Desvios em fundo de pensão: presidente do BNDES é alvo de busca e apreensão e depõe na PF
WJPAULO6 - RIO DE JANEIRO - RJ - 14/09/2017 - PAULO RABELLO DE CASTRO/FIRJAN -ECONOMIA OE - A retomada dos investimentos em infraestrutura no País, por meio de novas Parcerias Público-Privadas (PPPs), traz chances reais de recuperação da economia brasileira, após um forte ciclo recessivo. Para isso, no entanto, é fundamental discutir o papel da engenharia consultiva, que pode garantir projetos bem estruturados e obras bem planejadas. O tema esta sendo discutido pelo presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro (Foto) e por empresários e especialistas, durante o Seminário Internacional "Infraestrutura: A Engenharia na Retomada dos Investimentos", realizado neta manhã de quinta feira (14) na sede da FIRJAN no centro do Rio. FOTO: WILTON JUNIOR/ESTADAO

Desvios em fundo de pensão: presidente do BNDES é alvo de busca e apreensão e depõe na PF

Ação da PF contra Paulo Rabello de Castro se deu no âmbito da operação Pausare, que investiga desvios no fundo de pensão dos funcionários dos Correios, o Postalis O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal nesta quinta-feira, 31. A ação da PF contra o presidente do banco público se deu no âmbito da operação Pausare, que investiga desvios no fundo de pensão dos funcionários dos Correios, o Postalis. A busca da PF foi em um endereço ligado a Rabello de Castro no Rio de Janeiro. Assim que soube, ele se dispôs de forma espontânea a ir até a sede da PF, em Brasília, onde prestou depoimento aos investigadores do caso. O motivo da busca e apreensão contra o executivo foi o apontamento, em relatórios de órgãos de controle, da atuação da SR Rating - uma empresa de classificação de riscos - em investimentos suspeitos do Postalis. Rabello de Castro foi um dos fundadores e trabalhou na empresa antes de assumir o comando do IBGE e, posteriormente, do BNDES. O Estado apurou que, em relação a Rabello de Castro, a investigação ainda está no início e que a medida cautelar de busca e apreensão e o posterior depoimento dele tiveram como objetivo esclarecer sua atuação da SR Rating e aprofundar a apuração sobre sua relação com o Postalis. A operação Pausare foi deflagrada pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF). Segundo os investigadores, a operação é consequência de um conjunto de auditorias de órgãos de controle encaminhados ao MPF, que "identificaram má gestão, irregularidades e impropriedades na aplicação dos recursos do Postalis."

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Juiz começa a ouvir testemunhas e envolvidos em fraudes no Detran do Maranhão
Juiz José Gonçalo de Sousa Filho, da 3ª Vara Criminal, começou a série de audiências de instrução no caso 'Fraude do Detran'.

Juiz começa a ouvir testemunhas e envolvidos em fraudes no Detran do Maranhão

O juiz José Gonçalo de Sousa Filho, titular da 3ª Vara Criminal de São Luís, começou terça-feira (9), no Salão do 2º Tribunal do Júri, no Fórum Des. Sarney Costa (Calhau), a série de audiências de instrução, para colher os depoimentos de testemunhas e envolvidos na chamada Fraude do Detran, que atinge proprietários e funcionários de autoescolas, examinadores e candidatos para obtenção de carteira de habilitação, totalizando 49 acusados. Na acusação atuou o promotor de justiça José Alexandre Rocha, e na defesa, advogados e defensores públicos. De acordo com a denúncia assinada pela promotora Lize de Maria Brandão de Sá Costa, titular da 5ª Promotoria de Justiça Criminal, os envolvidos fazem parte de uma organização criminosa, composta de proprietários e funcionários de autoescolas e examinadores terceirizados da empresa “Thomas Greg e Sons”, junto ao Detran-MA, que atuavam com o objetivo de obter carteira de habilitação ou mudança de categoria de habilitação para candidatos, “mediante pagamento de propina”. O Ministério Público sustenta que os candidatos à obtenção do documento de habilitação ou mudança de categoria de habilitação compactuavam com o esquema criminoso. Os fatos apurados compreendem o período de abril a outubro de 2015 e ocorreram tanto em São Luís, como em cidades do interior maranhense, entre elas Pinheiro, Bacabal, Santa Inês, Vitória do Mearim, Cantanhede, Viana, Barreirinhas, Itapecuru-Mirim, Turilândia, São João dos Patos e Timon.

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PF desarticula quadrilha que fraudava seguro-desemprego no Maranhão, Goiás e Tocantins
Polícia Federal cumpre mandado de prisão na casa de um dos suspeitos em Palmas (Foto: Divulgação/PF)

PF desarticula quadrilha que fraudava seguro-desemprego no Maranhão, Goiás e Tocantins

NO MARANHÃO, A PF EFETUA TRÊS PRISÕES E DOIS MANDADOS DE BUSCA E APREENSÃO A Polícia Federal desencadeou hoje (23) a operação Xeque Duplo*, com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada em fraudar benefícios de seguro desemprego que atuava em Tocantins, Goiás e Maranhão. Segundo a assessoria de comunicação da PF até às 8h40 desta quinta-feira, a polícia tinha cumprido 10 mandados de prisão no Tocantins, três em Goiás e três no Maranhão. Além disso, 15 mandados de busca e apreensão no estado tocantinense, quatro em Goiás e dois no Maranhão. Os indícios colhidos nas investigações demonstram que os criminosos tinham acesso ao sistema do Ministério do Trabalho e Emprego, realizavam inserção fraudulenta de requerimentos de seguro desemprego, utilizando dados de PIS de trabalhadores reais e fictícios e, posteriormente, sacavam as parcelas do benefício, mediante uso de documentação falsificada pela própria organização. Para a fraude, alguns empregados eram “criados” virtualmente através de inserção de dados falsos referentes a empresas “laranjas.” A investigação aponta os crimes de organização criminosa, estelionato, falsificação de documento, uso de documento falso, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas e lavagem de dinheiro. A PF informou ainda que além da operação Xeque Duplo, foi realizada outra, a Duas Caras. Esta se refere a fraude praticada por dois integrantes da mesma organização criminosa. Eles agiam com a participação de terceiros e tentavam enganar a própria Justiça. Criavam um processo em que contestavam um saque do seguro-desemprego. Depois, os dois suspeitos ingressavam com ação por danos morais na Justiça Federal contra a Caixa Econômica Federal.

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