A reportagem bombástica do Intercept Brasil sobre vazamentos dos áudios da Lava-Jato

Pelo teor bombástico e pela reprecussão no Brasil e no exterior, reproduzimos a reportagem do site Intercept Brasil (the intercept.com) sobre os áudios vazados da Operação Lava-Jato. Pelo potencial explosivo das denúncias - e como fato histórico -, também serão publicadas outras matérias sobre a repercussão e eventuais providências. O título da primeira reportagem é: " Exclusivo: Procuradores da Lava Jato tramaram em segredo para impedir entrevista de Lula antes das eleições por medo de que ajudasse a ‘eleger o Haddad. Os textos são assinados por Glenn Greenwald e Victor Pougy. Segundo eles, em chats privados, procuradores reagiram indignados ao saber que o ex-presidente falaria à Folha e celebraram quando ação do Partido Novo impediu a entrevista. Segundo o relato e baseado em intercepção de mensagens eletrônicas, um extenso lote de arquivos secretos revela que os procuradores da Lava Jato, que passaram anos insistindo que são apolíticos, tramaram para impedir que o Partido dos Trabalhadores, o PT, ganhasse a eleição presidencial de 2018, bloqueando ou enfraquecendo uma entrevista pré-eleitoral com Lula com o objetivo explícito de afetar o resultado da eleição.

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Correndo perigo! Entenda como o PT deve conseguir isolar Ciro Gomes na última hora

Se as eleições de 2018 fossem uma partida de futebol, a decisão anunciada pelo PT na tarde de quarta-feira seria aquilo que os comentaristas chamam de "gol espírita": de última hora, a Executiva Nacional da sigla decidiu aumentar a contrapartida de apoio eleitoral ao PSB nos Estados. Como consequência, é provável que os socialistas escolham a neutralidade na disputa presidencial, neste fim de semana. Deixarão, portanto, de apoiar o candidato Ciro Gomes (PDT), visto pela cúpula do PT como possível rival da legenda na disputa pela hegemonia da esquerda - conforme análise publicada pela Reuters/BBC Se confirmado, trata-se de uma má notícia para o político cearense. Nas eleições deste ano, o PSB terá acesso a R$ 118,7 milhões do Fundo Eleitoral, montante que poderá ser usado para financiar campanhas. Em 2014, a sigla elegeu a sexta maior bancada na Câmara dos Deputados, com 34 representantes – este número será usado para calcular a fatia de cada partido no horário eleitoral. Para efeito de comparação, o PDT de Ciro terá acesso a R$ 61 milhões do Fundo, e o tempo de TV e rádio dos trabalhistas corresponde a 19 deputados federais. Se não fechar nenhuma coligação até o dia 15 de agosto, o pedetista acabará com pouco mais de 30 segundos no horário eleitoral da TV e do rádio.

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Condenado não será candidato, deixa claro o presidente do TSE, Luiz Fux, para tristeza dos petistas

Mesmo sem citar Lula, o presidente do TSE, Luiz Fux deixou claro na manhã desta terça-feira que condenados em segunda instância são inelegíveis. Durante um evento em uma escola em Salvador, o ministro disse que “um político enquadrado na Lei da Ficha Limpa não pode forçar uma situação, se registrando, para se tornar um candidato sub judice”, basicamente a estratégia do PT.  “No nosso modo de ver, o candidato condenado em segunda instância já é inelegível. É um candidato cuja situação jurídica já está definida. Não pode concorrer um candidato que não pode ser eleito”. Fux deixa a presidência da Corte no próximo dia 14, dando lugar para a ministra Rosa Weber.  Por sua vez, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou ao Supremo Tribunal Federal a recomendação de que seja rejeitada o recurso da defesa de Lula para o petista seja solto.

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Vários parlamentaes do PT querem acrescentar “LULA” ao seu nome político

No Maranhão, o deputado petista Zé Carlos da Caixa também está na relação dos que querem sofrer a mutação do seu nome parlamentar O deputado Zé Carlos da Caixa (PT-MA), os senadores Lindeberg Farias, Gleise Hoffman e vários outros petistas deram entrada em ofícios no Congresso Nacional (Câmara e Senado), solicitando a inclusão LULA no nome parlamentar de todos eles. Veja, como exemplo, o ofício de Lindberg encaminhado ao Senado. O INFORMANTE não conseguiu o ofício encaminhado pelo agora Zé Carlos LULA da Caixa à Câmara Federal. A notícia causou repercussão bastante negativa num grupo de Whaps App do curso de Direito, da Universidade Federal do Maranhão

