Papai e mamãe, a saudade em prosa e verso: dois finados que ainda me alimentam!

Hoje (2), Dia de Finados, o Facebook me lembrou  um texto, escrito há quatro anos, e publicado neste blog, com repercussões no próprio Face... A gente escreve tanto sobre tantas coisas que de muitas nos esquecemos. São fatos dos quotidiano, que nem bem acontecem e já são atropelados por outros; são crônicas com críticas sobre os males do mundo e, aqui e ali - bem poderiam ser permanentes, diários, horários, minutais ,- prosa poética, poemas, poesia.. "Da vida faço diversos os temas: choros, sorrisos, dilemas. Sem versos  causo problemas", já dizia eu mesmo em minhas "Quatro Estações do Homem", poemas, 1997, Edições Ufma. Foi com este espírito que, num dia de saudade extrema, como hoje, produzi o texto abaixo: José Machado 2 de novembro de 2013 ·   EU SOU VOCÊS DOIS, PAPAI E MAMÃE... - Que saudades! E quanta falta me fazem. Seu Agostinho de Oliveira Machado e Dona Bernarda da Silva Machado, meus pais. Donos de uma prole de 15 cabeças, das quais 12 sobreviveram às intempéries de um lugarejo pobre e de gente desamparada. Mas os dois deram à vida por todos os filhos, trabalhando como burros de carga para nos sustentar. E sempre dando carinho, amor, atenção e direção à tropa. Minha mãe nunca fez um pré-natal, confiando à Deus e às parteiras leigas o trabalho de nossa passagem da barriga para a luz. E, mesmo com todas as condições adversas – num lugar em que meu pai tinha que dividir por três o que produzia na roça –, nunca nos faltou o básico para a sobrevivência. Nunca um deixou de ir à escola por falta de cadernos e livros. Deixamos o velho “Garapa” (Duque Bacelar-MA), de cabeça erguida, todos unidos, quase todos criados e “desarnados”. O resto a gente correu atrás, aqui na capital, tangidos que fomos das terras que jamais foram nossas... “Somos pobres, mas somos nobres”, costumava repetir mamãe para nos injetar autoestima. E isso, para mim, sempre fez a diferença. Não sou maior ou melhor do que ninguém, mas não vejo alguém maior ou melhor do que eu por essas bandas. Seja político ou general. Médico, empresário ou cardeal. Meu nome é José da Silva Machado. Bato no peito, altaneiro. Sou filho de Dona Bernarda e Seu Agostinho. Pessoas dignas e honradas. E isso me basta para ser cidadão e ser feliz.

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O Data M não tem nada a esconder. Principalmente os números que levanta…

José Machado * O Instituto Data M já existia, em 2003, quando ganhou o “3” – Data M3 – novo nome de fantasia e a nova firma M. M. Machado (de Mayara Moraes Machado, minha filha) e o CNPJ 05.833.992/0001-51. Como muitas empresas que nascem micro, sua sede foi registrada tendo como local o endereço em que morávamos, à Rua 19, Quadra 34, casa 12 – Cohatrac IV. Aos poucos o trabalho foi ficando maior e tivemos que buscar um novo local para escritório de treinamento, entrega e recebimento de questionários, etc., à Rua C, Quadra 4, casa 12 – Parque Atenas II – Cohajap. Empresa de pesquisa no Maranhão, com honrosas exceções, tipo aquelas que ganham contratos no setor público, trabalha muito mesmo somente em ano de eleição, o que a força terceirizar a maior parte do trabalho. Daí a dificuldade que muitas têm para se manter abertas, esperando o próximo pleito. Tem sido assim a peleja dos profissionais que tocam o Data M: o jornalista José Machado, graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Maranhão; a fonoaudióloga Mayara Moraes Machado Soares, o comunicólogo José Machado Júnior, o matemático e engenheiro civil João Moraes Filho, além da estatística Eulina Silva Santos e a Sra. Maria Leudimar Teixeira Silva, estas duas últimas sempre dando força o ano inteiro. Recentemente, incorporou-se ao Data M o recém-graduado em Relações Internacionais, pela UNIPAMPAS-RS, Eduardo Augusto Moreira Machado. No Brasil, salvo as gigantes do mercado, pouca gente ganha muito dinheiro com pesquisa de opinião. Mas pesquisa é a melhor forma de distribuição de renda: o dinheiro arrecadado com os contratos é distribuído com o entrevistador, o coordenador, o pessoal da conferência, a telefonista, o motorista, o estatístico. Consome-se: gasolina, hotel, papel, computador, tinta, dezenas de milhares de cópias, camisetas, crachás, lapiseiras, pranchetas. E pagam-se impostos. Escrevo isso para mostrar que não temos o que esconder; principalmente os números que levantamos. Queremos poupar o tempo dos paparazzi. Por isso, avisa-se a qualquer um que não esteja satisfeito com as pesquisas que o Data M vem realizando e divulgando: que procure o jornalista José Machado para tomar satisfações. Ou a Justiça Eleitoral. Da nossa parte, se for preciso, pretendemos acionar a Polícia, o Ministério Público e o Judiciário contra aqueles que, usando máscaras, tentam invadir a privacidade dos meus familiares, filmando, fotografando ou usando outros ardis condenáveis. Querem nos intimidar. Mas, logo, logo poderemos saber de quem se trata, caso os interessados queiram usar essa bandidagem na campanha eleitoral, o que já denotaria o baixo nível que vamos presenciar durante o horário eleitoral gratuito, no rádio e na TV. Por fim, repetimos o aviso: o nosso candidato é o acerto. *Jornalista e diretor do Instituto Data M. (Publicado no Jornal Pequeno e blogs de John Cutrim e Cunha Santos)

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CRÔNICA DO TEMPO, O SENHOR DA RAZÃO…
José Machado, José Machdo Júnior, Mayara, Eduardo Augusto, Bruna Raquel e Igor José, por ordem decreescente de idade.

