Como as medidas contra o coronavírus estão fazendo a Terra vibrar menos

BBC News Mundo A Terra está em pausa. Enquanto nós, humanos, enfrentamos o medo e o caos da pandemia de coronavírus, o planeta apresenta uma quietude incomum. As medidas de confinamento que se espalharam pelo mundo fizeram bilhões de pessoas ficarem em casa. É um acontecimento sem precedentes, cujas consequências os cientistas estão começando a medir. As ruas estão vazias, as lojas fechadas, os carros estacionados. Tudo isso reduziu o que os geólogos chamam de "ruído sísmico" gerado pelos seres humanos. É o termo usado para descrever as vibrações que nossas atividades diárias causam na crosta terrestre. O que está ocorrendo? O que acontece pode ser comparado a várias pessoas pulando em um colchão ao mesmo tempo... e, de repente, todos param. O fenômeno foi registrado por Thomas Lecocq, um sismólogo no Observatório Real da Bélgica. Há três semanas, quando as medidas de contenção foram implementadas, Lecocq começou a perceber que seus equipamentos indicavam uma drástica diminuição nas vibrações. "Tudo está calmo e as estações sísmicas também sentem essa tranquilidade", diz Lecocq à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC. O sismólogo observou o efeito em Bruxelas, mas desde que publicou suas medições, ele começou a receber relatos de que algo semelhante está acontecendo em várias partes do mundo.

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Pedofilia e rituais em cemitérios, a cara oculta dos curadores do jogo Baleia Azul

Operação da Polícia do Rio prende os cinco supostos responsáveis por guiar adolescentes em um jogo virtual que incita a automutilação e os leva até ao suicídio. Mateus, de 23 anos, foi acordado pela polícia na última terça-feira às seis da manhã. Morador de uma comunidade da Baixada Fluminense, pobre região na área metropolitana do Rio, era o alvo principal de uma operação que procurava os responsáveis pelo Baleia Azul, um macabro jogo virtual que, em 50 desafios, incita jovens à automutilação e ao suicídio. No mesmo dia, mais quatro jovens foram presos em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A operação, comandada pela Delegacia de Repressão a Crimes de Informática do Rio, revelou ainda as sombras dos supostos líderes do jogo. Além de guiar jovens vulneráveis em processos autodestrutivos e cobrar imagens que provassem a superação de cada etapa, alguns dos curadores estariam usando o material com fins de pedofilia. Os presos, que podem responder por formação de quadrilha, lesão corporal ou até por homicídio, são considerados curadores, figura chave no jogo virtual, cuja origem, cheia de lendas e meias verdades, foi identificada na Rússia. São os curadores quem propõem à vítima o uso de objetos cortantes para escrever códigos, cortar os lábios ou desenhar uma baleia no antebraço usando uma gilete como pincel para, depois, exigir o envio de fotos que provem a realização dos objetivos. No caso das meninas, ainda eram pedidos registros delas em suas roupas íntimas mostrando as lesões. São os curadores quem marcam a data e a forma com a qual o jovem terminará com sua vida, às vezes se atirando de algum lugar, outras ingerindo quantidades absurdas de remédios. Ainda sonolento, Mateus se descreveu para os policiais que entraram na sua casa como “um dos curadores mais conhecidos do Rio”. “Sempre aconselhei eles a não se matarem” disse, ainda sentado na cama. “Mas uma vez que entravam no jogo não tinham alternativa”. Cabia ao curador também ameaçar as vítimas, induzi-las a acreditar que sabiam tudo sobre sua vida após hackear seus computadores, embora não tivessem nenhuma intenção ou poder de atacá-las. Jovens que participaram do jogo relataram que foram ameaçados pelos organizadores quando quiseram sair. "Eu sei como fazer você voltar a jogar, e as pessoas a sua volta é que vão sofrer", recebeu uma das vítimas no Rio, cujo curador ainda não foi preso.