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Após esperar pela decisão do STF, juiz Sérgio Moro decreta a prisão do ex-presidente Lula
HR SÃO PAULO/SP20/12/2017 - ENTREVISTA LULA POLITICA - Entrevista com o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, no Instituto Lula, na zona sul de São Paulo. Foto: HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO

Após esperar pela decisão do STF, juiz Sérgio Moro decreta a prisão do ex-presidente Lula

Ex-presidente tem até as 17 horas desta sexta-feira, 6, para se apresentar à Polícia Federal em Curitiba O Estado de São Paulo O juiz federal Sérgio Moro deu prazo até esta sexta-feira, 6, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para se apresentar "voluntariamente" à Polícia Federal em Curitiba, base da Operação Lava Jato. Em despacho desta quinta-feira, 5, Moro estipulou a Lula que se apresente até as 17 horas. Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do caso triplex do Guarujá. Na madrugada desta quinta, o petista sofreu revés no Supremo Tribunal Federal (STF), que negou habeas corpus preventivo movido pelo petista para poder recorrer em liberdade até a última instância contra a sentença na Lava Jato São Bernardo do Campo A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou há pouco que não há outro motivo para justificar a decisão do juiz Sergio Moro de emitir um mandado de prisão contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que “não seja a sua obsessão, ódio e rancor” ao ex-presidente. “Chega a ser doentio por parte do juiz Moro não observar prazos recursais que ainda temos diante do TRF-4, sequer esperar a publicação da decisão do STF. Isso é um atentado à democracia, aos direitos do presidente Lula”, afirmou a senadora. “Moro não conseguiu mostrar provas nem o crime que Lula cometeu”, acrescentou. (André Ítalo) 21h06 05/04/2018 O também pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) disse que acompanha com tristeza o que acontece com o "amigo Lula". "Espero que os próximos recursos possam estabelecer liberdade. Parte do País não consegue ver Justiça, muito menos equilíbrio em providência tão amarga. Enquanto isso, remanescem intocados notórios corruptos do PSDB", criticou.

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Julgamento do habeas corpus: STF define futuro de Lula; chefe do Exército diz repudiar ‘impunidade’

A análise do habeas corpus é decisiva para o futuro de Lula. Condenado a 12 anos e um mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), o petista já teve seus recursos negados na segunda instância da Justiça Federal e também não teve sucesso no HC enviado ao Superior Tribunal de Justiça. Atualmente, a liberdade do ex-presidente é garantida por um salvo-conduto concedido pelos ministros do Supremo. Às vésperas do julgamento do habeas corpus de Lula, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, escreveu no Twitter que a Força 'julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia'. Segundo o general, o Exército 'se mantém atento às suas missões institucionais'. Presidenciáveis se dividem sobre declarações do general. E, Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República, reagiu: 'Se for o que parece, outro 1964 será inaceitável'. O interesse pelo julgamento do pedido de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva hoje pelo Supremo Tribunal Federal (STF) cruzou o Atlântico e ganhou espaço nas principais publicações europeias. A Suprema Corte decide hoje se o petista poderá recorrer em seu processo em liberdade ou se poderá ser preso antes de esgotados os recursos às instâncias superiores. Sua condenação é de 12 anos e um mês de prisão. O jornal de economia britânico Financial Times, por exemplo, fez uma apresentação do tema num formato de perguntas e respostas sobre o "momento da verdade" para Lula, lembrado como um presidente de esquerda aclamado por seus esforços em reduzir a pobreza em um dos países mais desiguais do planeta. "Qualquer imagem do presidente (...) sendo colocado atrás das grades provavelmente chocará o mundo", traz o diário, ressaltando que seja qual for a decisão da Suprema Corte os brasileiros estarão divididos e que está em jogo o plano de Lula para disputar a eleição de outubro. A Bolsa deve iniciar os negócios em queda firme nesta quarta-feira. O mercado estará focado nesta tarde no julgamento de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Petistas em alerta! STF vai julgar habeas corpus de Lula nesta quinta-feira

