Dilma critica tom usado por José Serra com países latino-americanos
Dilma Roussef: de olho no apoio internacional à tese 'golpista'...

Dilma critica tom usado por José Serra com países latino-americanos

presidente afastada Dilma Rousseff criticou nesta segunda-feira o tom usado pelo governo interino de Michel Temer com alguns países latino-americanos e a Unasul, que criticaram o afastamento da governante de suas funções para responder a um julgamento que pode cassar seu mandato. Dilma se referiu aos comunicados publicados nos últimos dias pelo novo Ministério das Relações Exteriores rejeitando as opiniões proferidas pela União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e pelos Executivos de Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador, Nicarágua e El Salvador em relação ao afastamento da presidente. "A reação de governos estrangeiros e de importantes setores da opinião pública mundial, entre eles o secretário-geral da OEA, expressa a indignação internacional diante da farsa jurídica aqui montada", afirmou Dilma por meio das redes sociais. A chefe de Estado afastada também demonstrou sua preocupação "de que essas práticas, travestidas de legalidade, possam se espalhar por outras partes do mundo, especialmente na América Latina, promovendo a desestabilização de governos legítimos". Dilma também destacou que os governos e povos da América Latina estão "preocupados" com as ameaças que o novo ministro das Relações Exteriores, José Serra, fez contra o Mercosul e com "sua disposição de estabelecer acordos econômicos e comerciais profundamente lesivos ao interesse nacional".

Continuar lendo Dilma critica tom usado por José Serra com países latino-americanos
Cuba lidera junto a países e órgãos internacionais reação ao impeachment
Relações Exteriores: José Serra reúne-se com o seu gabinete para tratar da ofensiva diplomática contra os países "insurgentes"

Cuba lidera junto a países e órgãos internacionais reação ao impeachment

Sem se intimidar pela reação do chanceler José Serra de criticar abertamente as declarações dos governos bolivarianos em relação aos acontecimentos políticos no Brasil, a diplomacia de Cuba faz campanha nos órgãos internacionais contra o governo interino de Michel Temer. O jornal O Estado de S. Paulo obteve com exclusividade um e-mail enviado pela missão de Cuba perante às Nações Unidas para mais de uma dezena de organismos internacionais, alertando para o “golpe” no Brasil. Na mensagem datada de 15 de maio, o governo cubano descreve o conteúdo da declaração como sendo “sobre o golpe do Estado parlamentário e judicial no Brasil”. Em anexo, os diplomatas que abriam o documento podiam ler a declaração assinada em Havana no dia 12 de maio e já publicada que acusava Temer de ter “usurpado o poder”, apoiado pela “grande imprensa reacionária e o imperialismo”. “Dilma, Lula, o PT e o povo do Brasil contam e contarão sempre com toda a solidariedade de Cuba”, indicou a nota, que ainda denuncia as “manobras” da “oligarquia” e a “contraofensiva reacionária”. O e-mail com a declaração foi direcionado para altos dirigentes da Organização Internacional do Trabalho, Organização Mundial do Comércio, para o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, para a secretaria da ONU, Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Organização Mundial da Saúde, União Internacional de Telecomunicações, UNAids, para o Programa da ONU para o Desenvolvimento e para o Programa da ONU para o Meio Ambiente, além de várias outras.

Continuar lendo Cuba lidera junto a países e órgãos internacionais reação ao impeachment
Alguns países da América Latina não querem reconhecer o governo de Michel Temer
Temer:: dificuldades para que países latinos reconheçam seu governo...

Alguns países da América Latina não querem reconhecer o governo de Michel Temer

O presidente interino Michel Temer enfrenta resistências de países da América Latina para reconhecer, formalmente, o seu governo. A crise de legitimidade se agravou nna sexta (13) quando o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu ao embaixador Alberto Castellar retornasse a Caracas. O chefe do governo venezuelano classificou o “afastamento” da presidente Dilma Rousseff como um “golpe de Estado”. “Pedi ao nosso embaixador no Brasil que viesse, e estivemos reunidos avaliando essa dolorosa página da história do Brasil, uma jogada injusta com a mulher que é a primeira presidenta que o Brasil teve”, disse Maduro em pronunciamento na estatal Venezolana Televisión. (Abaixo, assista ao vídeo). Além da Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador e Nicarágua — que compõem a Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América) — também têm se manifestado enfaticamente contra o processo de impeachment.

Continuar lendo Alguns países da América Latina não querem reconhecer o governo de Michel Temer

Machismo e rancor da direita pesaram em queda de Dilma, diz jornal britânico

New York Times, EUA Com uma reportagem de seu correspondente no Brasil, Simon Romero, o NYT dá destaque para o anúncio do ministério de Temer, mencionando a ausência de mulheres, negros e a escolha do líder ruralista e megaprodutor Blairo Maggi para o Ministério da Agricultura. Mas vê como positiva a escolha do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles para a pasta da Fazenda, lembrando que este havia feito parte do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em editorial, o jornal diz que Dilma "está certa ao questionar as motivações e autoridade moral dos políticos que a querem tirar do poder", apesar de classificar a agora presidente suspensa como uma "péssima política". O NYT considera que Dilma parece destinada a pagar "um preço altamente desproporcional por seu problemas administrativos enquanto seus acusadores mais ardentes são acusados crimes mais graves". "Eles podem descobrir que muito da ira dirigida a ela poderá em breve ser redirecionada", diz o jornal. Veja, ainda, a opinião de outros grandes jornais estrangeiros sobre o impeachment de Dilma...

