STF levanta sigilo, e conversa de jornalista com irmã de Aécio é divulgada

ABI considera que a PGR violou o sigilo da fonte; PGR diz que ‘não divulgou, não transcreveu, não utilizou como pedido, nem juntou diálogo aos autos’. Uma conversa entre o jornalista Reinaldo Azevedo e Andrea Neves, irmã do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), foi publicada por um site de notícias nesta terça-feira (23). A conversa, sem nenhuma ilegalidade, continha críticas do jornalista à revista "Veja", onde Azevedo trabalhava. O que levou ao pedido de demissão do jornalista. A publicação da conversa provocou protestos de jornalistas e da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Em nota, a ABI disse que “considera que a Procuradoria-Geral da República (PGR) violou o sigilo da fonte, assegurado pelo artigo 5º da Constituição Federal”. A ABI acusa o procurador-geral Rodrigo Janot de praticar “intimidação e retaliações a jornalistas”. E diz que espera que “este episódio não se repita e que as investigações prossigam dentro do ordenamento jurídico do país”. A PGR reagiu às críticas. Em nota, afirmou que “não divulgou, não transcreveu, não utilizou como pedido, nem juntou o referido diálogo aos autos”. A PGR disse ainda que as referidas conversas, gravadas pela Polícia Federal (PF), “ainda não deram entrada na PGR, tendo entrada prevista para o dia 24 de maio” (esta quarta-feira). O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes criticou o que chamou de vazamento. Em nota, disse que “a lei 9296 é clara ao vedar uso de gravação que não esteja relacionada com o objeto da investigação”. Para ele, o vazamento da conversa do jornalista Reinaldo Azevedo “é um ataque à liberdade de imprensa e ao direito constitucional de sigilo da fonte”. A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, também em nota, disse que “o Supremo tem jurisprudência consolidada de respeitar integralmente o sigilo da fonte”. E que reitera o “seu firme compromisso, de lutar, e agora, como juíza, de garantir o integral respeito a esse direito constitucional”. As conversas gravadas pela PF, dentro da operação Patmos, que investiga crimes praticados por integrantes do grupo J&F, controlador da JBS, foram autorizadas pelo Supremo.

Continuar lendo STF levanta sigilo, e conversa de jornalista com irmã de Aécio é divulgada
Galvão Bueno e Pedro Bial dão selinho nos bastidores de especial dos 50 anos da TV Globo
O selinho comemorativo dos 50 anos da TV Globo entre Galvão Bueno e Pedro Bial...

Galvão Bueno e Pedro Bial dão selinho nos bastidores de especial dos 50 anos da TV Globo

O jornalista Pedro Bial e o narrador Galvão Bueno surpreenderam e trocaram um selinho nos bastidores do especial da Globo, que reuniu os 16 principais repórteres da emissora em 50 anos. A cena foi exibida na noite deste sábado (25) pelo programa "Globo News Documento", do canal de notícias Globo News. "Na verdade, a gente é profissional, mas antes de tudo a gente é um grupo, somos amigos. A gente tem uma relação de vida", discursava Glória Maria em uma sala do Projac, pouco antes da gravação do especial. Nesse momento, a imagem é cortada, e Bial e Galvão se beijam sob os olhares atentos de outros repórteres. Os dois profissionais se abraçam e dão risada da situação, em seguida. A Globo relembrou durante toda a semana no "Jornal Nacional" as principais coberturas jornalísticas em 50 anos de emissora. Foram recordados o nascimento do primeiro bebê de proveta, a chegada do homem à Lua, as Copas vencidas pela Seleção brasileira, o erro da emissora na cobertura das Diretas Já, o impeachment de Collor, as vitórias de Nelson Piquet na Fórmula 1, a morte de Ayrton Senna, entre outros. Conduzido por William Bonner, o especial reuniu Glória Maria, Pedro Bial, Sandra Passarinho, Tino Marcos, Fátima Bernardes, Heraldo Pereira, Marcelo Canellas, Caco Barcellos, Ernesto Paglia, Galvão Bueno, Chico José, André Luiz Azevedo, Renato Machado, Ilze Scamparini, Luís Fernando Silva Pinto e Orlando Moreira.

Continuar lendo Galvão Bueno e Pedro Bial dão selinho nos bastidores de especial dos 50 anos da TV Globo
Livro de jornalistas cariocas mostra plano de ex-goleiro Bruno para matar amante
Jornalistas que cobriram o crime de Bruno, ex-goleiro do Flamengo, que mandou matar a amante, lançam livro e fazem novas revelações.

Livro de jornalistas cariocas mostra plano de ex-goleiro Bruno para matar amante

O ex-jogador Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pela morte de Elisa Samudio R7 - Foi lançado nesta segunda-feira (2), no Rio de Janeiro, o livro Indefensável, que conta o trama que levou à morte de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno, em junho de 2010. Fruto de 3 de pesquisa e mais de 100 entrevistas, a obra revela também um plano para matar o promotor do caso Henri Wagner, em Minas Gerais, dias antes do julgamento de Marcos Aparecido, o Bola, acusado de ser o assassino de Elisa. O livro foi escrito pelos jornalistas Paula Sarapu, Paulo Carvalho e Leslie Leitão, que eram repórteres policiais e acompanharam todo o caso até os julgamentos que condenaram os envolvidos. Segundo Paulo Carvalho, um dos autores do livro, Elisa chantageava o atleta com um suposto vídeo que revelava a relação amorosa entre Bruno e Macarrão.

Continuar lendo Livro de jornalistas cariocas mostra plano de ex-goleiro Bruno para matar amante

Nas ruas: governo cria grupo de trabalho para analisar cobertura de protestos

A quase três meses da Copa do Mundo, o governo criou um grupo de trabalho para estabelecer procedimentos padrões de segurança na cobertura jornalística de protestos de ruas. Uma prévia desses procedimentos estará numa cartilha que o Ministério da Justiça prepara para distribuição em todo País e nas aulas de um curso piloto oferecido aos profissionais do setor pela Academia da Força Nacional, em Brasília. A forma de escolha dos jornalistas que devem participar do treinamento ainda está sendo avaliada. O Diário Oficial da União publicou nesta quinta-feira, 6, portaria da Secretaria Nacional de Segurança Pública que estabelece que o grupo de trabalho terá 90 dias para conclusão de suas atividades, prazo que pode ser prorrogado por igual período. A decisão de criar o grupo e a cartilha foi tomada pelo governo depois da morte acidental do cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, atingido por um rojão lançado contra policiais por um manifestante, no dia 6 de fevereiro, no Rio de Janeiro.

Continuar lendo Nas ruas: governo cria grupo de trabalho para analisar cobertura de protestos