Temer ficou ‘enciumado pelo poder do deputado Cunha’, diz Funaro

Delator relatou clima de insatisfação entre o presidente e aliados Em sua delação premiada, Lúcio Bolonha Funaro, apontado como operador de políticos do PMDB em esquemas de desvio de dinheiro público, relatou situações em que houve problemas entre o presidente Michel Temer e aliados. Entre eles, o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. No começo de 2015, por exemplo, Funaro relatou que não houve harmonia entre os peemedebistas. Cunha tinha sido eleito presidente da Câmara, e Temer era vice-presidente da República. Segundo o termo de depoimento, Temer ficou "enciumado pelo poder do deputado Cunha" e "diminuiu o contato com ele". Anos antes, em 2011, quando Temer também era vice, Wagner Rossi deixou o Ministério da Agricultura em meio a suspeitas de irregularidades. Funaro relatou que o empresário Joesley Batista, do frigorífico JBS, "afirmou que Rossi reclamou de Temer, uma vez que, quando precisava se segurar no Ministério da Agricultura, Temer não se mexeu". O delator também disse ter certeza de que "parcela da propina paga a Wagner Rossi era redistribuída a Michel".  No entanto, em 2012 houve uma compensação.

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PF prende ex-ministro Henrique Eduardo Alves por propina na Copa. Eduardo Cunha, mesmo preso, recebe nova ordem de prisão

A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira o ex-ministro e ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Na mesma operação prendeu novamente o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que já está preso em Curitiba. Próximo ao presidente Michel Temer, Alves foi seu ministro do Turismo. Deixou o cargo ao ser envolvido na Operação Lava Jato, quando recebeu de Temer uma carta pública na qual o chama de “amigo” e elogia a parceria de “décadas”. O mandado contra Alves é de prisão preventiva, quando não há prazo para que seja liberado. Mesmo depois que deixou o ministério, Alves continuou sendo um interlocutor frequente do presidente Temer. Os dois sempre foram muito próximos. Alves e Cunha foram alvo nesta manhã da Operação Manus deflagrada para apurar atos de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro envolvendo a construção da Arena das Dunas, em Natal/RN. O sobrepreço identificado chega a R$ 77 milhões. A PF divulgou as seguintes informações sobre a ação de hoje: Cerca de 80 policiais federais cumprem 33 mandados judiciais, sendo cinco mandados de Prisão Preventiva, seis mandados de condução coercitiva e 22 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Norte e Paraná.

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Maior posto, maior propina! Edison Lobão exigia propina maior por ser ministro, diz Machado

Lobão pediu R$ 500 mil mensais; Machado disse que podia pagar R$ 300 mil. Defesa de Lobão diz que senador nega ter recebidos valores de Machado O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado afirmou em seu acordo de delação premiada que foi pressionado a pagar a “maior propina do PMDB” ao então ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, hoje senador pelo PMDB do Maranhão. Segundo Machado, a exigência foi feita por Lobão por causa da condição de ministro e porque a Transpetro estava vinculada ao ministério que ele comandava. O acordo de delação premiada, que pode reduzir eventuais penas de Machado, em caso de condenação, foi homologado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). A íntegra dos depoimentos, que somam 400 páginas, foi tornada pública no inicio da tarde desta quarta-feira (15). O ex-presidente da Transpetro afirmou a investigadores da Operação Lava Jato ter repassado propina a mais de 20 políticos de 6 partidos. O novo delator contou sobre pedidos de doações eleitorais de parlamentares de PMDB, PT, PP, DEM, PSDB e PC do B.

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Mais de 20 políticos receberam propinas via Transpetro, entrega Sérgio Machado na delação

O ex-presidente da TranspetroSérgio Machado se comprometeu a devolver aos cofres públicos R$ 75 milhões que teria recebido de propina enquanto comandou a estatal, de 2003 a 2014. Parte menor do valor, de R$ 10 milhões, deverá ser pago até o fim deste mês. Outros R$ 65 milhões até o final do ano que vem. O montante foi acertado no acordo de delação premiada fechado pelo executivo com o Ministério Público. Pelo acordo, ele pegará uma pena máxima de 20 anos quando for condenado, mas cumprirá apenas 3 anos em prisão domiciliar. Nesse período, deverá permanecer em casa por 2 anos e 3 meses. Depois, poderá sair para prestar serviços comunitários. Em sua residência, em Fortaleza, poderá receber apenas advogados, profissionais de saúde e uma relação restrita de 27 familiares e amigos. Até fevereiro de 2018, Machado poderá se ausentar da residência somente em algumas datas especiais, como o Natal. Na colaboração com as investigações da Operação Lava Jato, Sérgio Machado admitiu ter repassado propina a mais de 20 políticos de 6 partidos. Só para o PMDB, que apadrinhou sua nomeação, o executivo teria arrecadado R$ 100 milhões. O novo delator da Lava Jato também contou aos procuradores da Repúblicasobre pedidos de doações eleitorais de parlamentares de PMDB, PT, PP, DEM,PSDB e PC do B. "Embora a palavra propina não fosse dita, esses políticos sabiam, ao procurarem o depoente, que não obteriam dele doação com recursos do próprio, enquanto pessoa física, nem da Transpetro, e sim de empresas que tinham relacionamento contratual com a Transpetro", disse Machado na delação.