Continuar lendo Machismo e rancor da direita pesaram em queda de Dilma, diz jornal britânico

Senado abre processo de impeachment. Dilma sai, Temer vira presidente em exercício

Dilma, Lula e o PT são defenestrados do governo. O Brasil passa a viver um outro momento com Temer, PMDB e coalisão política. Quando os brasileiros acordaram hoje, o Senado Federal, por 55 votos a 22, já haviam aprovado, numa longa sessão que durou toda a noite e madrugada, a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Roussef. Ela fica afastada de suas funções por 180 dias, período em que o Senado selará a sua sorte ou não. Mas alguém tem dúvida de que Dilma ainda governará o Brasil? Dilma saiu atirando, repetindo de que estava sendo vítima de um “golpe” e de “brutalidade”. Fez o seu show particular, coadjuvada por Lula da Silva, depois de, ainda pela manhã, receber a intimação para desocupar o Palácio do Planalto. Página virada, o vice-presidente em exercício Michel Temer afirmou, em seu primeiro pronunciamento como substituto de Dilma Rousseff no comando do Palácio do Planalto, que irá manter os programas sociais da gestão petista – como Bolsa Família, Pronatec e Minha Casa, Minha Vida –, prometeu aprimorar a gestão da máquina pública e falou em promover reformas sem mexer em direitos adquiridos – Dilma gritou, afirmando do contrário, em relação a esses programas. "Reafirmo, e faço em letras garrafais, vamos manter os programas sociais. O Bolsa Família, o Pronatec, o Fies, o Prouni, o Minha Casa, Minha Vida, entre outros, são projetos que deram certo e terão sua gestão aprimorada. Aliás, mais do que nunca, precisamos acabar com um hábito no Brasil em que, assumindo outrem o governo, você destrói o que foi feito. Ao contrário, você tem que prestigiar aquilo que deu certo, complementá-los, aprimorá-los", destacou o peemedebista. Ao longo dos 28 minutos de discurso, o presidente em exercício também disse que, atualmente, há urgência em "pacificar a nação" e "unificar o Brasil".

Continuar lendo Senado abre processo de impeachment. Dilma sai, Temer vira presidente em exercício

Senado não respeita decisão de Waldir Maranhão e dá seguimento ao processo de impeachment de Dilma Roussef

O presidente do Senado, Renan Calheiros, decidiu, agora há pouco, dar seguimento ao processo de impeachment no Senado. Ele classificou como "absolutamente intempestiva" e "brincadeira com a democracia" a decisão do presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão, de anular a sessão em que foi aceita a admissibilidade do processo. Ao anunciar sua decisão ao Plenário, Renan explicou que não poderia interferir nos discursos proferidos pelos deputados, antes da votação do dia 17 de abril. O anúncio de votos e a orientação partidária foram argumentos citados por Waldir Maranhão para anular a sessão. Renan também rejeitou a alegação de que a decisão da Câmara pela admissibilidade não poderia ter sido encaminhada por ofício. Maranhão argumentou que o documento adequado seria uma resolução. Com esses argumentos, Renan deixou de conhecer do ofício de Maranhão. Em seguida, ele deve ler o resultado do trabalho da Comissão Especial de Impeachment, que na semana passada aprovou por 15 votos a 5 parecer pela admissibilidade do processo.

Continuar lendo Senado não respeita decisão de Waldir Maranhão e dá seguimento ao processo de impeachment de Dilma Roussef
Que rolo! Deputado Waldir Maranhão, presidente em exercício da Câmara,  anula votação do impeachmentt
Bem que ele avisou que ía aprontar....

Que rolo! Deputado Waldir Maranhão, presidente em exercício da Câmara, anula votação do impeachmentt

Waldir Maranhão (PP-MA) assumiu presidência da Câmara com afastamento de Cunha. Acolheu pedido da Advocacia-Geral da União O presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), decidiu nesta segunda-feira (9) anular a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff realizada na Casa no dia 17 de abril. Ele acolheu pedido feito pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. A decisão de Waldir é considerada estafúrdia, sendo provável que o Supremo Tribunal Federal, provocado pelo Senado, onde o processo de impeachment ocorre, depois da decisão da Câmara, manifeste-se ainda hoje e derrube o ato do presidente em exercíco da Câmara. No meio político, a decisão do maranhense Waldir Maranhão caiu como uma bomba. Nos meios econômicos. fez cair a Bolsa de Valores e subir o dólar americano. Waldir Maranhão substituiu Eduardo Cunha na presidência da Câmara na semana passada depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu afastar o peemedebista do comando da casa legislativa. O deputado do PP votou contra a continuidade do processo de impeachment na votação da Câmara, descumprindo decisão de seu partido, que havia fechado questão a favor do afastamento da presidente da República.

