Para Flávio Dino, prisão de Lula é gesto de “vaidade pessoal” de Moro

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que é professor de Direito Constitucional e ex-juiz federal, afirmou que a prisão antes mesmo de esgotados recursos em segunda instância e antes de finalizado o debate constitucional no Supremo, “só se explica por ansiedade ou parcialidade” ou “os dois erros simultaneamente”. “Cabe ao Judiciário tentar pacificar a sociedade e não jogar lenha na fogueira de paixões políticas. É um desserviço à Nação e à união entre os brasileiros agir de modo precipitado, por antipatias ou vaidades pessoais”, reforça o governador, que passou em primeiro lugar no concurso para juiz do qual participou Sergio Moro. Flávio Dino criticou a decisão de Moro de expedir o mandato de prisão antes de esgotar todos os recursos da defesa do ex-presidente. Segundo ele, o juiz Moro “acha que um recurso é uma ‘patologia a ser varrida’” e por isso “resolve ele mesmo ‘varrer’”. “Ocorre que ele não tem essa competência constitucional, pois ele não foi eleito membro do Congresso Nacional, nem é ministro do Supremo”, rebate o governador. Do Portal Vermelho Nota do blog: A prisão de Lula, já nesta sexta-feira, foi determinada pelo TRF-4. Coube ao juiz federal Sérgio Moro, que já havia condenado Lula em primeira instância, mandar cumprir a sentença, confirmada em segunda instância, já que Lula recorreu, inclusive com o aumento da pena de 9 anos para 12 anos e 1 mês.

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Flávio Dino esculachado: uma tentativa de retirar “o pingo dos Is”…

JOSÉ MACHADO* Os apresentadores Joice Hasselmann, Augusto Nunes e Felipe Moura Brasil, que apresentam o programa "Pingo nos Is", da rede de rádio Jovem Pan, não pouparam agressões verbais ao governador Flávio Dino pelas declarações dadas à Folha de S.Paulo defendendo um terceiro mandato ao presidente Lula. (Entrevista publicada neste blog) Na verdade. não foram apenas críticas comuns a um governador de Estado e homem público, com um curriculum invejável que inclui os cargos de juiz federal, por concurso público, presidente eleito da associação nacional da classe, um mandato de deputado federal e outro de governador do Maranhão, pelo voto democrático e popular. “Malandro”, “sem vergonha”, “mentiroso” e “perigo público”. Estes foram apenas alguns dos adjetivos dados ao governador Flávio Dino (PCdoB), no programa “Os Pingos nos Is” que é transmitido em rede nacional pela Rádio Jovem Pan. (VIDEO) Vejam que os apresentadores foram muito além do compromisso profissional de bem informar e emitir suas opiniões sobre um fato ou outra opinião, que não souberam respeitar. Foram irresponsáveis, levianos. reles, banais, aéticos. Nem de longe lembraram a Constituição Federal, a Carta Magna, mãe de todas as leis, que reza em seu artigo 5º e alguns de seus parágrafos: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: "ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante... "é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato... "é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem... Diz ainda a Constituição, nesse artigo, que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos... que "ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política... que "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença... que "são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação..." Assim, Flávio Dino teve desrespeitados, pelos apresentadores de "Os Pingos nos Is", os seus direitos fundamentais de cidadão, de pai de família, de político e de governador de um Estado da Federação brasileira. Tudo por expor suas convicções filosóficas ou políticas e religiosas, no momento em que essa tortura verbal é praticada numa rede de comunicação nacional... Deve-se reconhecer que esse tipo de escracho e deboche dos apresentadores é mais comum quando se trata de personalidades do Norte e Nordeste do Brasil, denotando o preconceito para com a população dessas regiões mais pobres do Brasil. Não ouço e não vejo essa "coragem" toda, por exemplo, contra um Geraldo Alckmin, governador de São Paulo. Nem mesmo contra os ex-governadores do Rio Antony Garotinho e Sérgio Cabral... O próprio Lula, por ser pernambucano, sempre foi vítima desse "racismo ideológico" dos sulistas em relação ao Nordeste. O escracho já foi feito, o dano consumado, o direito desrespeitado. Cabe a Flávio Dino reagir na mesma proporção, exigir a reparação do estrago causado à sua imagem de cidadão e de homem público. Vale destacar aqui que discordo frontalmente das opiniões emitidas por Flávio Dino ao defender uma nova candidatura de Lula a presidente da República, pela opinião que tenho de que o ex-mandatário da Nação não soube honrar, em sua inteireza, os dois mandatos que o povo brasileiro lhe concedera. Mas isso não me confere o direito de, como cidadão e jornalista, armar-me de uma navalha verbal e desferir contra ele os duros golpes proferidos pela trinca de apresentadores da Jovem Pan. Estou tirando, assim, os pingos dos "Is"... * José Machado é jornalista, editor deste blog e diretor do Instituto de Pesquisas DATA M VEJA O VÍDEO. Acesse LEIA MAIS...

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“Elite brasileira tem de ter menos espírito de Miami”, diz Flávio Dino à Folha

"Comunista graças a Deus", Flávio Dino (PC do B) começou a governar o Maranhão com a imagem de um só santo, são Francisco de Assis, em seu gabinete. Três anos depois, tentará a reeleição com dez santos na bancada. De frente para sua mesa, a mesma que foi de Roseana Sarney (MDB), sua adversária política, Dino pregou uma tela da Muralha da China ("uma lição de paciência"), ornando com bustos do comunista Mao Tsé-Tung e o socialista Salvador Allende. A vista da sacada do Palácio dos Leões, para onde Dino escapa quando precisa espairecer, não o deixa esquecer o desafio que é governar o Estado mais pobre do país, segundo o IBGE. Seu horizonte é uma favela erguida sobre palafitas ao lado do metro quadrado mais caro de São Luís, no forte da ponta de São Francisco. Em entrevista no dia 13, ele declarou apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a despeito da pré-candidatura de Manuela D'Avila, de seu partido. VEJA TODA A ENTREVISTA. Acesse LEIA MAIS...

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