Em nota, o também ex-presidente José Sarney lamenta prisão de Lula e demonstra solidariedade

O ex-presidente José Sarney (MDB) lamentou a prisão do também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O decreto de prisão foi expedido ontem, 5, pelo juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal em Curitiba, depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) negar habeas corpus ao petista. Sarney avalia que a eleição deste ano, sem Lula, “será uma grande frustração”. “É profundamente lamentável essa a decisão. Penso que a eleição deste ano sem a presença de Lula será uma grande frustração a uma parcela expressiva da população brasileira. Com todo respeito que tenho às decisões do Supremo Tribunal Federal, penso que deveria ter prevalecido o texto da Constituição que prevê que ninguém deve ser considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória", afirmou. O emedebista ressaltou o “tratamento correto e cordial” que sempre recebeu de Lula.

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Reforma política do faz de conta! Quem esperava por mudanças profundas, decepcionou-se

A Câmara dos Deputados começa a semana com a reforma poítica entalada na carganta e retoma o debate. Mas quem esperava por mudanças profundas, pode ir tirando o cavalinho da chuva. Isso porque das 16 propostas colocadas em votação referentes a Reforma Política, apenas sete foram aprovadas, resultando em poucas mudanças e frustrando a quem esperava um novo sistema eleitoral a partir das próximas eleições. Um dos pontos mais discutidos foi com relação ao voto facultativo, que foi derrubado e o financiamento somente público das campanhas, ambos rejeitados. O chamado “Distritão”, proposta apoiada pelo presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha que previa a eleição dos candidatos com mais votos, foi derrotada e o sistema eleitoral permanece como está. Isto é, as vagas são preenchidas de acordo com a votação do partido ou coligação. Feito esse calculo, o partido ocupa as vagas entre os mais votados. Já o financiamento de campanha passou de financiamento misto (dinheiro público do fundo partidário e do tempo de TV e doações de pessoas físicas e empresas para candidatos e partidos), para o financiamento onde as empresas só poderão doar a partidos. Já pessoas físicas poderão doar para os candidatos. O financiamento público continua da forma como é hoje. Uma das mudanças aprovadas foi o fim da reeleição para os cargos do Executivo. Os eleitos em 2014 e 2016 ainda poderão se reeleger, se aptos pela regra atual. As coligações proporcionais também foram mantidas.

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