Racismo: Brasil termina de ganhar o seu “George Floyd”. A vítima é um menino de 5 anos!

O Brasil se mira em seu espelho mais cruel nesta semana com a comoção provocada pela morte de Miguel Otávio, de 5 anos, que caiu do nono andar de um edifício de luxo no Recife onde sua mãe, a empregada doméstica Mirtes Renata, trabalhava. Na terça-feira, a criança estava sob os cuidados da patroa de Mirtes, que deixou o menino andar sozinho de elevador, como mostram as imagens do circuito interno do prédio. Miguel decidiu descer em um dos andares e a tragédia aconteceu. "Houve comportamento negligente", afirmou o delegado Ramón Teixeira, responsável pelo caso. A morte da criança negra por negligência da patroa branca —que não havia liberado a empregada doméstica durante a quarentena— encarna a tragédia do racismo e do classismo, frisam ativistas em pleno debate mundial da opressão dos negros. Uma manifestação em homenagem a Miguel está prevista para esta sexta-feira, enquanto cresce o clamor pela punição da patroa, que responderá pelo crime em liberdade após pagamento de fiança. "Temos que tomar muito cuidado porque, quando for a babá negra cuidando da criança, vão legitimar os discursos para homicídio doloso”, argumenta a advogada criminalista Priscila Pamela dos Santos, integrante do IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa).

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Justiça! Em Igarapé Grande, médico é condenado por negligência

O titular da Comarca de Igarapé Grande, juiz Marcelo Moraes Rêgo de Souza, condenou, em sentença expedida no último dia 12, o médico Francisco Rodrigues Uchôa a dois anos de prestação de serviços à comunidade e pagamento de multa. As penas substituem a pena inicial de dois anos de detenção, em regime aberto. O médico foi condenado por homicídio culposo decorrente de negligência no atendimento a uma criança de onze meses durante o plantão do profissional no hospital municipal da comarca, no dia 15 de janeiro de 2007. A prestação de serviço deve se dar por oito horas semanais, em entidade a ser indicada em audiência a ser realizada após o trânsito em julgado da sentença. A multa a ser paga pelo médico, no valor de cento e cinqüenta salários mínimos atuais (R$ 788,00), deve ser revertida aos pais da vítima. A sentença, que atende à Ação Penal interposta pelo Ministério Público Estadual, foi prolatada durante os trabalhos de correição realizados na comarca. Devido ao recesso do Poder Judiciário, intimação, publicação no Diário da Justiça e contagem de prazos só acontecem após o próximo dia 20, quando se encerra o recesso do Judiciário.

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