Cerco contra Queiroz empareda Bolsonaro, que teme delação de aliado
Live semanal Bolsonaro, 18.06.2020

Cerco contra Queiroz empareda Bolsonaro, que teme delação de aliado

Abatido, presidente diz que ex-assessor da família não era foragido e critica prisão "espetaculosa". Nas redes, bolsonarismo ensaia reação--->>> (ELPAÌS)   A pergunta "onde está Queiroz", que mobilizou por um…

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Especialistas apontam semelhanças entre os 300 de Sara Winter e grupos fascistas europeus

Filme “300”, que inspira acampamento bolsonarista também é referência para grupos racistas e neonazistas; como os europeus, o grupo brasileiro apela à desobediência civil e à violência->->-> Andrea DiP, Niklas Franzen Agência Pública->->-> 1) Movimento Identitário europeu elegeu “300” como símbolo de sua luta contra refugiados 2) Ideal de sacrifício pela pátria e resistência violenta “contra invasores” também aparece no discurso do grupo brasileiro 3) “O que preocupa é o caráter paramilitar” do movimento, diz socióloga->->-> “Olá, nós somos os 300 do Brasil, o maior acampamento contra a corrupção e a esquerda do mundo” diz, de maneira nada modesta, Sara Fernanda Giromini, mais conhecida como Sara Winter. No vídeo, ela convoca “pessoas que tenham a coragem de doar ao Brasil sangue, suor e sono” a fazer parte de seu movimento de extrema direita bolsonarista que, desde o começo de maio, está acampado nos arredores da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Na semana passada, Sara também teve o celular e o computador apreendidos pela operação da Polícia Federal relacionada ao inquérito das Fake News que é conduzido pelo STF. Em resposta, fez vários vídeos e posts no Twitter desafiando e xingando o ministro Alexandre de Moraes, que conduz o inquérito, e ainda fez ameaças: “A gente vai infernizar a tua vida. A gente vai descobrir os lugares que você frequenta. A gente vai descobrir as empregadas domésticas que trabalham pro senhor. A gente vai descobrir tudo da sua vida. Até o senhor pedir pra sair. Hoje, o senhor tomou a pior decisão da vida do senhor”. Nas redes sociais, o comentário era de que ela fez isso com a intenção de ser presa para se tornar um mártir ou candidata – ou os dois. O “maior acampamento do mundo” também tem recebido atenção nos últimos dias; menos por seu tamanho – não passa de algumas barraquinhas espalhadas pelo gramado – e mais pelas declarações e ações de sua fundadora. Ainda no começo de maio, Sara admitiu em entrevista à BBC News a presença de armas no acampamento “para a proteção dos próprios membros”. O Ministério Público do Distrito Federal chegou a mover uma ação civil pública pedindo que o acampamento fosse desmontado, que houvesse uma revista para busca e apreensão de armas e que o grupo fosse proibido de atuar. O pedido, porém, foi negado pelo juiz Paulo Afonso Carmona da 7ª Vara da Fazenda Pública do DF. O acampamento também é alvo de uma investigação pela PGR: deputados do Psol pediram a abertura de um inquérito para investigar a atuação de Sara Winter em uma “formação de milícia” e o Supremo Tribunal Federal autorizou a abertura do procedimento para apurar quem seriam os financiadores do movimento. A existência de um suposto quartel-general do grupo em uma chácara, com estrutura militar, também está sob investigação. Atualmente, apoiadores do movimento de extrema-direita estão acampados na Esplanada dos Ministérios, e voltaram a fazer protestos na frente do Supremo Tribunal Federal (STF) O nome do grupo de Sara Winter, “300 do Brasil”, assim como algumas imagens e o uso do grito “Ahu” durante manifestações, são inspirados pelo filme 300, do diretor Zack Synder, de 2006, que por sua vez se baseia nos quadrinhos de Frank Miller e Lynn Varley de 1998. O filme mostra a luta heróica de um exército de 300 espartanos, liderado pelo Rei Leónidas, contra um exército de 30 mil soldados persas liderado pelo “deus-rei” Xerxes I da Pérsia querendo invadir Esparta.

