A hora e a vez de Lobão? Justiça Federal aceita a primeira denúncia contra ele, por propina

Se é verdade que a Justiça tarda, mas não falha – nem que seja a Divina -, parece que, agora, começa a ruir a casa do ex-deputado federal, ex-governador, ex-senador e ex-ministro do governo federal, o maranhense Edison Lobão. Notícia que já vem antecipada desde sábado (19) pela Revista IstoÉ e ontem repercutida pela mídia nacional, até mesmo pelo noticiário da TV Mirante, a Justiça Federal aceitou denúncia da força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná contra Lobão pai e outros cinco investigados por corrupção no contrato de construção da Usina de Belo Monte. Edison Lobão já está velho e, dificilmente, será punido pelos crimes de que é acusado, já que, além dessa ação, mais cinco inquéritos foram abertos contra ele no âmbito federal, e só agora a primeira denúncia é aceita. A acusação formal do Ministério Público Federal também alcança o filho Márcio Lobão e a nora Marta Lobão e relata pagamento ilícitos, entre 2011 e 2014, no valor de R$ 2,8 milhões, por intermédio do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. Além de receber a denúncia, a 13.ª Vara da Seção Judiciária de Curitiba também determinou o arresto e o sequestro de R$ 7.873.080,00 de bens e ativos financeiros em nome de Edison Lobão, Márcio Lobão e Marta Lobão. A acusação também atinge Ailton Reis, Antonio Carlos Blando e Augusto Roque. Segundo a Procuradoria da República, as empresas do Consórcio Construtor Belo Monte, entre elas a Odebrecht, “se comprometeram a efetuar pagamentos de propina na razão de 1% do valor do contrato de construção da Usina de Belo Monte para políticos do PT e MDB”. A denúncia aponta que os valores da propina foram divididos de modo que 45% ficassem com integrantes do PT, 45% com integrantes do MDB e 10% com Antônio Delfim Netto. Os procuradores afirmam que R$ 2,8 milhões de propina da Odebrecht foram direcionado a Edison Lobão e Márcio Lobão. À época dos supostos pagamentos, Edison Lobão era ministro de Minas Energia, e, por isso, solicitou a propina de Belo Monte. O advogado de defesa de Lobão, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, emitiu nota (íntegra abaixo), afirmando que a acusação não se sustenta, visto que baseada apenas em declarações de delatores.

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Epa! Executivo da Odebrecht na Venezuela diz ter dado 35 milhões de dólares a Maduro

Ex-procuradora-geral Luisa Ortega, destituída pelo chavismo, divulga vídeo com parte da delação de Euzenando de Azevedo A ex-procuradora-geral Luisa Ortega Díaz, destituída do cargo neste ano após romper com o regime chavista, publicou em sua conta de Twitter um vídeo em que Euzenando de Azevedo, principal executivo da empreiteira Odebrecht no país, admite ter dado 35 milhões de dólares (158,6 milhões de reais) à campanha eleitoral do presidente Nicolás Maduro, em 2013. Maduro, segundo essa versão, teria enviado um representante, chamado Américo Mata, para coordenar com o Azevedo o montante e a entrega da ajuda para Maduro, que disputava a eleição de abril daquele ano como indicado do falecido presidente Hugo Chávez. Azevedo se beneficiou de um acordo de delação premiada feito na Justiça brasileira. Seu depoimento foi tão explosivo quanto o da ex-procuradora Ortega Díaz, que escapou a Venezuela após sofrer uma implacável perseguição do regime e foi a Brasília apresentar uma denúncia de corrupção contra o número dois do chavismo, Diosdado Cabello. Sempre segundo sua versão, o poderoso vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) teria recebido 100 milhões de dólares em subornos, depositados na empresa de dois primos na Espanha. Essas revelações foram feitas no fim de julho, às vésperas da polêmica eleição da Assembleia Nacional Constituinte convocada por Maduro, mas voltaram a ganhar força agora por ser a primeira vez que um vídeo com a delação de Azevedo é divulgado.

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PF prende ex-presidente da Petrobras e do BB, braço direito de Dilma, por propina

O ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine foi preso na 42ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (27) no Distrito Federal, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. Suspeito de receber R$ 3 milhões da Odebrecht, Bendine foi preso em Sorocaba (SP). A ação foi batizada de Cobra. A PF prendeu outras duas pessoas, que são suspeitas de operar a propina da empreiteira para Bendine: os irmãos André Gustavo Vieira da Silva e Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior, sócios em uma agência de publicidade, a Arcos Propaganda. O MPF afirma que, quando comandava o Banco do Brasil, Bendine pediu R$ 17 milhões à Odebrecht para rolar uma dívida da empresa com a instituição, mas não recebeu o valor. Na véspera de assumir a Petrobras, pediu mais R$ 3 milhões para não prejudicar os contratos da estatal com a empreiteira. O valor foi pago em 2015. Naquele ano, Bendine era braço direito da então presidente Dilma Rousseff. E havia deixado o banco com a missão de acabar com a corrupção na petroleira, alvo da Lava Jato. Mas, segundo delatores da Odebrecht, ele já cobrava propina no Banco do Brasil e continuou cobrando na Petrobras.