O pedido, apresentado pelos advogados, tem o objetivo de evitar que ele seja preso quando se esgotarem os recursos do ex-presidente na segunda instância. O Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar, nesta quinta-feira, o habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra sua prisão. Na sequência do anúncio da decisão de pautar a decisão, o ministro Marco Aurélio Mello afirmou que desistiu de apresentar questão de ordem para obrigar a presidente da Corte, Cármen Lúcia, a pautar a prisão após condenação em segunda instância. Portanto, o que estará na pauta do STF não será a execução provisória da pena como um todo, mas o caso específico do ex-presidente. No pedido, Lula argumenta que há “risco iminente” de sofrer um “constrangimento ilegal” e, portanto, pede que os ministros concedam a ele a proteção para evitar que o juiz Sergio Moro determine a sua prisão, caso seus embargos de declaração sejam rejeitados pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). O TRF4 analisa o tema na próxima segunda-feira. A decisão de Cármen Lúcia evitou um constrangimento grande, que seria a apreciação da questão de ordem, e protelou uma resposta definitiva sobre a questão da prisão em segunda instância, tema de duas ações relatadas por Marco Aurélio Mello. Ao tratar do caso específico do ex-presidente, a chance do Supremo decidir favorável a Lula é menor, uma vez que habeas corpus preventivos (isto é, antes da prisão em si) são instrumentos jurídicos pouco comuns e que dificilmente tem sucesso. Além disso, ao contrário dos demais ministros contra a prisão, Rosa Weber tem seguido o atual entendimento, favorável, quando decide em casos relativos. Se não mudar a atual tendência, tende a ser o voto que provoque a derrota do ex-presidente Apesar de ter feito questão de dizer que pretendia apresentar questão de ordem, Marco Aurélio Mello voltou a cobrar Cármen Lúcia para que coloque as ações definitivas sobre o tema em votação. “Caminhamos para a prestação jurisdicional no dia de amanhã. De qualquer forma, quero deixar dito que precisamos resolver vez por todas o descompasso de gradação que está havendo no Supremo, que o desgasta como instituição”, afirmou.

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Presidente do STF nega a Lula liminar para evitar prisão. Agora, plenário vai decidir se o habeas corpus sai
Former Brazilian president Luiz Inacio Lula da Silva reacts during a meeting with members of the Workers Party (PT), that decided Lula da Silva will be its candidate again in the 2018 election, despite losing an appeal against a corruption conviction that will likely bar him, in Sao Paulo, Brazil, January 25, 2018. REUTERS/Leonardo Benassatto NO RESALES. NO ARCHIVES

Presidente do STF nega a Lula liminar para evitar prisão. Agora, plenário vai decidir se o habeas corpus sai

Ministro também remeteu o mérito do habeas corpus ao plenário do Supremo Tribunal Federal O Estado de São Paulo O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de medida liminar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para evitar a prisão do petista até o esgotamento de todos os recursos no caso do tríplex de Guarujá. O ministro também decidiu submeter ao plenário da Corte a análise do caso. Caberá à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, definir a data do julgamento. Ainda não há previsão de quando os 11 ministros da Corte vão discutir o habeas corpus. A defesa de Lula havia solicitado a Fachin a “direta submissão” do pedido de medida liminar à 2ª Turma do STF, colegiado composto por Fachin e outros quatro ministros: Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e o decano da Corte, ministro Celso de Mello. Os advogados do petista recorreram ao STF depois de o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, rejeitar no mês passado o pedido de liminar para barrar a execução de sua pena de 12 anos e 1 mês no âmbito da Operação Lava Jato. O mérito da questão ainda será avaliado pela 5ª Turma do STJ, sob relatoria do ministro Félix Ficher. “Diante de tal negativa, somente resta ao cidadão Luiz Inácio Lula da Silva bater à porta desta Suprema Corte, guardiã precípua da Constituição, para ver assegurada a eficácia de suas garantias fundamentais, notadamente a seu status dignitatis et libertatis e a presunção constitucional de inocência, instituída em cláusula pétrea na Lei da República”, alega a defesa do ex-presidente.

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Os dilemas da estratégia do PT, que aposta em Lula como candidato ou cabo eleitoral