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Governo usa cargos ‘abandonados” pelo PMDB para tentar conter debandada
A reunião do PMDB que decidiu pela cisão com o Governo Dilma

Governo usa cargos ‘abandonados” pelo PMDB para tentar conter debandada

O PMDB anunciou na terça-feira (29), o rompimento com o governo da presidente Dilma Rousseff e decidiu que seus filiados terão de entregar os ministérios e os cerca de 600 cargos que ocupam no Executivo nas próximas duas semanas. A decisão do principal partido da coalizão governista, ao lado do PT, praticamente implodiu a base de apoio do Planalto na Câmara dos Deputados e fez crescer o risco do impeachment para Dilma. O gesto do PMDB pode ser seguido por outros partidos da base, como o PP. O PSD também estuda se permanecerá ou não ao lado do Palácio do Planalto. Para tentar conter a debandada, o governo decidiu intensificar a liberação de cargos e de emendas. A saída do PMDB foi sacramentada em uma reunião da Executiva Nacional do partido na Câmara que durou menos de cinco minutos e terminou aos gritos de "fora PT". A bancada do PMDB na Casa tem 68 deputados. Mas, por enquanto, nem todos assumiram que votarão pelo impeachment de Dilma. Os peemedebistas aprovaram nesta terça-feira em votação simbólica uma moção que recomenda a entrega imediata dos cargos de filiados ao partido para o governo. Dos 127 votantes no diretório, 105 participaram do encontro - 82% do total. "A partir de hoje, nessa reunião histórica, o PMDB se retira da base e ninguém no País está autorizado a exercer qualquer cargo federal em nome do PMDB", anunciou o senador Romero Jucá (PMDB-RR), responsável por comandar os trabalhos como 1º vice-presidente do partido, sob os gritos de "Brasil para frente Temer presidente".

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PMDB desembarca oficialmente do governo Dilma, de olho no impeachment dela

O Diretório Nacional do PMDB anunciou nesta terça-feira (29) que, por aclamação, vai romper oficialmente com o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). A cúpula também determinou que os seis ministros do partido e os filiados que ocupam postos no Executivo federal entreguem seus cargos. Vice-presidente da República, presidente nacional do PMDB e sucessor de Dilma em um eventual impeachment, Michel Temer (SP) não participou da reunião que oficializou o rompimento. O encontro aconteceu na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). A reunião foi comandada pelo primeiro vice-presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR) e, segundo o próprio, durou menos de cinco minutos. Após consulta feita de maneira simbólica com os integrantes do partido, Jucá mesmo foi responsável por decretar o resultado da votação. “A partir desta terça-feira, nessa reunião história para o PMDB, o partido se retira da base do governo da presidente Dilma Rousseff e ninguém no país está autorizado a exercer qualquer cargo federal em nome do PMDB”, afirmou Jucá ao fazer o anúncio do rompimento com o Executivo federal. Para especialistas, a decisão do PMDB agrava bastante a crise política do governo. Além disso, é tida como fator importante no processo de impeachment de Dilma, que tramita no Congresso. A expectativa, agora, é que outros partidos aliados deixem a base com a saída do principal sócio do PT no governo federal.

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Ressurreição ainda é possível? Soliney Silva lança Sarney candidato a prefeito de São Luis!

O prefeito de Coelho Neto, Soliney Silva (PRTB), fez uma proposta no mínimo inusitada, sexta-feira, 6, durante reunião com dirigentes do PMDB e convidados, na sede estadual do partido, que contou ainda com a presença do ex-presidente José Sarney. Após Sarney fazer um resgate histórico da sua trajetória política, principalmente como governador do Maranhão, quando citou suas principais realizações no estado e em São Luis, Soliney Silva perguntou se procedia a informação de que ele, Sarney, havia transferido seu domicilio eleitoral para a capital maranhense. Matreiro, o líder peemedebista nem disse que sim nem disse que não. Limitou-se somente a dizer que já havia cumprindo a sua missão no Amapá e que estava na hora de voltar ao seu estado natal. Foi quando Silva surpreendeu a todos ao sugerir que o ex-presidente fosse o candidato do PMDB a prefeito de São Luis, para unificar todo o grupo. - “Presidente, soube que o senhor transferiu o seu domicílio eleitoral para São Luis. Se realmente isso aconteceu lanço aqui o seu nome para prefeito de São Luis. O senhor seria nosso candidato imbatível na capital”, disse Soliney Silva.

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Mesmo sem largar o osso, PMDB e Michel Temer apontam ‘equívocos’ de Dilma na economia
Michel Temer e Dilma: relação ao estilo gato e rato...