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Deus nosso! Mapa do esquema da Odebrecht atinge os 26 Estados brasileiros e o Distrito Federal!!!

Nomes da lista do ministro Edson Fachin, do STF, e pedidos de inquéritos remetidos a outras instâncias dão a dimensão da corrupção delatada pela empreiteira O Estado de S.Paulo* Não é exagero dizer que a Odebrecht corrompeu todo o Brasil. Os 26 Estados do País e o Distrito Federal têm políticos locais na lista do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), ou receberam pedidos de investigação relacionados ao acordo de colaboração. Se antes Paraná, Rio, São Paulo, Pernambuco, a Justiça Federal e as cortes superiores no Distrito Federal conduziam inquéritos relacionados à operação, no pós-Odebrecht 20 Estados e o Distrito Federal terão células da Lava Jato em busca de esclarecer fatos narrados pelos executivos da empreiteira baiana. Ao encaminhar petições ao Supremo com base nas revelações da Odebrecht, no mês passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou que mais de 200 casos fossem remetidos a outras instâncias judiciais. Há menções a ex-prefeitos, prefeitos e deputados estaduais, por exemplo. Para considerar a capilaridade das delações da Odebrecht pelo País, o Estado contabilizou não apenas os locais que receberão as solicitações de investigação, como regiões que têm políticos na mira, ainda que os inquéritos tramitem em Brasília. Esse é o caso de Roraima, por exemplo, que não receberá trechos da delação para analisar, mas elegeu o senador Romero Jucá (PMDB), que será investigado no Supremo. Com a profusão das investigações, as colaborações da Odebrecht podem provocar efeito cascata. Cada inquérito poderá levar a novos fatos, conforme o Ministério Público avançar nas apurações. Também por causa dos desdobramentos, o esquema de corrupção relatado pela Odebrecht deve arrastar as investigações e influenciar as disputas eleitorais em 2018. ACESSE "LEIA MAIS" E VEJA O MAPA DA CORRUPÇÃO ENTRANHADA E ALASTRADA POR TODO O PAÍS...

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Caixa 2, sítio em Atibaia e Angola: as acusações contra Lula enviadas a Sérgio Moro

O relator da Operação Lava Jato no Supremo, ministro Edson Fachin, remeteu ao juiz Sérgio Moro cinco pedidos de investigação contra o ex-presidente Lula. As petições se referem à suposta atuação do petista para favorecer o Grupo Odebrecht em Angola, a pagamentos de palestras ao ex-presidente feitos pela empresa e considerados suspeitos e à reforma feita pela empresa de um sítio em Atibaia, de uso da família Lula, além de pagamentos para facilitar a aprovação de uma Medida Provisória que beneficiaria a empreiteira e o suposto pagamento de uma espécie de mesadaao irmão de Lula pela empresa. Os novos pedidos aumentam a pressão sobre o petista, que já é réu em cinco processos, sendo três no âmbito da Operação Lava Jato. Um quinto pedido de abertura de investigação de Lula enviado ao Paraná envolve também Dilma Rousseff. Delatores afirmaram que Lula teria se comprometido a melhorar a relação entre o Grupo Odebrecht e a então presidenta petista em troca do apoio da empreiteira à empresa do filho de Lula, Luís Cláudio da Silva. Fachin remeteu à Justiça de São Paulo uma sexta petição envolvendo Lula. Trata-se da suspeita de caixa 2 para beneficiar a campanha do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Os valores teriam sido enviados ao marqueteiro João Santana, por intermédio de Lula, em contrapartida à aprovação de medidas legislativas favoráveis aos interesses da empreiteira e benefícios fiscais para a companhia na cidade de São Paulo.