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Filho da… Donald Trump enterra esforço global para deter mudança climática!!!

Retirada dos EUA do Acordo de Paris foi anunciado nesta quinta-feira na Casa Branca Os Estados Unidos deixaram de ser um aliado do planeta. Donald Trump deu rédea solta hoje aos seus impulsos mais radicais e decidiu romper com o “debilitante, desvantajoso e injusto” Acordo de Paris contra as alterações climáticas. A saída do pacto assinado por 195 países assinala uma linha divisória histórica. Com o ato, o presidente da nação mais poderosa do mundo não apenas vira as costas à ciência, aprofunda a fratura com a Europa e menospreza sua própria liderança como também, diante de um dos desafios mais inquietantes da humanidade, abandona a luta. A era Trump, obscura e vertiginosa, já começou. O sinal é inequívoco. Depois de ter rejeitado o Aliança do Pacífico (TPP) e imposto uma negociação rude com o México e o Canadá no Acordo de Livre Comércio, o presidente abriu a porta que muitos temiam. De nada serviu a pressão das Nações Unidas, da União Europeia ou de gigantes da energia como Exxon, General Electric e Chevron. Nem sequer o grito unânime da comunidade científica foi ouvido. Trump colocou a lupa nos “interesses nacionais” e consumou a virada isolacionista a um acordo referendado por todo o planeta, exceto por Nicarágua e Síria. “Cumpri minhas promessas uma após a outra. A economia cresceu e isso está apenas começando. Vamos crescer e não vamos perder empregos. Pela gente deste país saímos do acordo. Estou disposto a renegociar outro favorável aos Estados Unidos, mas que seja justo para os trabalhadores, contribuintes e empresas. É hora de colocar Youngstown, Detroit e Pittsburgh à frente de Paris”, bradou Trump. É a doutrina America First (América Primeiro). Essa mensagem, mistura de patriotismo econômico e xenofobia, o levou à Casa Branca – contra todas as previsões. Trump apela para esse amálgama sempre que vê sua estabilidade ameaçada. Como agora. Acossado pelo escândalo da trama russa, submetido à pressão das pesquisas de opinião, fustigado pelos grandes meios de comunicação progressistas, desferiu um direto no mundo com a esperança de encontrar o aplauso de seus eleitores mais fiéis, essa massa branca e empobrecida que culpa a globalização por todos os seus males. “Fui eleito para representar os cidadãos de Pittsburgh, não de Paris. Não se pode colocar os trabalhadores em risco de perder seus empregos. Não podemos estar em desvantagem permanente”, disse Trump.

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Ciberataque: o vírus WannaCry e a ameaça de uma nova onda de infecções

Polícia europeia confirma 200.000 vítimas e 150 países afetados pelo 'ransomware' O ciberataque descomunal que começou na sexta-feira não deixou de crescer e, o que é pior, as vítimas do sequestro em grande escala de arquivos em todo o planeta aumentarão a partir de segunda-feira, “quando as pessoas ligarem o computador no trabalho”, afirmou o diretor da Europol, Rob Wainwright, durante uma entrevista neste domingo à emissora britânica ITV. Nos três dias de ciberataque foram registradas mais de 200.000 vítimas, principalmente empresas, em pelo menos 150 países. Do Japão aos Estados Unidos e da Rússia a Botsuana. “Realizamos operações contra 200 ciberataques por ano, mas nunca tínhamos visto nada assim”, disse o chefe da Europol, que confessou que desconhece a identidade dos responsáveis. O ataque cibernético global de ransomware (resgateware, no qual os invasores cobram dinheiro para liberar os computadores atacados), um tipo de código malicioso que criptografa os arquivos do computador de modo a transformá-lo em um refém para solicitar um resgate financeiro, estava controlado desde sábado à tarde, segundo Vicente Díaz, analista da empresa russa de segurança cibernética Kaspersky. A Europol — que repetiu que o ataque não tem precedentes — voltou neste domingo a colocar o mundo em alerta por um possível aumento de vítimas e afetados a partir de segunda-feira de manhã. Wainwright indicou que as autoridades que lutam contra os crimes cibernéticos trabalham com a hipótese de que o ataque de sexta-feira foi perpetrado por criminosos, não por terroristas. Uma de suas recomendações é não pagar qualquer resgate, e, na verdade, a agência policial afirma que os hackers receberam uma quantidade “consideravelmente baixa” de pagamentos em forma de recompensa para desbloquear os computadores. Não foi especificada uma quantia. O vírus infectou desde os equipamentos de 16 hospitais e centros de saúde do Reino Unido até a empresa Renault, na França, que foi obrigada a interromper a produção em várias unidades no país, passando pelo Ministério do Interior russo. Um dos escritórios financeiros ligados à Renault em Paris anunciou medidas iminentes de segurança tanto nos telefones celulares dos funcionários como nos computadores, segundo um dos funcionários que pediu para não dizer o nome.

