Incertezas com economia elevam dólar, apesar de medida cautelosa do Banco Central

Após o Banco Central surpreender o mercado com a manutenção dos juros em 6,5%, o dólar encostou em R$ 3,70 e a Bolsa teve o maior recuo em um ano Luciana Dyniewicz, Paula Dias e Ana Paula Ragazzi, O Estado de S.Paulo O dia seguinte à decisão do Banco Central de manter a taxa básica de juros (Selic) em 6,5%, surpreendendo os analistas, foi de tensão no mercado financeiro. O dólar atingiu R$ 3,6994, sua maior cotação em pouco mais de dois anos, e a Bolsa registrou o maior recuo em um ano: o Ibovespa, principal índice da B3, fechou com queda de 3,37%, a 83.621,94 pontos. Esse nervosismo é reflexo de uma enorme incerteza que ronda tanto a economia global – o que vem derrubando as moedas dos países emergentes – quanto o mercado local, às voltas com um cenário que conjuga uma recuperação muito frágil da atividade econômica e uma enorme indefinição em relação às eleições de outubro. Com isso tudo, nem a medida cautelosa adotada pelo BC ao decidir não mexer na taxa Selic, quando praticamente todo o mercado esperava um corte de 0,25 ponto porcentual, foi capaz de segurar o real.

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Quer reduzir o rombo! Petrobras anuncia alta na gasolina e preço sobe 7% em dois dias

Mudança afeta distribuidoras, mas o valor nos postos sobe há quatro semanas e atingiu recorde, segundo a ANP; desde julho, reajustes somam 25,9% A Petrobras anunciou uma alta de 1,9% nos preços da gasolina em suas refinarias para a partir da sexta-feira, após alta de 5,1% nas cotações autorizada na véspera que entrou em vigor nesta quinta-feira, de acordo com informações no site da companhia. O preço cobrado nas refinarias é aquele pago pelas distribuidoras, e os postos de combustível têm liberdade para decidir se repassam o reajuste aos consumidores. No entanto, o preço médio da gasolina nos postos atingiu recorde no ano na última semana, atingindo 3,966 reais por litro, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Foi a quarta alta semanal consecutiva, e o levantamento considerou os preços praticados em 3.160 estabelecimentos no país As altas nas refinarias, que somam 7% em dois dias, vêm em meio a uma nova política de preços da estatal que prevê mudanças até diárias das cotações, em um momento em que a companhia tem prometido praticar preços alinhados ao mercado internacional e ao mesmo tempo se esforça para evitar perda de participação no mercado doméstico de combustíveis. Desde julho, os reajustes para a gasolina elevaram o preço às distribuidoras em 25,9%, segundo os dados divulgados pela companhia. Já os preços do diesel serão reduzidos em 0,3% nas refinarias da Petrobras a partir da sexta-feira.

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TCU bloqueia bens de Dilma, Palocci e Gabrielli pela negociata de Pasadena

O bloqueio atinge os ex-membros do conselho de administração da Petrobras, que aprovou a compra de 50% da refinaria de Pasadena em 2006 No Brasil, é assim. Só depois que a onça morreu - e os bichos da floresta perdem o medo dela - é que o plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou na quarta-feira o bloqueio de bens da ex-presidente Dilma Rousseff e de outros ex-membros do conselho de administração da Petrobras pelo prazo de um ano. A decisão tem o objetivo de ressarcir a Petrobras pelo prejuízo de 580 milhões de dólares provocado pela compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.  Antes tarde do que nunca, porém... O bloqueio também atinge os bens do ex-ministro Antonio Palocci; Claudio Luis da Silva Haddad; Fábio Colletti Barbosa; Gleuber Vieira; e José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da estatal. Em seu voto, o ministro Vital do Rêgo afirma que os ex-membros do conselho de administração da estatal violaram o “dever de diligência”, o que causou prejuízo ao patrimônio da Petrobras. O TCU deu prazo de quinze dias para que os ex-membros do conselho se manifestem. Eles podem recorrer da decisão na Justiça e no próprio TCU. Todos os executivos citados na decisão do TCU eram membros do conselho de administração da Petrobras quando foi aprovada a compra de 50% da refinaria de Pasadena, em 2006. Dilma era ministra da Casa Civil do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e presidia o conselho.

