Cultura ou selvageria? Todos os anos, 3 milhões de meninas sofrem mutilação genital no mundo!

Apesar de condenada pela ONU, países da África e no Oriente Médio mantêm a prática; a mutilação consiste em cortar partes do clitóris e dos pequenos e grandes lábios da vagina A gaze ao redor do tornozelo esquerdo da pequena Boche, de 10 anos, esconde o que seu olhar triste não consegue disfarçar. Após se recusar a ter as partes genitais mutiladas, a criança que mora em uma aldeia do norte da Tanzânia teve o pedaço da pele da perna arrancada à faca pelo próprio pai. Boche faz parte do contingente de milhões de meninas e mulheres que vivem em países da África e do Oriente Médio onde persiste a prática da mutilação genital feminina, uma tradição de ao menos cinco mil anos de história que consiste em cortar partes do clitóris e dos pequenos e grandes lábios da vagina. Em alguns locais o corte ainda é feito à navalha. O procedimento teria função sanitária – a mulher se tornaria mais limpa após o ato – e também atenderia a questões culturiais: o clitóris é visto por sociedades patriarcais como a falsa representação do pênis e, portanto, competiria com a virilidade masculina. Na maioria dos casos, a mutilação da vagina veta à mulher o direito ao prazer sexual.

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