Após crítica de Carlos Bolsonaro, Flávio Dino pergunta se filho do presidente quer extinguir o MA

FolhaPress O ataque do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) nas redes sociais ao vice-presidente da República, Hamilton Mourão, foi classificado pelo governador do Maranhão Flávio Dino (PC do B) como injusto. Em reação, Dino pergunta se o filho do presidente Jair Bolsonaro quer extinguir o Maranhão ou cassar o seu governador. "Uma estranha e injusta agressão ao vice-presidente da República, que se limitou a cumprir uma determinação do próprio presidente. A não ser que o filho de Bolsonaro queira extinguir o Maranhão ou cassar o seu governador", afirma Dino à reportagem. "O episódio mostra o nível de desagregação e desorganização do governo Bolsonaro", completa. Mourão encontrou-se com Dino e outros governadores na quinta-feira (2) para tratar do Conselho da Amazônia e medidas de combate ao coronavírus nos nove estados da região amazônica. O órgão foi recriado pelo próprio pai de Carlos em fevereiro. Dino, adversário de Bolsonaro, disse sobre o encontro: "Tivemos uma reunião com diálogo técnico, respeitoso, sensato. Claro que Mourão não é do meu campo ideológico. Mas, se Bolsonaro entregar o governo para ele, o Brasil chegará em 2022 em melhores condições".

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Jovem acusada de fazer aborto é condenada a 30 anos de prisão

Evelyn Hernández, estudante de 19 anos, ficou grávida em consequência de um estupro. Sua defesa alega que deu à luz um bebê que nasceu morto Evelyn Hernández, uma jovem de 19 anos, foi condenada na última quarta-feira a 30 anos de prisão em El Salvador após ser acusada de fazer um aborto. Ela havia ficado grávida em consequência de um estupro. Sua defesa alega que deu à luz um bebê que nasceu morto. A sentença foi classificada nesta sexta-feira como injusta por uma entidade feminista, que apresentará um recurso contra a condenação. "A condenação é injusta e vamos recorrer. Esse caso põe em evidência o preconceito que existe e com o qual atua o sistema judicial”, disse à AFP Morena Herrera, da Associação Cidadã pela Despenalização do Aborto Terapêutico, Ético e Eugênico (ACDATEE), em referência à decisão emitida na quarta-feira. A estudante não denunciou o estupro porque ouviu ameaças de que sua mãe seria morta. A jovem foi condenada “sem nenhuma prova direta” e sem que o tribunal levasse em conta o relatório dos peritos da Procuradoria, segundo Herrera. "Condenaram apenas com indícios, e isso significa que não aplicaram o devido processo. Um processo justo faz com que onde haja dúvida razoável, essa dúvida deve estar a favor da pessoa imputada, mas a juíza disse que se tratava de um crime familiar", criticou a dirigente da ACDATEE.

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