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PF prende ex-presidente da Petrobras e do BB, braço direito de Dilma, por propina

O ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine foi preso na 42ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (27) no Distrito Federal, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. Suspeito de receber R$ 3 milhões da Odebrecht, Bendine foi preso em Sorocaba (SP). A ação foi batizada de Cobra. A PF prendeu outras duas pessoas, que são suspeitas de operar a propina da empreiteira para Bendine: os irmãos André Gustavo Vieira da Silva e Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior, sócios em uma agência de publicidade, a Arcos Propaganda. O MPF afirma que, quando comandava o Banco do Brasil, Bendine pediu R$ 17 milhões à Odebrecht para rolar uma dívida da empresa com a instituição, mas não recebeu o valor. Na véspera de assumir a Petrobras, pediu mais R$ 3 milhões para não prejudicar os contratos da estatal com a empreiteira. O valor foi pago em 2015. Naquele ano, Bendine era braço direito da então presidente Dilma Rousseff. E havia deixado o banco com a missão de acabar com a corrupção na petroleira, alvo da Lava Jato. Mas, segundo delatores da Odebrecht, ele já cobrava propina no Banco do Brasil e continuou cobrando na Petrobras.

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Petrobras anuncia redução dos preços da gasolina e do diesel nas refinarias. Vão baixar nos postos?

POR ESTADÃO CONTEÚDO A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (25/05) a redução dos preços nas refinarias em 5,4% para a gasolina e em 3,5% para o diesel. Em comunicado, a estatal explicou que a concorrência com combustíveis importados motivou a redução dos preços. A Petrobras frisou ainda que os novos valores continuam com "margem positiva em relação à paridade internacional" e sinalizou que poderá aumentar a frequência dos reajustes. "A decisão foi guiada predominantemente por um aumento significativo nas importações no último mês, o que obrigou ajustes de competitividade da Petrobras no mercado interno. Conforme princípio da política em vigor, a participação de mercado da empresa é um dos componentes de análise considerado", diz a nota divulgada pela Petrobras. Segundo a estatal, a importação de gasolina por terceiros para o mercado interno cresceu de 240 mil metros cúbicos em fevereiro para 419 mil em abril. O aumento é de 74,6%. Na nota, a Petrobras ressalta que há "previsão de manutenção em torno deste nível em maio". Já a importação de diesel saiu de 564 mil metros cúbicos em fevereiro para 811 mil em abril, alta de 43,8%. Conforme a empresa, a previsão é que o volume de diesel importado passe de 1 milhão de metros cúbicos em maio. "Com isso, as refinarias da Petrobras podem chegar a um fator de utilização abaixo do último dado divulgado pela companhia em seus resultados trimestrais, que foi de 77%", diz a nota. Nos cálculos da estatal, se o reajuste for inteiramente repassado ao varejo, o diesel poderá ficar 2,2%, ou cerca de R$ 0,07 por litro, em média, mais barato para o consumidor final. Já o preço da gasolina nas bombas dos postos poderá cair 2,4% ou R$ 0,09 por litro, em média. O reajuste anterior de preços tinha sido anunciado pela Petrobras em 20 de abril. Naquela ocasião, os preços do diesel e da gasolina nas refinarias subiram 4,3% e 2,2%, respectivamente.

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“O comandante” – a propósito do ex-presidente Lula diante de Sérgio Moro, nesta 4a. feira, em Curitiba