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De guerras a robôs: Os 7 perigos que podem provocar uma catástrofe global

Da BBC Mundo Milhões de pessoas morreram em meados do primeiro milênio da era cristã, entre os anos de 541 e 542, por causa da Praga de Justiniano, uma doença que afetou o Império Bizantino e várias partes da Europa, Ásia e África. Séculos depois, dezenas de milhões de pessoas morreram devido à peste negra. Essa pandemia se espalhou pelo continente europeu entre os anos de 1347 e 1351 e causou um número de óbitos maior do que qualquer guerra ou epidemia ocorridas até aquele momento. A doença chegou até a China, parte do Oriente Médio e norte da África. Os dois eventos resultaram na morte de mais de 10% da população mundial da época. Segundo a definição usada pela consultoria Global Challenges Foundation (GCF), essas epidemias entrariam na categoria de catástrofe global. A GCF tem sede em Estocolmo, na Suécia, e se dedica a analisar as grandes ameaças mundiais. E, em seu relatório Riscos Catastróficos Globais 2016, afirma que o risco de uma calamidade desse tipo acontecer nos nossos tempos não pode ser menosprezado. "É fácil se deixar confundir pelas aparentemente baixas probabilidades de eventos catastróficos", afirma o relatório, acrescentando que as "pequenas probabilidades se combinam (...) no longo prazo". O documento da fundação faz uma análise dos sete principais riscos de uma catástrofe global. Veja quais são:

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Na Turquia, líderes mundiais concordam, sob comoção, em lutar contra terrorismo

Em comunicado, líderes mundiais reúnidos na cúpula do G20, na Turquia, afirmaram que vão tomar medidas contra a "circulação crescente de terroristas estrangeiros" no mundo. Essas medidas passarão pela "gestão das fronteiras" e o "reforço da segurança aérea". Entre elas, os chefes de Estado e de Governo do G20 preveem "uma partilha de informações operacionais, a gestão de fronteiras para detetar movimentações, medidas preventivas, e uma resposta judiciária apropriada". "Vamos trabalhar juntos para reforçar a segurança aérea internacional", segundo o mesmo documento assinado pelos países mais industrializados do mundo, como a Alemanha, os Estados Unidos, a Itália, a França ou o Canadá.

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Violência – Brasil é o quinto país com mais assassinatos de mulheres

Na última quarta-feira, o corpo da modelo Ana Carolina de Souza Vieira foi encontrado no apartamento em que ela morava no Sacomã, na zona sul de São Paulo. Ela tinha sido estrangulada pelo ex-namorado. Todos os dias, treze mulheres têm o mesmo destino de Ana Carolina: a taxa de 4,8 assassinatos de mulheres para cada 100.000 habitantes coloca o Brasil na quinta colocação do ranking mundial desse tipo de crime, atrás apenas de El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia. O retrato desse cenário está noMapa da Violência 2015: Homicídio de mulheres no Brasil, elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) e lançado nesta segunda-feira. Ele mostra que nos últimos dez anos o número de mulheres assassinadas passou de 3.937 para 4.762, um crescimento de 21%. Uma em cada três desses crimes foram cometidos por atuais ou ex-companheiros. O modo como as mortes de mulheres ocorrem também reflete o peso da violência doméstica: menos da metade delas é por armas de fogo, e 27% acontecem dentro de casa. No caso dos homens, 73% são assassinados com armas, e apenas 10% na própria residência. As mortes de mulheres por estrangulamento ou com uso de objetos cortantes são duas vezes mais frequentes do que as masculinas, o que, segundo especialistas, indica os chamados "crimes de ódio".