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Supremo autoriza PF a fazer buscas na casa de blogueiros, de Roberto Jefferson e Luciano Hang, alvos da operação “Fake News

A Polícia Federal cumpre, na manhã desta quarta-feira (27), mandados de busca de apreensão relacionados à investigação conduzida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que averigua origens de fake news com ameaças e ofensas à Corte. Alguns dos alvos são o blogueiro Allan dos Santos, além do ex-deputado federal Roberto Jefferson e o empresário Luciano Hang. O deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP) também está na lista.  Os mandados foram expedidos pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do inquérito que investiga os ataques à Corte. Ao todo, a Polícia Federal cumpre 29 ordens de busca e apreensão em cinco estados, além do Distrito Federal: Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Paraná e em Santa Catarina. Allan dos Santos é proprietário do blog Terça Livre e é muito presente nas redes sociais, com postagens em apoio ao governo do presidente Jair Bolsonaro. Em novembro do ano passado, Allan prestou depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, após ser acusado de disseminar notícias falsas. Em publicações recentes, o blogueiro fez coro ao ataque do ministro da Educação Abraham Weintraub direcionado ao STF. Weintraub, durante reunião ministerial no dia 22 de abril, chamou os membros da Corte de "vagabundos" e que "todos deveriam estar na cadeia".

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Apoio ao impeachment de Bolsonaro alcança 54% e aprovação de Moro vai a 57% após sair do Governo

Nova pesquisa da Atlas Político indica que, pela primeira vez, maioria da população é favorável à saída do presidente. Imagem pública do ex-ministro da Justiça se fortalece EL PAÍS - A guerra pública travada entre o presidente Jair Bolsonaro e o agora ex-ministro Sergio Moro em meio às acusações de interferência política no comando da Polícia Federal empurrou o presidente a um patamar inédito no derretimento de sua imagem pública: pela primeira vez na série histórica de pesquisas realizadas pela consultoria Atlas Político, a maioria dos entrevistados (54%) é favorável a um processo de impeachment contra Bolsonaro. O presidente já vinha experimentando queda na aprovação de seu Governo desde fevereiro diante de seu comportamento errático durante a crise do coronavírus e do baixo desempenho econômico nesse período, mas os reflexos da demissão de seu ministro mais popular afetaram diretamente seu capital político: 64,4% responderam que desaprovam seu desempenho enquanto 30% o aprovam. Enquanto isso, o ex-ministro Sergio Moro fortalece a sua imagem pública, conforme mostra a matéria que abre a newsletter desta segunda-feira, assinada por Beatriz Jucá. Para o filósofo Marcos Nobre, professor da Unicamp e presidente do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, Bolsonaro está se refugiando em sua base mais radical de eleitores ao mesmo tempo em que tenta negociar com o centrão no Parlamento para conseguir tempo. Mas acredita que é uma questão de tempo para que seja destituído do cargo. “Bolsonaro vai para a lona e sabe disso", afirmou ao repórter Felipe Betim. Ele opina que a popularidade de Bolsonaro se reduzirá a seu eleitorado mais radical, mas destaca que isso por si só não garante uma maioria social pelo afastamento. (El País - Beatriz Jucá) Veja a matéria sobre a pesquisa...

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O “maior desmatador do Brasil” possui 120 madeireiras na região Norte

Preso pela Polícia Federal na Operação Deforest, Chaules Volban Pozzebon coleciona acusações de crimes ambientais num dos estados mais desmatados do país Julia Dolce, José Cícero da Silva Especial: Amazônia sem Lei De acordo com o MP, a operação Deforest abre caminho para outras investigações contra o madeireiro Segundo MP, Policiais civis e militares atuavam como jagunços da organização de Chaules “Não temos nenhum registro na região Norte de nenhuma pessoa que sequer chegue perto do envolvimento com uma centena de madeireiras”, diz MP Extorsões, ameaças e lavagem de dinheiro são apenas alguns dos crimes listados na denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP) a partir da Operação Deforest, da Polícia Federal (PF), contra o empresário Chaules Volban Pozzebon, preso preventivamente no mês passado. Chaules é acusado de liderar uma organização criminosa na região de Cujubim, em Rondônia. Segundo a investigação, ele é proprietário de 120 madeireiras espalhadas pela região Norte – que estão em seu nome ou de laranjas – e, por isso, tem sido chamado por seus denunciantes de “o maior desmatador do Brasil”. Elizeu Berçacola Alves conhece bem a ficha criminal de Chaules, que possui delitos que datam de quinze anos atrás. No início de novembro, o bafo úmido de 34 °C do aeroporto de Porto Velho serviu de ponto de encontro para que Elizeu, ex-chefe da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) no município de Machadinho d’Oeste (RO), contasse à Agência Pública o que sabe sobre o que chama de “organização criminosa de Chaules”.