Cara a cara com Moro, Lula tem de explicar a avalanche de revelações que se completam O personagem central desta semana (aliás, de toda a crise) é o ex-presidente Lula, que vai ficar cara a cara com o juiz Sérgio Moro na quarta-feira, em Curitiba, enquanto ecoam as revelações demolidoras de Emílio e Marcelo Odebrecht, de Léo Pinheiro e de Renato Duque, o homem do PT na Petrobrás. As histórias que eles contaram em juízo têm sujeito, verbo, predicado, lógica e conexão com o famoso PowerPoint do procurador Deltan Dallagnol. Lula tem como negá-las com a mesma força? Depois de tudo que os Odebrecht relataram sobre a conta pessoal que Antonio Palocci gerenciava para Lula na empreiteira (que não era banco...), de todos os detalhes de Léo Pinheiro sobre a participação direta do ex-presidente nos esquemas e das declarações de Duque de que ele era o chefe, o grande chefe, o “nine” que sabia de tudo e comandava tudo, a situação de Lula é delicadíssima. Seus seguidores se recusam não apenas a acreditar, mas até a ouvir. Logo, seus 30% nas pesquisas, decisivos num primeiro turno, podem não cair um único ponto. Mas o resto da sociedade não é cega, surda e muda às revelações. Logo, seus 45% de rejeição, fatais num segundo turno, podem aumentar. E a questão principal é jurídica, porque a força-tarefa tem dúvida zero sobre o papel de Lula no maior esquema de corrupção do planeta. A nossa Petrobrás foi fatiada: Nestor Cerveró roubava para o PMDB, Paulo Roberto Costa, para o PP, e Duque, para o PT. Incluindo o detalhe de Paulo Bernardo se referir a Lula com o gesto de cofiar a barba, Duque conta que a propina original de um negócio bilionário seria de 1%, dividido meio a meio entre o PT e “a casa” (diretores e gerentes corruptos), mas o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, foi bater o martelo com Palocci e ele não topou. Ficou assim: 2/3 para o PT, 1/3 para “a casa”. E, quando a Lava Jato estourou, Lula deu uma ordem a Duque: se tivesse provas, era para não ter. Lula se compara a “uma jararaca”, mas é um encantador de serpentes, com inteligência privilegiada, sacadas rápidas, respostas cortantes, um carisma que dez entre dez políticos invejam. Esse instrumental será de enorme valia na quarta-feira, quando, do outro lado, estará Sérgio Moro, um juiz bem mais jovem, sem traquejo de palanques e embates políticos. Algo, porém, pode reequilibrar o jogo: “contra fatos não há argumentos”. Moro se baseará só em delações ou terá mensagens, agendas, contas? E se limitará ao triplex de Guarujá, ou fará cruzamentos dos depoimentos que colocam Lula como presidente simultaneamente do País e dos esquemas? Por mais que Lula siga os advogados e a própria intuição para não responder a nada que fuja ao triplex, não estará ali só como réu, mas como o político mais popular da história recente e líder das pesquisas para 2018. Logo, não irá ouvir calado perguntas que dizem tudo. Nem fugirá do seu hábitat natural: o palanque. José Dirceu está solto enquanto a condenação em segunda instância não vem e Palocci deve ser mantido preso pelo plenário, nesta semana. Um era um executor do PT e do governo, já foi carimbado como o “chefe da quadrilha” no mensalão e condenado a três décadas no petrolão. O outro caiu da Fazenda com Lula, caiu da Casa Civil com Dilma e surge na Lava jato como um gerentão não de um partido, mas das contas de um presidente da República. Sem querer reduzir a importância de Dirceu e Palocci, os dois tinham muito poder, mas não atuavam sozinhos nem da própria cabeça. A força-tarefa suspeita, e os principais atores desse drama confirmam, que eles tinham um comandante, um cérebro, e vai ficando cada vez mais cristalino quem era. Vamos ver o que Lula tem a dizer, além da tradicional vitimização política.

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Lula ‘tinha conhecimento de tudo’, diz ex-diretor da Petrobras ao juiz Sérgio Moro

Renato Duque foi reinterrogado pelo juiz da Lava Jato nesta sexta-feira (5) em processo da operação envolvendo o ex-ministro Antonio Palocci. Defesa do ex-presidente diz que Duque 'fabrica acusações'. (G1) O ex-diretor da Petrobras Renato Duque acusou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter recomendado que destruísse provas da propina recebida por petistas fora do Brasil no escândalo do Petrolão. Em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro nesta sexta-feira (5), ele também relatou três encontros com o ex-presidente, entre 2012 e 2014, quando já não trabalhava mais na estatal e Lula não era mais presidente. De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, Duque foi indicado pelo Partido dos Trabalhadores para a diretoria de Serviços, área responsável por grande parte da propina de contratos da Petrobras destinada ao partido. Até esta sexta, Duque havia se mantido em silêncio sobre seu papel na estatal. Foi a primeira vez que ele falou sobre o esquema a Moro. Duque disse que encontrou Lula em 2012, 2013 e 2014. “Nessas três vezes, ficou claro, muito claro pra mim, que ele tinha o pleno conhecimento de tudo e detinha o comando”, afirmou Duque. Os advogados do ex-presidente Lula afirmam que o depoimento de Renato Duque é uma tentativa de fabricar acusações ao ex-presidente. "Como não conseguiram produzir nenhuma prova das denúncias levianas contra o ex-presidente, depois de dois anos de investigações, quebra de sigilos e violação de telefonemas, restou aos acusadores de Lula apelar para a fabricação de depoimentos mentirosos". Leia a nota completa no fim da reportagem. O ex-diretor de Serviços da Petrobras foi ouvido pelo juiz Sérgio Moro em uma ação penal da Operação Lava Jato que apura se o ex-ministro Antonio Palocci recebeu propina para atuar a favor da Odebrecht. A denúncia trata de pagamentos feitos para beneficiar a empresa SeteBrasil, que fechou contratos com a Petrobras para a construção de 21 sondas de perfuração no pré-sal. Duque já foi condenado a mais de 50 anos de prisão em quatro ações da Lava Jato e é réu em pelo menos outros seis processos decorrentes da operação que estão em andamento na 13ª Vara Federal de Curitiba.

