Temer move seu xadrez para tentar fugir de Janot na Câmara

Presidente articula para evitar que deputados aceitem pedido de abertura de processo do procurador Novas declarações de FHC evidenciam que novela sobre apoio ou não do PSDB esta longe do fim Mal Michel Temer teve a certeza de que se livraria da cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o xadrez político de Brasília já armava sua próxima jogada: a de livrá-lo da ameaça que a investigação da Procuradoria-Geral da República representa a seu mandato. Rodrigo Janot se prepara para encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia, ou seja, o pedido formal de abertura de ação, contra Temer por crimes de corrupção passiva, obstrução à investigação e participação em organização criminosa, ligados à delação da JBS. Mas caberá à Câmara dos Deputados autorizar a abertura do processo. E as negociações nos bastidores seguem a passos largos para evitar isso e qualquer traição dos seus atuais aliados. A expectativa no Congresso é que o pedido de Janot seja feito já na próxima semana. Ele seguirá, então, para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, onde o presidente, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), terá de designar um relator. A defesa terá o prazo de dez sessões para apresentar seu posicionamento e, depois, o relator apresentará seu parecer em até cinco sessões, antes de o restante do colegiado votar. Todos esses prazos, entretanto, são máximos. E o Governo Temer trabalha para transformá-los em mínimos. Quer acelerar o processo para evitar que sua situação se complique com fatos novos, como a eventual delação de Rodrigo Rocha Loures, braço direito do presidente que foi preso após ser flagrado recebendo propina da JBS, ou do doleiro Lúcio Funaro, ligado ao PMDB. A CCJ terá a função de analisar o pedido de abertura de investigação do ponto de vista legal. Ou seja, verificar se os indícios de crime se enquadram naqueles que permitem a investigação do Presidente da República.

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A nação sob suspense: delações da Odebrecht chegam ao STF,  nesta segunda-feira
O ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, é um dos 77 executivos da empreiteira que foram ouvidos pelo Ministério Público Federal

A nação sob suspense: delações da Odebrecht chegam ao STF, nesta segunda-feira

Ministro Teori Zavascki é quem deve analisar o conteúdo dos depoimentos. Mas só depois do recesso judiciário, em fevereiro. Muito tempo para muita coisas vazar para a mídia... O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve encaminhar o conteúdo de quase uma centena de delações premiadas dos 77 executivos da empreiteira Odebrecht ao Supremo Tribunal Federal (STF) ainda nesta segunda-feira – último dia antes do recesso do Judiciário. Segundo o jornal O Globo, os arquivos, documentos e pen drives serão analisados apenas na volta do recesso, em fevereiro, pelo relator da Operação Lava Jato na Corte, ministro Teori Zavascki, mas já em janeiro ele deve ouvir os delatores e advogados para saber se foram ou não coagidos a delatar. Depois, o ministro pode homologar os depoimentos, enviando-os ao Ministério Público Federal, para que possam abrir novas investigações. Ou então, ele pode devolver parte do material a Janot, caso ache que ele deva ser complementado. De acordo com o jornal, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, baixou algumas orientações, assim que soube do envio do material. Ela determinou a criação de uma força-tarefa para ajudar o ministro Teori Zavascki. Ele terá um reforço de pessoal e de espaço físico para trabalhar. Somente o relator e seus juízes auxiliares terão acesso ao material e a uma sala-cofre, onde ficarão guardados os documentos impressos e digitais. Uma das delações, a do ex-executivo Cláudio Melo Filho, envolve a cúpula do governo Michel Temer. Em depoimento ao Ministério Público Federal, Melo Filho disse que entregou 10 milhões de reais em espécie no escritório do advogado José Yunes, amigo e ex-assessor especial de Temer

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Cerveró relata ‘ordem de Lobão’ para atender Banco BVA na Petros

