Pressão após denúncia de assédio sexual cresce e Globo afasta José Mayer

“Mexeu com uma, mexeu com todas”. A frase, em letras garrafais, veio estampada na camiseta de pelo menos uma centena de funcionárias da TV Globo que chegaram para trabalhar nesta terça-feira nos estúdios da maior emissora do Brasil. As camisetas exprimiam apoio à denúncia de assédio sexual feita pela figurinista Susllem Tonani, de 28 anos, no último dia 31, contra o ator José Mayer. Pouco depois da manifestação das funcionárias, a Globo repercutiu em telejornais da emissora uma nota em que declarou a suspensão do ator por tempo indeterminado. Mayer, que na semana passada chegou a sugerir que Tonani estava confundindo as ações dele com as do personagem misógino Tião Bezerra, interpretado por ele, voltou atrás e pediu desculpas. Em carta, o ator, apesar de ser acusado de, nas palavras da figurinista, ter colocado “a mão na minha buceta e ainda ter dito que era seu desejo antigo”, disse que não teve “intenção de ofender, agredir ou desrespeitar”, mas admitiu que suas “brincadeiras de cunho machista ultrapassaram os limites do respeito”. MAIS INFORMAÇÕES Na retratação, que foi lida durante o Jornal Hoje, um dos maiores telejornais da emissora, Mayer ainda disse que é “fruto de uma geração que aprendeu, erradamente, que atitudes machistas, invasivas e abusivas podem ser disfarçadas de brincadeiras ou piadas”. “Aprendi nos últimos dias o que levei 60 anos para aprender”, continuou. “Eu preciso e quero mudar junto com ele”.

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Novo comandante da PM assinou manifesto contra Aluísio Mendes
Coronel Zanoni: antes formou com os revoltados com secretário

Novo comandante da PM assinou manifesto contra Aluísio Mendes

BLOG DO GARRONE A governadora Roseana Sarney resolveu fritar de vez o secretário de segurança, Aluísio Mendes, e nomeou para o comando da Polícia Militar do Maranhão o coronel Zanoni Porto, um dos cinco coronéis que em 18 de outubro assinou nota de repúdio contra o secretário. A nomeação de Zanoni aumentará o descompasso entre as cúpulas da secretaria de segurança e a Polícia Militar aumentando ainda mais os riscos de violência contra a população, hoje refém do crime organizado. Aliás, o clima de terror atingiu até mesmo os cadetes da PM. Nesta segunda-feira uma cadete se recusou a ir do quartel à UEMA no ônibus da polícia com medo de ser metralhada. Segundo informações repassadas ao blog, ele está presa no quartel da PM, no Calhau. A mudança de nomes no comando da PM não resolverá o grave problema da segurança no Maranhão, e será no máximo um choque de gestão com mais ou menos violência no combate à criminalidade no estado.

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