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Modelo que foi coelhinha da “Playboy” é presa por envolvimento em 5 assassinatos
Facebook/Reprodução A modelo em foto publicada nas redes sociais: também acusada de roubos multimilionários

Modelo que foi coelhinha da “Playboy” é presa por envolvimento em 5 assassinatos

Uma modelo de 29 anos da Bósnia e Herzegovina foi presa acusada de envolvimento em cinco assassinatos e em uma série de roubos que somaram o equivalente a quase R$ 10 milhões. Atualmente como uma das participantes da versão sérvia do reality show "Survivor", Slobodanka Tosic já foi miss e até coelhinha da revista "Playboy" em seu país. De acordo com o site de notícias bósnio "Klix", a jovem foi detida na Croácia e, na sequência, extraditada pelas autoridades para a Bósnia e Herzegovina, onde uma investigação a ligou a um grupo de outras 32 pessoas acusadas de envolvimento nos crimes. Slobodanka é apontada como figura central nos assassinatos e roubos. Ela é namorada de um homem chamado Darko Elez, que já cumpriu pena por homicídio e assalto e que é apontado como líder de uma quadrilha brutal que atua em território bósnio.

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Facebook deixou site fora do ar para sanar maior pane ‘em mais de 4 anos’

Site teve que 'ser desligado' e saiu do ar por duas horas e meia no mundo. Empresa pediu desculpas; norte-americanos chegaram a ligar para polícia. (G1) Após ficar fora do ar durante a tarde desta sexta-feira (1º), o Facebook classificou o incidente que deixou a rede social fora do ar por duas horas e meia como a “pior interrupção” em mais de quatro anos. Para corrigir um erro, empresa teve de 'desligar' a rede social. “Essa é a pior interrupção que nós tivemos em mais de quatro anos, e nós queríamos nos desculpar por isso antes de tudo”, afirmou Robert Johnson, porta-voz do Facebook. O Facebook já havia pedido desculpas pela instabilidade que impediu usuários de acessar não somente a rede social mas também de entrar no aplicativo de fotos Instagram, que pertence à empresa. Recursos do Facebook, como os botões “curtir” e “recomendar”, presentes em sites de notícia também não funcionavam. A empresa também forneceu os detalhes técnicos que causaram a instabilidade.

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Homem mais alto do mundo, turco de 2,51 metros, casa-se com síria, de 1,75
AFP/AFP - O turco Sultan Kosen, o homem mais alto do mundo com 2,51 metros, na cerimônia do seu casamento com a síria Merve Dibo, em Mardin, na Turquia, em 27 de outubro de 2013

Homem mais alto do mundo, turco de 2,51 metros, casa-se com síria, de 1,75

(AFP/AFP) O turco Sultan Kosen, o homem mais alto do mundo com 2,51 metros, casou-se no domingo com uma síria em sua cidade natal de Mardin (sudeste), informou nesta segunda-feira a imprensa. O gigante de 31 anos casou com Merve Dibo, que tem 1,75 metro. "Estou contente de ter achado enfim alguém que me aceite e que me amará", declarou o recém-casado à imprensa. O vertiginoso crescimento do turco, reconhecido em 2011 pelo livro Guinness dos recordes mundiais como o homem mais alto do planeta, é produto de um tumor que afeta sua hipófise.

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