Governo celebra reabertura dos mercados de China, Egito e Chile à carne brasileira

Ministro da Agricultura destaca "vitória de nossa capacidade exportadora" em nota. Maiores compradores da carne brasileira, chineses ainda não confirmaram reabertura oficialmente. O pesadelo que assombrou o mercado da carne brasileiro após a deflagração da Operação Carne Fraca, há pouco mais de uma semana, parece estar passando. A investigação sobre um esquema de fraude e propina que envolve ao menos 21 frigoríficos jogou sombra sobre todo o setor e levou a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) a calcular uma queda de 20% nas exportações do setor neste ano. China, Hong Kong, União Europeia, Coreia do Sul e Chile anunciaram a suspensão temporária das compras dois dias após a operação. A Coreia do Sul voltou atrás no dia seguinte e, neste sábado, o Ministério da Agricultura celebra em nota a "reabertura total" do mercado chinês à carne brasileira. Horas depois, o Governo adicionou Chile e Egito ao rol de mercados reabertos. Na nota assinada pelo ministro Blairo Maggi, o Governo diz que a liberação chinesa — o maior mercado para a carne brasileira — "trata-se de atestado categórico da solidez e qualidade do sistema sanitário brasileiro e uma vitória de nossa capacidade exportadora". "Nos últimos dias o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Itamaraty e a rede de embaixadas do Brasil no exterior trabalharam incansavelmente para o êxito que se anuncia hoje", celebra o ministro. "Tenho mais notícias boas. Egito e Chile também normalizaram a importação de nossa carne", disse.

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POLÍCIA FEDERAL: JBS e BRF, de “campeãs nacionais” a suspeitas de vender carne vencida
Fábrica da BRF em Chapecó (SC), um dos alvos da operação Carne Fraca. NELSON ALMEIDA AFP

POLÍCIA FEDERAL: JBS e BRF, de “campeãs nacionais” a suspeitas de vender carne vencida

A Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, não só apontou para a existência de um suposto esquema de corrupção entre frigoríficos e fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura, como colocou em dúvida a qualidade dos produtos vendidos por duas gigantes brasileiras do setor de carnes: JBS, dona das marcas Friboi Seara e Big Frango, e a BRF, dona da Sadia e Perdigão. A notícia de que as empresas pagavam propina para vender carnes vencidas ou adulteradas com produtos químicos —o que tanto a JBS quanto a BRF negaram— fez com que as ações dos frigoríficos despencassem mais de 8% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) até o início da tarde sexta-feira. Além das duas gigantes do setor, outras 29 companhias também são alvo da operação. Tão logo foi noticiado, o suposto esquema de corrupção para vender carnes podres também despertou a desconfiança dos consumidores: sobrou até para o ator Tony Ramos, garoto-propaganda da Friboi, que tornou-se alvo de memes nas redes sociais e se disse "surpreso" com o esquema, em entrevista ao site Ego, da Globo —vegetarianos estão sendo felicitados por não comerem carne e, assim, estarem imunes ao esquema de fraude. Parte dos alimentos adulterados teriam sido fornecidos para alunos da rede pública do Paraná. A investigação também revelou a reembalo de produtos vencidos.

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