Pesquisa Datafolha mostra que ausência de ex-presidente aumenta brancos, nulos e indecisos O cenário eleitoral de 2018 vai se tornando mais complexo e pulverizado e o eleitor reage a ele com alguma confusão e distanciamento. É o que emerge da pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira. Com a possível saída do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) da disputa de outubro, por conta da condenação por corrupção em segundo grau na semana passada, aumentou o número de pessoas que não pretendem votar - a cifra de não votantes alcançou um número recorde na série histórica do instituto. Sua ausência também não transfere, pelo menos por enquanto, voto para o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, um dos petistas cotados para assumir a vaga do PT e a única alternativa do partido considerada no levantamento. A pesquisa Datafolha foi realizada no fim do mês passado e é, portanto, a primeira a ser divulgada após a condenação no Tribunal Regional Federal 4 (TRF4) do ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Caso os recursos de Lula neste tribunal sejam rejeitados, ele pode se tornar inelegível pela Lei da Ficha Limpa e acabar preso antes da eleição. Apesar disso, ele é tratado oficialmente pelo Partido dos Trabalhadores como o único candidato da legenda, em uma estratégia arriscada para a sigla, que pode ficar sem um nome viável para a disputa em outubr O partido, neste momento, parece confiar na grande possibilidade de transferência de votos de Lula. A pesquisa divulgada hoje demonstra que 27% dos entrevistados votariam com certeza em um candidato apoiado por ele (ainda que 53% dos entrevistados rejeitem essa opção). Em um apoiado por Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, apenas 11% apresentaram a mesma certeza. No Nordeste, o capital político de Lula é ainda mais transferível: 46% certamente votariam em alguém apoiado por ele; esta taxa também aumenta entre os que cursaram até o fundamental (40%) e entre os que ganham até dois salários mínimos (36%). Mas a transferência de voto teve uma ligeira queda em relação à pesquisa de novembro, tanto no dado global (29%), como entre os eleitores do Nordeste (49%), os que fizeram até o fundamental (45%) e os que ganham até dois salários mínimos (39%), o que pode significar um sinal de alerta para a sigla. "Uma fatia de 27% votaria com certeza em alguém apoiado pelo petista, percentual suficiente, neste momento, para levar uma candidatura ao segundo turno da eleição presidencial, já que supera o obtido por outros candidatos nos cenários testados em que o nome do petista é excluído da lista de candidatos. Há ainda 17% talvez votassem em um candidato que tivesse o apoio de Lula", escreveu o Datafolha.

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Prisão de Lula: um teste para a erodida democracia brasileira, que pode até desmoronar…

(PRESO) AMANHÃ Eh Varzea (política num mundo atolado)* Acompanhei o julgamento do recurso do ex-presidente Lula pelo TRF-4 ontem. O resultado foi próximo ao que eu esperava – com adendos controversos. Condenado em 2a instância, Lula segue como possível candidato até o julgamento de todos seus recursos, podendo ser preso antes disso. As reações ao julgamento foram interessantes. A máquina do antipetismo tornou Lula “o maior ladrão da história”, transformou o PT em “a quadrilha” (não se fala assim de outros partidos). Mais ainda, esse sentimento foi canalizado numa pluralidade de mídia que, quando não assume que o pensamento de esquerda é criminoso afirma que ele é patológico. Mas esse texto não se trata de uma defesa do Partido dos Trabalhadores, ou ainda, do Lulismo e do próprio Lula. Esse texto trata de duas encruzilhadas: a da esquerda brasileira e a do Brasil em si. A direita brasileira tem por estratégia, consciente ou não, a eleição de moralizadores que são constantemente substituídos. Collor foi o Caçador de Marajás, Demóstenes Torres foi o paladino da ética, Eduardo Cunha foi o homem da súbita força, a lista é longa. A substituição rápida dá a vantagem à direita de possuir uma vantagem moral, mesmo que o novo paladino possa pertencer aos mesmos círculos dos ídolos caídos. “Não apoio bandidos, eu não sabia que ele era corrupto”. A esquerda, por outro lado, se atém ao personalismo. Não se trata apenas do caso de Lula e da fusão da agenda do PT, sua pré-campanha e sua defesa. Lula é uma figura política que se tornou maior que seu partido. Todas as eleições, desde a redemocratização, giram em torno dele: ele (ou seu sucessor) é eleito ou disputa o 2o turno. Por quê? A resposta valeria um livro e há muito escrito sobre isso. Essa talvez seja a primeira eleição onde isso não acontecerá. A escalada de Lula nas pesquisas eleitorais desde a deposição de Dilma Rousseff é importante, e se deu sobretudo à absoluta impopularidade de Temer e de sua agenda reformista. A incapacidade do sistema político de se renovar fica evidente: a maioria dos candidatos são veteranos. E não, Bolso não é renovação, tem 20 anos de casa e representa uma linha reacionária saudosa (ou idealista) em relação à Ditadura Militar. O PT defenderá Lula a qualquer custo porque se tornou o partido do Lulismo. Ou melhor, o Lulismo se tornou maior que o PT. A maneira como Lava Jato foi constantemente retratada como uma operação contra o PT, e não apenas pela mídia lulista, mostra um mundo de expectativas que se concentra na figura do ex-presidente. A condenação e a prisão de Lula certamente significariam algo, mas o quê? capas-pt-psdb. Leia o artigo completo. Acesse LEIA MAIS....

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