazer, mas até o limite que não rompa com o governo federal”. A afirmação é do ex-governador do Estado, deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB-MA), ao avaliar a atual situação política e social daquele estado do Nordeste, e propor uma aproximação do governador Flávio Dino com o governo de Michel Temer. “O Maranhão precisa do governo federal”, afirmou o parlamentar socialista, em entrevista exclusiva à Agência de Notícias Política Real. Peça-chave da mudança ocorrida no governo do Estado do Maranhão, desde que rompeu com o grupo Sarney, em 2004, abrindo espaço, primeiramente, para a eleição, em 2006, do ex-governador Jackson Lago (falecido), e consolidada na eleição do governador Flávio Dino, em 2014 – que pôs fim a cinco décadas da mais longínqua e influente oligarquia no País, Tavares recomenda ao seu aliado a deixar de lado a “sua luta ideológica” e construir diálogos com o novo governo federal para resolver problemas crônicos do estado. Tavares admite que durante muitos anos, o Maranhão aparece entre os estados da Federação que enfrenta as maiores dificuldades financeiras e é detentor de baixos indicadores sociais.

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MP abre inquérito que pode cassar direitos políticos de Waldir Maranhão

O Ministério Público do Maranhão vai propor a suspensão dos direitos políticos do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), por conta do recebimento ilegal de salários como professor da Universidade Estadual do Maranhão (Uema). A decisão faz parte de um inquérito civil público instaurado pelo MP para apurar irregularidades da atuação de Maranhão como “professor fantasma” da universidade. O caso foi revelado na semana passada pelo jornal "O Estado de S. Paulo". No período de fevereiro de 2014 a dezembro de 2015, Waldir Maranhão recebeu indevidamente a quantia de R$ 368 mil, o equivalente a R$ 16 mil por mês. Por lei, ele não poderia ter recebido nenhum pagamento, já que exercia cargo como parlamentar. Maranhão, no entanto, não fez qualquer comunicação sobre o assunto aos órgãos responsáveis e continuou a receber os recursos. Agora, os promotores investigam se mais alguém está envolvido na fraude dentro da Uema. A ação civil pública vai exigir não só o ressarcimento do valor recebido, como também a aplicação da Lei 8.429, da improbidade administrativa, que prevê as sanções jurídicas, civis e administrativas, que é a suspensão dos direitos políticos, conforme informou o promotor João Leonardo Leal. A atuação de Waldir Maranhão como “professor fantasma” da Uema também foi levada à Comissão de Ética da Câmara.

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Na primeira reunião após carta, Temer promete “relação mais fértil possível” com Dilma

Dois dias após a divulgação da carta na qual desabafou a Dilma Rousseff que ela não tem confiança nele e no PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer, teve um encontro de quase uma hora com a petista e o deixou afirmando que a relação entre os dois seguirá sendo a "mais fértil possível", na noite desta quarta-feira (9). "Combinamos, eu e a presidenta Dilma, que nós teremos uma relação pessoal, institucional", afirmou Temer, em uma única frase à imprensa, em frente ao Palácio do Jaburu, sede da vice-presidência da República. Ele não respondeu a mais questionamentos. "[Que a relação] seja a mais fértil possível." Logo depois, o Planalto divulgou uma nota que seguiu a mesma estratégia (econômica e cuidadosa). "Na nossa conversa, eu e o vice-presidente Michel Temer decidimos que teremos uma relação extremamente profícua, tanto pessoal quanto institucionalmente, sempre considerando os maiores interesses do País", informou a Presidência da República em nota assinada por Dilma. O entrevero entre seu vice, presidente nacional do PMDB, e a petista já vem se arrastando ao longo dos últimos meses, devido ao afastamento de certas alas peemedebistas do governo federal em meio a uma grave crise política e econômica, mas ganhou força na noite de segunda-feira (7).

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Ressurreição ainda é possível? Soliney Silva lança Sarney candidato a prefeito de São Luis!

O prefeito de Coelho Neto, Soliney Silva (PRTB), fez uma proposta no mínimo inusitada, sexta-feira, 6, durante reunião com dirigentes do PMDB e convidados, na sede estadual do partido, que contou ainda com a presença do ex-presidente José Sarney. Após Sarney fazer um resgate histórico da sua trajetória política, principalmente como governador do Maranhão, quando citou suas principais realizações no estado e em São Luis, Soliney Silva perguntou se procedia a informação de que ele, Sarney, havia transferido seu domicilio eleitoral para a capital maranhense. Matreiro, o líder peemedebista nem disse que sim nem disse que não. Limitou-se somente a dizer que já havia cumprindo a sua missão no Amapá e que estava na hora de voltar ao seu estado natal. Foi quando Silva surpreendeu a todos ao sugerir que o ex-presidente fosse o candidato do PMDB a prefeito de São Luis, para unificar todo o grupo. - “Presidente, soube que o senhor transferiu o seu domicílio eleitoral para São Luis. Se realmente isso aconteceu lanço aqui o seu nome para prefeito de São Luis. O senhor seria nosso candidato imbatível na capital”, disse Soliney Silva.

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Deputada Rosângela Curado (PDT) participa de debate e lançamento de livro sobre Leonel Brizola

A deputada federal Rosângela Curado participou, na tarde desta terça-feira, 15, do debate "Revivendo Brizola", seguido do lançamento do livro dos históricos Clóvis Brigadão e Trajano Ribeiro sobre o fundador do PDT. Leonel de Moura Brizola. Com depoimentos emocionados, os autores relembraram momentos em que conviveram com uma das maiores lideranças políticas que o país já possuiu. A deputada Rosangela Curado relembrou a importância da figura de Brizola para quem além de pedetista valoriza o direito dos trabalhadores e além disso, quem acredita na escola integral como a mais importante ferramenta para uma nova realidade da população brasileira. “Brizola foi um gestor que construiu 6 mil escolas em apenas 04 anos de mandato, ele sabia da importância de você investir em educação de qualidade com o oferecimento de cultura e esporte e alimentação para as crianças’, destacou a parlamentar maranhense. O debate ainda contou com a participação dos deputados Subtenente Gonzaga, Afonso Motta, o ex-deputado Giovanni Queiroz e o Ministro do Trabalho Manoel Dias. Este último destacou emocionado passagens de sua convivência com o líder, ressaltando a jovialidade de Brizola:

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