Marcelo Odebrecht confirma a Moro que Lula é o ‘amigo’ na ‘planilha da propina’
O cerco se fecha....

Marcelo Odebrecht confirma a Moro que Lula é o ‘amigo’ na ‘planilha da propina’

Empresário prestou depoimento nesta segunda-feira, em processo envolvendo o ex-ministro Antônio Palocci. Instituto Lula diz que ex-presidente não tem conhecimento com qualquer planilha. empresário Marcelo Odebrecht afirmou que o codinome “amigo” das planilhas da propina da empreiteira referia-se ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em depoimento prestado ao juiz federal Sérgio Moro, nesta segunda-feira (10). Foi o primeiro depoimento dele na Operação Lava Jato depois da assinatura do acordo de delação premiada. O empresário é testemunha no processo que investiga se o ex-ministro Antônio Palocci recebeu propina para favorecer a empreiteira. Odebrecht também disse no depoimento que “italiano” era Palocci e “pós-itália”, o ex-ministro Guido Mantega. O conteúdo dos interrogatórios, assim como as delações, está sob sigilo. A testemunha também citou uma doação ao Instituto Lula, em 2014, e a compra de um terreno que seria usado como sede do instituto. A obra acabou não realizada. O ex-presidente do Grupo Odebrecht afirmou também que Palocci intermediava pagamentos e assuntos de interesse da empresa com o PT.

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Pressão da família faz Marcelo Odebrecht aceitar a delação premiada
Isabela, mulher de Marcelo, pediu que aceitasse a delação

Pressão da família faz Marcelo Odebrecht aceitar a delação premiada

Quando foi preso, Marcelo fez um desabafo: tinham que mandar construir três celas - uma para ele e as duas outras para Lula e Dilma CARLOS NEWTON - Tribuna da Internet O empresário baiano Marcelo Odebrecht, aos 47 anos, tomou a mais difícil decisão de sua vida. Embora ainda considere que delatar é ato Isabela, mulher de Marcelo, pediu que aceitasse a delação indigno, e esta firme convicção ele mostrou ao enfrentar com altivez a CPI da Petrobras no Congresso, os mais recentes acontecimentos da política nacional fizeram com que acabasse mudando de opinião. A progressiva derrocada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua sucessora Dilma Rousseff, que estão sendo destruídos pelas revelações do ex-líder governista Delcídio Amaral e pelas gravações autorizadas pelo juiz Sérgio Moro, num processo sem reversão e que se agrava a cada dia, tudo isso levou o maior empreiteiro do país a se curvar diante das pressões da família, que nunca se conformou com sua intransigente recusa de aceitar a delação premiada. Quando foi preso, em 19 de junho de 2015, seu pai Emilio Odebrecht fez um desabafo, dizendo que teriam de mandar construir mais três celas – para ele, para o ex-presidente Lula e para a sucessora Dilma Rousseff.

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