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Na contramão do mercado internacional, Petrobras decide aumentar preço da gasolina e do diesel

A partir de sexta, o preço do diesel nas refinarias deve aumentar em 4,3% e o da gasolina em 2,2%, em média São Paulo – O Grupo Executivo de Mercado e Preços da Petrobras decidiu nesta quinta-feira aumentar o preço do diesel nas refinarias em 4,3 por cento e o da gasolina em 2,2 por cento, em média, a partir de sexta-feira. “A decisão é explicada principalmente pela elevação dos preços dos derivados nos mercados internacionais desde a última decisão de preço, que mais que compensou a valorização do real frente ao dólar…”, disse a estatal em nota. Câmbio e preços internacionais do petróleo e derivados estão entre as principais variáveis avaliadas pela Petrobras para decidir sobre o tema. “É preciso destacar ainda que o comportamento dos preços de derivados foi marcado por volatilidade nos mercados internacionais em resposta a evento geopolítico, como o ocorrido na Síria”, disse a empresa. Segundo a Petrobras, a decisão também levou em conta ajustes na competitividade da empresa no mercado interno. A Petrobras reafirmou também a sua política de revisão de preços pelo menos uma vez a cada 30 dias. “Os novos preços continuam com uma margem positiva em relação à paridade internacional, conforme princípio da política anunciada, e estão alinhados com os objetivos do plano de negócios 2017/2021”, destacou a estatal. Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas pela Petrobras nas refinarias podem não se refletir no preço final ao consumidor, o que dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e postos revendedores, lembrou a empresa na nota. Se o ajuste feito for todo repassado ao consumidor, o diesel pode subir 2,9 por cento, ou cerca de 0,09 real por litro, em média, e a gasolina, 1,2 por cento, ou 0,04 real por litro. No final de março, a empresa havia decidido manter estáveis os valores do diesel e da gasolina.

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O rombo é muito maior! PF estima que prejuízo da Petrobras com corrupção pode ser de R$ 42 bi

Estatal aponta oficialmente, até o momento, rombo de R$ 6 bi em propina. Lava Jato desvendou esquema de desvio de dinheiro na petrolífera. O prejuízo causado pelas irregularidades na Petrobras descobertas pela Operação Lava Jato pode chegar à casa dos R$ 42,8 bilhões, de acordo com o laudo de perícia criminal anexado pela Polícia Federal (PF) em um dos processos da operação. A Lava Jato investiga um esquema criminoso de corrupção, desvio e lavagem de dinheiro envolvendo funcionários de alto escalão da petrolífera, diretores das maiores empreiteiras do país e operadores. Ainda conforme a investigação, as empreiteiras se organizavam em cartel para vencer licitações e se beneficiar de aditivos aos contratos. Essas empresas pagavam propina a diretores e gerentes da Petrobras, operadores e a partidos políticos como PP, PT e PMDB por doação eleitoral. As legendas negam que tenham recebido dinheiro ilícito.

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Arriégua! Dinheiro do “Petrolão” serviu até para pagar programas com mulheres de luxo!

O dinheiro desviado pela Petrobras pelo esquema de corrupção investigado pela Lava Jato não foi apenas financiado para a compra de helicópteros, carros importados e lanchas. A quantia também foi utilizada para pagar serviços de prostituição de luxo com “famosas” da TV para políticos e diretores da estatal. As informações são da Folha de S. Paulo. Os indícios foram relatados por delatores da Lava Jato à Polícia Federal e ao Ministério Público. O doleiro Alberto Youssef e seu emissário Rafael Angulo Lopez explicaram a história após terem sidos questionados sobre expressões usadas nas planilhas, nas quais anotavam o fluxo do dinheiro no esquema. O controle dos dois delatores mostra que, só em 2012, foram gastos cerca de R$ 150 mil para financiar acontratação de garotas de programa, algumas delas conhecidas pela exposição em programas televisivos, capas de revistas e desfiles de Carnaval. De acordo com a Folha, colaboradores explicaram que as quantias associadas aos termos “Monik” e “Artigo 62″ nas planilhas eram destinadas ao pagamento das mulheres, que cobravam até R$ 20 mil por programa. “Artigo 62″ era uma referência ao número do endereço de uma prostituta conhecida como “Jô”, que agenciava os programas para os políticos e dirigentes da Petrobras. Nas planilhas, há vários lançamentos de R$ 5 mil e R$ 10 mil ligados ao termo.

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