Estadão: Afilhado da família Sarney, novo presidente da Câmara é visto como “fraco” por colegas
Maranhão só saiu do ostracismo ao conceder recursos a favor de Cunha

Estadão: Afilhado da família Sarney, novo presidente da Câmara é visto como “fraco” por colegas

Muitos estão atribuindo o pouco caso que a mídia e parlamentares estão fazendo do deputado maranhense Waldir Maranhão (PP-MA) ao fato de ser maranhense e nordestino, o que seria uma avaliação preconceituosa à atuação dele. Hoje (06), o Jornal O Estado de São Paulo publicou matéria tachando-o de "afilhado da família Sarney", e que ele é visto como "fraco" pelos colegas da Câmara dos Deputados. Cheio de idas e vindas, Maranhão é conhecido como político que tira ao máximo proveito do seu mandato: em 2014, compôs a coligação que elegeu Flávio Dino governador e Roberto Rocha senador. O texto: filhado político da família Sarney, o deputado Waldir Maranhão (PP-MA) atuou até o momento à sombra de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Alçado à vice-presidência da Casa por um acordo com o PP em troca de apoio para eleger Cunha presidente, Maranhão é visto pelos colegas como um político hesitante, fraco, sem capacidade de decisão e que se submete à pressão. De perfil discreto e avesso a entrevistas, Maranhão só saiu do ostracismo ao conceder recursos a favor de Cunha. Suas decisões tumultuaram o andamento no Conselho de Ética do processo por quebra de decoro parlamentar contra o peemedebista. Com sua caneta, Maranhão destituiu o relator do caso, depois exigiu que o parecer prévio fosse votado mais uma vez para que os aliados de Cunha pudessem pedir vista. Recentemente, restringiu o escopo da investigação. A única vez que Maranhão não seguiu o aliado foi na votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, quando fez um discurso reforçando sua fidelidade a Cunha, mas votou contra o afastamento. O voto em apoio ao governo petista se deve ao fato de atualmente Maranhão ser próximo do governador de seu Estado, Flávio Dino (PC do B), e de ter esperança de disputar uma vaga no Senado. O deputado começou sua carreira política sob as bênçãos da família Sarney. Em uma gestão criticada, foi reitor da Universidade Estadual do Maranhão e, mais tarde, secretário de Ciência e Tecnologia no governo Roseana Sarney (PMDB), de 2009 a 2010. A ascensão de Maranhão não agrada a boa parte da Casa. Parlamentares dizem que sua fraqueza política tornará a Câmara ingovernável. "Ele será um Severino 2", prevê um líder partidário, comparando Maranhão ao ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti (PP-PE).

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