Continuar lendo Que rolo! Deputado Waldir Maranhão, presidente em exercício da Câmara, anula votação do impeachmentt
Impeachment aceito pela Comissão Especial do Senado. Plenário decide sorte de Dilma 4a. feira, 11
Comisão especial do impeachment e o parecer autorizativo

Impeachment aceito pela Comissão Especial do Senado. Plenário decide sorte de Dilma 4a. feira, 11

Por 15 votos a cinco, a Comissão Especial do Impeachment aprovou a instauração do processo de impedimento da presidente da República, Dilma Rousseff. O parecer do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG) foi votado nesta sexta-feira (6) numa sessão que durou quase três horas. Para ser aprovado, texto precisava de pelo menos 11 votos. Agora caberá ao Plenário dar a palavra final, na próxima quarta-feira (11). Se a maioria simples dos senadores presentes ratificar o documento, Dilma Rousseff será afastada por até 180 dias para que os senadores possam julgar o mérito da questão. Nesse período, o vice-presidente Michel Temer assume o governo do país. Antes da votação, todos os líderes de partidos e blocos tiveram direito a cinco minutos de exposição para apresentarem suas opiniões. A maioria dos senadores concordou com a tese de que Dilma não poderia ter editado decretos presidenciais para abertura de crédito suplementar sem anuência do Congresso Nacional. Além disso, argumentaram que Dilma também cometeu crime de responsabilidade ao contratar ilegalmente operações de crédito com instituição financeira controlada pela União, no caso o Banco do Brasil, em relação aos pagamentos ao Plano Safra. Primeira líder a fazer a declaração de voto, a senadora Ana Amélia (PP-RS) considerou graves os fatos atribuídos à presidente e disse que a legislação e a Constituição estão sendo rigorosamente cumpridas no processo de impeachment.

Continuar lendo Impeachment aceito pela Comissão Especial do Senado. Plenário decide sorte de Dilma 4a. feira, 11
Carta na manga! Jornal afirma que Dilma vai renunciar e convocar novas eleições!
Dilma pode pregar uma peça em Temer

Carta na manga! Jornal afirma que Dilma vai renunciar e convocar novas eleições!

Por essa, o vice-presidente da República, Michel Temer, não esperava, a se confirmar matéria do jornal O Globo, desta segunda-feira: a presidente Dilma Rousseff deverá tomar uma atitude em relação ao processo de impeachment que ela mesma e seu partido, o PT, definem como um golpe de Estado, e renunciaria ao cargo e convocaria novas eleições gerais. Segundo a publicação, a presidente irá enviar ao Congresso uma PEC (proposta de emenda constitucional) para que o processo seja realizado ainda neste ano. No aguardo da conclusão a respeito do processo de afastamento de Dilma, o vice Michel Temer (PMDB) teria sido informado de que um pronunciamento nas redes de TV e rádio nacionais informaria à população sobre a renúncia e ainda solicitaria que o peemedebista fizesse o mesmo. A propaganda seria veiculada na próxima sexta (6).

Continuar lendo Carta na manga! Jornal afirma que Dilma vai renunciar e convocar novas eleições!
Prefeito elogiado por deputada em voto a favor do impeachment é preso pela PF
O prefeito e a deputada: impeachment e reputação arranhada

Prefeito elogiado por deputada em voto a favor do impeachment é preso pela PF

O prefeito da cidade de Montes Claros (MG), Ruy Adriano Borges (PRB), foi preso pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (18). Ele é acusado de prejudicar o atendimento na rede pública de saúde para favorecer um hospital privado pertencente à sua família. De acordo com informações do portal G1, Borges (também conhecido como Ruy Muniz) teria usado meios fraudulentos para inviabilizar o funcionamento das unidades públicas de saúde que atendiam pelo SUS, a fim de favorecer o Hospital das Clínicas Mario Ribeiro da Silveira – construído em 2013 pelo grupo Funorte/Soebras, cuja presidência na época era ocupada pela mulher de Ruy Borges, a deputada Raquel Muniz (PSD-MG). A secretária de saúde da cidade, Ana Paula Nascimento, também foi detida pela PF. As medidas fazem parte da Operação Máscara da Sanidade II – Sabotadores da Saúde, que investiga fraudes como falsidade ideológica, dispensa indevida de licitação pública, estelionato majorado, prevaricação e peculato. Além das prisões preventivas dos dois, foram cumpridos outros quatro mandados de busca e apreensão e dois de busca pessoal. Caso sejam condenados, as penas máximas podem passar de 30 anos. ‘O Brasil que deu certo’? No último domingo (17), Ruy Adriano Borges foi citado durante o voto de Raquel Muniz, a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, como um exemplo do “Brasil que deu certo”. “O meu voto é pra dizer que o Brasil tem jeito, e o prefeito de Montes Claros mostra isso para todos nós com a sua gestão”, disse Muniz antes de citar os filhos, a neta e a mãe como justificativas para a sua posição.

Continuar lendo Prefeito elogiado por deputada em voto a favor do impeachment é preso pela PF