CRÔNICA DO TEMPO, O SENHOR DA RAZÃO…

Independente dos afazeres da Natureza e das pessoas, os 365 dias do ano não esperam por ninguém. Mal passamos por janeiro e fevereiro, não demora muito e lá vêm outra vez o Natal e o Ano Novo. Soldados, generais, deputados, presidentes, médicos, empresários, padres, pastores, operários, crianças, mendigos, prostitutas, criminosos, todos se submetem à lei e à ação do tempo, que se “impõem”, paradoxalmente, democráticos. Já imaginou se o dia, para nascer, tivesse que esperar a maré subir ou descer? Um pôr de sol “congelar” para que um casal de namorados possa ter mais tempo para juras de amor? A noite se estender por mais tempo para encobrir um roubo ou uma ação de guerra? Não! O tempo não espera algo ou alguém. Não transige. Ao contrário, é igual, redondo, exato, se milimetricamente cronometrado. Tem a lenda do galo que acreditava que, para amanhecer, precisaria cantar. Um dia farreou demais com a galinha, dormiu mais da conta e, quando acordou, o sol já estava alto... Mamãe me dizia: “O tempo é o melhor remédio para todos os males. Basta esperar. Mas o tempo, é bom que se diga, não espera...” Mesmo assim, com essa onipresença e onipotência, muitos tentam se eximir da mão poderosa do tempo. O melhor seria aceitá-lo, aproveitá-lo, enquanto é tempo. Do tempo, diz-se que tem duas caras. Se bem aproveitado, será um grande aliado. Se não, será seu pior inimigo. Mário Lago dizia que “o tempo não comprou passagem de volta”. Portanto, viva sempre a favor do tempo, sabendo que perder tempo é desperdiçar a vida, e correr contra o tempo é maltratar o coração. O que é seu chega com o tempo. O que não é, vai-se com ele. Lembre-se de Millor Fernandes: “Quem mata o tempo não é assassino. É suicida”. Para os mais sofisticados, surrealisticamente falando, Platão disse: “O tempo é a imagem móvel da eternidade imóvel”. Plutarco aliviou: “O tempo é o mais sábio dos conselheiros”. Cazuza, exaltando Quintana, cancionou que “o tempo não para”... Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo. Como Mário Lago, fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo. Nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra. Para os erros, perdão. Para os fracassos, uma nova chance. Para os amores impossíveis, o tempo. O tempo é algo que temos grande dificuldade em administrar. Estamos sempre a um passo atrás ou à frente. Para terminar, alerto: ou a gente passa o tempo ou o tempo passa a gente. E não deixe a borracha do tempo me apagar do seu coração. +++ Homenagem a todos os meus amigos do Facebook e do blogdomachado.com.br, quando se finda mais um ano, espaço de tempo padrão para a Humanidade. Espero que tenham tempo de ler toda a crônica. José Machado

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Reprise, a pedidos: “Sou igual a vocês dois, papai e mamãe!”
Meu coração e meus pensamentos sempre terão papai e mamãe dentro...

Reprise, a pedidos: “Sou igual a vocês dois, papai e mamãe!”

Que saudades! E quanta falta me fazem. Seu Agostinho de Oliveira Machado e Dona Bernarda da Silva Machado, meus pais. Donos de uma prole de 15 cabeças, das quais 12 sobreviveram às intempéries de um lugarejo pobre e de gente desamparada. Mas os dois deram à vida por todos os filhos, trabalhando como burros de carga para nos sustentar. E sempre dando carinho, amor, atenção e direção à tropa. Minha mãe nunca fez um pré-natal, confiando a Deus e às parteiras leigas o trabalho de nossa passagem da barriga para a luz. E, mesmo com todas as condições adversas – num lugar em que meu pai tinha que dividir por três o que produzia na roça – nunca nos faltou o básico para a sobrevivência. Nunca um deixou de ir à escola por falta de cadernos e livros. Deixamos o velho “Garapa” (Duque Bacelar-MA), de cabeça erguida, todos unidos, quase todos criados e “desarnados”. O resto a gente correu atrás, aqui na capital, tangidos que fomos das terras que jamais foram nossas... “Somos pobres, mas somos nobres”, costumava repetir mamãe para nos injetar autoestima. E isso, para mim, sempre fez a diferença. Não sou maior ou melhor do que ninguém, mas não vejo alguém maior ou melhor do que eu por essas bandas. Seja político ou general. Médico, empresário ou cardeal. Meu nome é José da Silva Machado. Bato no peito, altaneiro. Sou filho de Dona Bernarda e Seu Agostinho. Pessoas dignas e honradas. E isso me basta para ser cidadão e ser feliz. www.blogdomachado.com.br

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