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Grave! Moro teria ignorado investigação da PF sobre provas ilegais no caso Odebrecht

Vasconcelo Quadros Moro condenou réus antes de conclusão da sindicância da PF Interceptação irregular de empresa canadense foi usada por acusação Grampos de Youssef foram confirmados por depoimentos de policiais Documentos anexados pela defesa de executivos da Odebrecht no processo da Lava Jato sugerem que fatos ocorridos em 2013, quando a Lava Jato era restrita à Polícia Federal (PF), foram ignorados pelo ex-juiz Sergio Moro, que recebeu denúncias sobre supostas ilegalidades na obtenção de áudios e e-mails relacionados aos doleiros Carlos Habib Chater e Alberto Youssef. A Agência Pública analisou recursos de advogados de executivo da Odebrecht, na condenação antes da delação negociada com MP, e concluiu que a "sentença veio com sindicância da PF em andamento". É assim que publica longa reportagem sobre o assunto, que reproduzimos agora, depois de ouvir advogados do acusados e ter acesso às mensagens obtidas por interceptação junto a uma empresa de telefonia canadense, sem intermediação das autoridades dos dois países, o que já se configuraria uma ilegalidade. Segundo recursos que tramitaram na 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba e em tribunais superiores, as decisões teriam caracterizado “eloquente cerceamento de defesa” e teriam levado o juiz a sentenciar réus de forma “açodada” e “à revelia de relevantes questões” levadas aos autos do processo pela defesa. Os depoimentos de policiais foram prestados no âmbito da ação penal 5036528-23.2015.4.04.700, segundo advogados, mostram que mensagens trocadas por celular entre os doleiros Carlos Habib Chater e Alberto Youssef, que foram obtidas diretamente pela PF a empresa de telefonia do Canadá

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Delegados da PF em Curitiba foram pegos de surpresa com a prisão de Luila

Delegados da Polícia Federal em Curitiba disseram que foram surpreendidos pela decisão da Justiça de já determinar hoje a prisão do ex-presidente Lula. Pela manhã, a informação que receberam era a de que a decisão só seria tomada na semana que vem, após a análise do embargo do embargo pelo TRF-4. A PF já se preparava para prender Lula desde a decisão do TRF-4 pela condenação dele a 12 anos e um mês em regime fechado, mas esperava que a decisão sairia na próxima semana. Tanto que, como antecipou a Coluna, Lula será preso numa sala de estado maior na superintendência da PF em Curitiba. O local não conta com essa estrutura, mas uma sala será adaptada. Pela manhã, um delegado que está envolvido no cumprimento da prisão disse à Coluna que a chance de Lula ser preso hoje era nula. Procurado, o delegado afirmou que “as coisas mudaram rapidamente”. Até o momento, 19h50, a defesa de Lula ainda não havia entrado em contato com o chefe da superintendência da PF no Paraná, delegado Maurício Valeixo. (Andreza Matais).

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Aliado de Sarney, delegado Fernando Segovia é demitido por Raul Jungmann do comando da PF
Brazil's newly appointed Director-General of the Federal Police, Fernando Segovia, wipes his brow during his swearing-in ceremony in Brasilia, Brazil, Monday, Nov. 20, 2017. Segovia was sworn-in by unpopular Brazilian President Michel Temer, who is himself being investigated by the force. (AP Photo/Eraldo Peres)

Aliado de Sarney, delegado Fernando Segovia é demitido por Raul Jungmann do comando da PF

Por decisão do ministro Extraordinário da Segurança Pública Raul Jungmann, o delegado, aliado do ex-senador José Sarney (MDB-AP), deixa o comando da Polícia Federal pouco menos de quatro meses no cargo O delegado da Polícia Federal Fernando Segovia não é mais diretor-geral da corporação. O novo diretor é o delegado Rogério Augusto Viana Galloro, atualmente na Secretaria Nacional de Justiça. Segovia, aliado do ex-senador José Sarney (MDB-AP), ficou à frente da PF pouco menos de quatro meses. O delegado tomou posse em 20 de novembro do ano passado. A demissão de Segovia foi decidida pelo ministro Raul Jungmann, que tomou posse nesta terça-feira, 27, no comando do novo Ministério Extraordinário da Segurança Pública, Pasta que incorporou a Polícia Federal, então atrelada à estrutura do Ministério da Justiça. Durante os quatro meses em que permaneceu no cargo, Fernando Segovia protagonizou episódios polêmicos. No momento de maior crise, Fernando Segovia teve que se explicar ao ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, uma declaração à agência Reuters A fala de Segovia sugeria que a tendência da Polícia Federal era recomendar o arquivamento do inquérito contra o presidente Michel Temer, no caso do Decreto dos Portos. O delegado afirmou ainda que poderia abrir investigação interna para apurar a conduta do delegado Cleyber Malta Lopes, responsável pelo inquérito. O motivo seriam os questionamentos enviados a Temer no caso. Na ocasião, a defesa do presidente disse que as perguntas colocavam em dúvida a “honorabilidade e a dignidade pessoal” do presidente.