Mesmo sem largar o osso, PMDB e Michel Temer apontam ‘equívocos’ de Dilma na economia

Na última reforma ministerial e na tentativa desesperada de preservar o mandato da presidente Dilma Roussef, o governo ofereceu e o PMDB aceitou todos os mimos do Planalto, traduzidos em ministérios. Mesmo assim, o vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta quinta-feira, 29, que "o governo equivocou-se na política econômica". A declaração foi feita após o PMDB ter divulgado um documento com críticas à gestão da presidente Dilma Rousseff. "Não estamos olhando para o passado, mas para a frente", afirmou Temer, que é presidente nacional do PMDB. Ou seja, o PMDB está agindo como aquele cidadão que é casado e quer o conforto de solteiro: tem o controle do governo, mas de olho em 2018 ou até num eventual impeachment de Dilma, age como se fosse um partido de oposição... Entre os diagnósticos do partido para o atual momento da economia está o de que houve excessos por parte do governo em questões relacionadas ao equilíbrio das contas da União. No documento, o partido avança nas críticas e ressalta que a atual situação poderia ser "menos crítica". "Nos últimos anos é possível dizer que o governo federal cometeu excessos, seja criando novos programas, seja ampliando os antigos, ou mesmo admitindo novos servidores ou assumindo investimentos acima da capacidade fiscal do Estado. A situação hoje poderia certamente estar menos crítica", diz parte do texto. Outro item sensível aos petistas e defendido pela cúpula do PMDB é a criação de um mecanismo que estabeleça o "orçamento com base zero". A ideia dos peemedebistas é que, a cada ano, todos os programas estatais sejam avaliados por um comitê independente, que poderá sugerir a continuação ou o fim do programa, de acordo com os seus custos e benefícios. No entendimento da cúpula do partido, atualmente, os programas e projetos tendem a se eternizar mesmo quando há uma mudança completa das condições.

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REFORMA DE DILMA CORTA CARGOS, AMPLIA PODER DO PMDB E APRESENTA MINISTRO ‘POLIVALENTE’

Presidente Dilma Rousseff anunciou nessa semana diversas medidas na busca de assegurar a governabilidade Na última sexta-feira (2), a presidente Dilma Rousseff anunciou uma série de medidas que alteram diretamente o organograma do seu conjunto de ministérios. A reforma eliminou 8 das 39 pastas existentes. Nove partidos políticos ainda detêm o comando de ministérios no governo, entretanto, o PMDB ampliou sua participação de seis para sete pastas, incluindo a Saúde, uma das mais importantes da Esplanada. Antes comandado por Arthur Chioro, da cota do PT, que foi demitido por telefone por Dilma, o Ministério da Saúde passará a ser gerido pelo peemedebista Marcelo Castro. A estratégia do governo com essa troca é buscar uma reaproximação com o PMDB – partido considerado pelos movimentos de oposição como indispensável para um eventual pedido de impeachment. No discurso oficial, Dilma, ao lado do vice Michel Temer (PMDB), explicou as mudanças. “Vamos consolidar nossa base em busca de uma maioria. Tornaremos nossa colizão bem mais equilibrada com a troca em alguns ministérios. É uma ação totalmente legítima. E tudo tem sido feito de forma clara. Nossa articulação política trará um ambiente disposto ao diálogo”, declarou. Na prática, as medidas anunciadas aliviarão a máquina pública. A partir de agora, serão 31 ministérios, não mais 39 como era até então. A Pesca foi incluída na Agricultura; Trabalho e Previdência se fundiram; Igualdade Racial, Mulheres e Direitos Humanos também se tornaram uma só; Gabinete de Segurança, Micro e Pequena Empresa, Relações Institucionais e Secretaria Geral se juntam na nova pasta Secretaria de Governo.

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Com demissão de Cid Gomes, PMDB quer emparedar o Planalto que não consegue se livrar das “amarras”

Um dia após derrubar o ministro da Educação, o PMDB dá sinais de que ditará o ritmo do governo nas votações mais importantes e ainda decidirá quais cargos terá no primeiro escalão federal. Simultaneamente à instalação das comissões especiais para analisar as duas primeiras medidas provisórias do ajuste fiscal, lideranças peemedebistas defenderam mudanças no texto original. Também desdenharam das especulações sobre uma possível nomeação para o Ministério da Educação. “Já estamos demitindo ministros. O próximo passo é nomeá-los”, provocou um parlamentar. Na prática, o PMDB, que comanda as duas Casas do Congresso, com Renan Calheiros (AL) no Senado e Eduardo Cunha (RJ) na Câmara, instaurou o que a própria legenda classifica de “parlamentarismo branco”. Diante de um governo fragilizado politicamente e de uma presidente perdida em meio à pressão dos demais aliados, o PMDB se coloca na posição de fiador do sucesso ou fracasso do Executivo. “Alguém duvida que, se não quisermos, passa alguma coisa neste Congresso? O governo depende de nós para aprovar tudo, especialmente o ajuste fiscal”, confirmou outra liderança partidária.

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