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A nação sob suspense: delações da Odebrecht chegam ao STF,  nesta segunda-feira
O ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, é um dos 77 executivos da empreiteira que foram ouvidos pelo Ministério Público Federal

A nação sob suspense: delações da Odebrecht chegam ao STF, nesta segunda-feira

Ministro Teori Zavascki é quem deve analisar o conteúdo dos depoimentos. Mas só depois do recesso judiciário, em fevereiro. Muito tempo para muita coisas vazar para a mídia... O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve encaminhar o conteúdo de quase uma centena de delações premiadas dos 77 executivos da empreiteira Odebrecht ao Supremo Tribunal Federal (STF) ainda nesta segunda-feira – último dia antes do recesso do Judiciário. Segundo o jornal O Globo, os arquivos, documentos e pen drives serão analisados apenas na volta do recesso, em fevereiro, pelo relator da Operação Lava Jato na Corte, ministro Teori Zavascki, mas já em janeiro ele deve ouvir os delatores e advogados para saber se foram ou não coagidos a delatar. Depois, o ministro pode homologar os depoimentos, enviando-os ao Ministério Público Federal, para que possam abrir novas investigações. Ou então, ele pode devolver parte do material a Janot, caso ache que ele deva ser complementado. De acordo com o jornal, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, baixou algumas orientações, assim que soube do envio do material. Ela determinou a criação de uma força-tarefa para ajudar o ministro Teori Zavascki. Ele terá um reforço de pessoal e de espaço físico para trabalhar. Somente o relator e seus juízes auxiliares terão acesso ao material e a uma sala-cofre, onde ficarão guardados os documentos impressos e digitais. Uma das delações, a do ex-executivo Cláudio Melo Filho, envolve a cúpula do governo Michel Temer. Em depoimento ao Ministério Público Federal, Melo Filho disse que entregou 10 milhões de reais em espécie no escritório do advogado José Yunes, amigo e ex-assessor especial de Temer

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Lava Jato: Sarney e Roseana listados em planilha da Odebrecht

Documentação apreendida pela PF mostra pagamentos a pelo menos 200 políticos de praticamente todos os partidos O ex-senador José Sarney (PMDB) e a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) são citados na lista apreendida na residência do presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa Silva Junior, o BJ. O material foi coletado pela Polícia Federal durante as investigações da 23ª fase da Operação Lava Jato. Roseana é citada como beneficiária de pagamentos da ordem de R$ 540 mil, ocorridos no dia 14 de setembro de 2010, durante a campanha eleitoral. A Lava Jato não confirma se os repasses ocorreram de forma ilegal, mas na prestação de contas eleitorais da ex-governadora não estão listadas transferências desses valor no dia 14 de setembro. Nem mesmo por meio do comitê financeiro único ou do diretório nacional do PMDB. Mas os policiais não descartam a possibilidade de que os valores possam ter sido passados de forma fracionada aos políticos. O ex-presidente também é apontado como beneficiário de repasses da Odebrecht, no valor de R$ 100 mil. Para Sarney, que é identificado com “escritor”, a transferência teria ocorrido em São Luís. A data do possível repasse não é apontada pela planilha da empreiteira.

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Epa! Grampo mostra conversa entre executivo da Odebrecht e Lula sobre BNDES

A Polícia Federal citou o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos autos da Operação Lava jato sobre a empreiteira Odebrecht. Em relatório final de interceptação telefônica da Operação Erga Omnes, 14ª fase da Lava Jato, a PF informa ao juiz federal Sérgio Moro que o ex-presidente conversou com o executivo Alexandrino de Salles Ramos Alencar, da empreiteira Odebrecht no dia 15 de junho de 2015. Quatro dias depois do telefonema, Alexandrino Alencar foi preso com o presidente da maior empreiteira do País, Marcelo Bahia Odebrecht. Segundo o relatório, Lula estaria preocupado com 'assuntos do BNDES'. A PF não grampeou o ex-presidente. Os investigadores monitoravam os contatos do executivo, por isso a conversa foi gravada. "Outro contato considerado relevante ocorreu em 15 de junho de 2015 às 20:06, entre Alexandrino Alencar e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nele ambos demonstram preocupação em relação aos assuntos do BNDES referindo-se também a um artigo assinado por Delfim Netto que seria publicado no dia seguinte sobre o tema. Alexandrino disse também que Emilio (Emilio Odebrecht) teria gostado da nota que o Instituto Lula ( … " criado pelo ex-presidente em 2011, depois que ele deixou o governo, para trabalhar pela erradicação da fome no mundo, aprofundar a cooperação com os países africanos e promover a integração latino-americana, entre outros objetivos") teria lançado depois da divulgação do laudo pericial acerca da contabilidade da empresa Camargo Corrêa, que teria doado três milhões de reais ao Instituto entre 2011 e 2013 e efetuado pagamentos a Lils Palestras Eventos e Publicidade LTDA na ordem de R$ 1,5 milhão no mesmo período", assinalou o delegado federal Eduardo Mauat da Silva, que integra a força-tarefa da Lava Jato. O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é alvo de uma CPI no Congresso, que investiga suspeitas de empréstimos contrários ao interesse público feitos durante as gestões de Lula e da presidente Dilma Rousseff - 2003 a 2015.

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