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Lava Jato: Entrevista de diretor da PF gera novo constrangimento para o Governo no STF

Ministro intima Fernando Segovia a explicar comentário sobre fragilidade de investigação sobre Temer. Diretor da Polícia Federal disse à agência Reuters que inquérito "pode até concluir que não houve crime" O Governo Michel Temer deposita todas as suas fichas que lhe sobraram na aprovação da reforma da Previdência no Congresso Nacional. Mas, enquanto os líderes do Governo concentram seus esforços para convencer parlamentares da necessidade de equilibrar as contas do Estado brasileiro, crises paralelas seguem arranhando a imagem de um Palácio do Planalto já muito desgastado. Neste sábado, o fogo partiu da Polícia Federal (PF), e não exatamente porque os investigadores estão acusando o presidente de corrupto. Muito pelo contrário. O diretor-geral da PF, Fernando Segovia, foi intimado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso a explicar por que disse em entrevista à agência Reuters que os indícios de um inquérito sobre Temer "são muito frágeis” e que a investigação "pode até concluir que não houve crime”. Segovia falava na entrevista sobre a investigação gerada pela suspeita de que Temer teria cometido crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro por receber vantagens indevidas de uma empresa para editar o "Decreto dos Portos". Junto com o presidente da República, o inquérito investiga o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, que foi assessor especial de Temer e ficou famoso por ser preso com uma mala de dinheiro, além de outros dois empresários. À Reuters, o diretor-geral da PF disse que o decreto em questão “em tese não ajudou a empresa”. “Se houve corrupção ou ato de corrupção, não se tem notícia do benefício. O benefício não existiu”, disse Segóvia no texto publicado pela Reuters. Nomeado por Temer, Segovia assumiu a PF em novembro do ano passado sob a desconfiança da corporação, que foi comandada por Leandro Daiello durante todo o desenrolar da Operação Lava Jato. As declarações dadas à Reuters nesta sexta-feira não devem melhorar sua popularidade nesse sentido. Especula-se que as críticas à investigação sobre Temer não passam de um ataque pessoal do diretor da PF ao delegado responsável pela investigação, Cleyber Malta Lopes, um antigo desafeto. De qualquer forma, o fundo do desentendimento seria político, o que não faz bem nem para imagem o diretor da PF nem para a do Governo.

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Desvios em fundo de pensão: presidente do BNDES é alvo de busca e apreensão e depõe na PF
WJPAULO6 - RIO DE JANEIRO - RJ - 14/09/2017 - PAULO RABELLO DE CASTRO/FIRJAN -ECONOMIA OE - A retomada dos investimentos em infraestrutura no País, por meio de novas Parcerias Público-Privadas (PPPs), traz chances reais de recuperação da economia brasileira, após um forte ciclo recessivo. Para isso, no entanto, é fundamental discutir o papel da engenharia consultiva, que pode garantir projetos bem estruturados e obras bem planejadas. O tema esta sendo discutido pelo presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro (Foto) e por empresários e especialistas, durante o Seminário Internacional "Infraestrutura: A Engenharia na Retomada dos Investimentos", realizado neta manhã de quinta feira (14) na sede da FIRJAN no centro do Rio. FOTO: WILTON JUNIOR/ESTADAO

Desvios em fundo de pensão: presidente do BNDES é alvo de busca e apreensão e depõe na PF

Ação da PF contra Paulo Rabello de Castro se deu no âmbito da operação Pausare, que investiga desvios no fundo de pensão dos funcionários dos Correios, o Postalis O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal nesta quinta-feira, 31. A ação da PF contra o presidente do banco público se deu no âmbito da operação Pausare, que investiga desvios no fundo de pensão dos funcionários dos Correios, o Postalis. A busca da PF foi em um endereço ligado a Rabello de Castro no Rio de Janeiro. Assim que soube, ele se dispôs de forma espontânea a ir até a sede da PF, em Brasília, onde prestou depoimento aos investigadores do caso. O motivo da busca e apreensão contra o executivo foi o apontamento, em relatórios de órgãos de controle, da atuação da SR Rating - uma empresa de classificação de riscos - em investimentos suspeitos do Postalis. Rabello de Castro foi um dos fundadores e trabalhou na empresa antes de assumir o comando do IBGE e, posteriormente, do BNDES. O Estado apurou que, em relação a Rabello de Castro, a investigação ainda está no início e que a medida cautelar de busca e apreensão e o posterior depoimento dele tiveram como objetivo esclarecer sua atuação da SR Rating e aprofundar a apuração sobre sua relação com o Postalis. A operação Pausare foi deflagrada pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF). Segundo os investigadores, a operação é consequência de um conjunto de auditorias de órgãos de controle encaminhados ao MPF, que "identificaram má gestão, irregularidades e impropriedades na aplicação dos recursos do Postalis."

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