POR JULIA AFFONSO, FAUSTO MACEDO E RICARDO BRANDT Blog do Fausto Macedo “O investimento foi feito, sendo que passados alguns anos o banco faliu e a Petros perdeu o dinheiro investido”, afirmou o ex-diretor da Petrobrás, delator da Lava Jato, sobre negócio envolvendo o ex-ministro Edison Lobão (PMDB-MA), ‘entre 2009/2010’ O ex-diretor da área Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, um dos delatores da Operação Lava Jato, afirmou que ‘entre 2009/2010’ houve uma ordem do então ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB-MA) para atender o Banco BVA na participação da Petros, fundos de pensão da Petrobrás. Segundo Cerveró, o dono do banco, José Augusto Ferreira dos Santos, é amigo de Lobão. O delator relatou que o negócio foi feito e, alguns anos depois, o banco faliu e a Petros perdeu o dinheiro investido. As declarações estão em um resumo entregue por Cerveró à Procuradoria, antes de o ex-diretor fechar acordo de delação premiada. Cerveró foi diretor da área Internacional da Petrobrás entre 2003 e 2008. Após ser exonerado do cargo, o executivo assumiu a diretoria financeira da BR Distribuidora. “Nestor Cerveró, enquanto diretor Financeiro da BR Distribuidora tinha um assento no comitê de investimento, sendo que o restante era composto por um representante de cada empresa do Grupo de Petrobrás. Diante disso, Nestor Cerveró indicava para participar dessas reuniões seu gerente financeiro, especialista em investimentos, Fernando Mattos”, afirmou o ex-diretor no documento.

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PT lança estratégia para evitar convocação de Janot e Lula na CPI da Petrobras
Lula e o PT manobram par que ele não vá à CPI

PT lança estratégia para evitar convocação de Janot e Lula na CPI da Petrobras

Numa manobra para tentar evitar a votação de convocações na CPI da Petrobras de petistas ilustres, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o PT está há quase quatro horas segurando o ritmo de votações na sessão que começou na manhã desta quinta-feira, 14. Apesar dos protestos da oposição, estão sendo votados apenas os requerimentos considerados prioritários pelo relator Luiz Sérgio (PT-RJ). O relator decidiu ler e votar individualmente cada pedido, para irritação dos oposicionistas. A CPI está votando 60 requerimentos de convocação, audiências públicas, solicitações de informações e documentos, além de visitas técnicas. Ao final da votação, 54 pessoas devem chamadas a depor. Já foram aprovados os requerimentos de convocação do presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Antonio Gustavo Rodrigues, e Leonardo Meirelles, do Laboratório Labogen. O ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco foi reconvocado numa das sub-relatorias. Autor do requerimento contra Janot, o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP) abriu a sessão anunciando que entregará denúncia ao Conselho Nacional dos Ministério Público (CNMP), à Polícia Federal, ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas da União (TCU) contra a Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposta contratação irregular de assessoria de imprensa para "vazar" dados da Operação Lava Jato.

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Procurador-Geral da República diz que Barbosa sai do STF com “dever totalmente cumprido”
Procurador Rodrigo Janot lamenta decisão de Joaquim Barbosaa, mas exalta qualidades do ministro do STF

Procurador-Geral da República diz que Barbosa sai do STF com “dever totalmente cumprido”

JOAQUIM BARBOSA ANUNCIOU ONTEM (29) QUE DEIXARÁ NÃO SÓ A PRESIDÊNCIA, MAS SE APOSENTARÁ DA MAIS ALTA CORTE DO PAÍS, AINDA ESTE ANO. NÃO HÁ MAIS TEMPO HÁBIL PARA O MINISTRO SER CANDIDATO A MANDATO POLÍTICO-PARTIDÁRIO O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, protestou, nesta quinta-feira (29), contra a aposentadoria, que classificou como “prematura”, do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa. Mesmo lamentando o afastamento do ministro, Janot afirmou, em nome do Ministério Público Federal, que Barbosa não precisa se preocupar porque cumpriu seu dever. — Fica aqui o protesto pela saída prematura e fica também um agradecimento do Ministério Público brasileiro, que tenho a honra e privilégio de ser porta-voz. Sinta-se com o dever absoluta e totalmente cumprido e que o senhor tenha sucesso. As declarações foram dadas no plenário do STF, logo após Barbosa anunciar oficialmente sua decisão de se aposentar no final de junho. Depois de ouvir a decisão do presidente do STF, Janot relatou um sentimento de nostalgia, já que foi nomeado procurador da República na mesma turma que Joaquim Barbosa, há 30 anos. Janot brincou com o envelhecimento dos dois e revelou jamais ter imaginado que um dia trabalhariam juntos em cargos de tanta responsabilidade.

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