Crise política – O golpe de mestre de Joesley Batista, segundo um juiz
Irmãos Batista, da JBS: suspeitas de golpe na delação que abalou o mundo politico, abatendo o presidente da República, Michel Temer, e o senador Aécio Neves,,,

Crise política – O golpe de mestre de Joesley Batista, segundo um juiz

Entenda o golpe de mestre de Joesley Batista via Teoria dos Jogos O empresário Joesley Batista deu um xeque-mate. Fez uma jogada de mestre. A perplexidade de alguns contracena com a ação eficiente de Joesley, sócio da JBS, para salvar seu grupo empresarial e sua liberdade, típica de quem domina a lógica do novo modelo de compra e venda de informações. Farei uma análise via Teoria dos Jogos, tema que tenho procurado estudar[1]. Sou favorável à delação premiada, embora reconheça que há certa ambiguidade e ausência parcial de regras claras sobre o modo de produção desse modelo negocial. Para entender o êxito da estratégia definida por Joesley e seus advogados, seguirei o seguinte trajeto: 1) as investigações estavam chegando aos interesses de seu grande conglomerado empresarial, cujos lucros foram de R$ 4,6 bilhões em 2015 e de R$ 694 milhões em 2016, sendo necessário agir para (i) manter a vitalidade da empresa e (ii) mitigar os efeitos da ação penal sobre a liberdade dos sócios; 2) para obter a estratégia dominante/dominada, abrem-se duas táticas: (i) passiva: aguardar o desenrolar das investigações, tomando-se medidas preventivas, arriscando-se em um processo penal cujos estragos seriam postergados no tempo (que custa dinheiro), com a real possibilidade de sanções patrimoniais e principalmente a prisão dos envolvidos internamente, dentre eles Joesley; (ii) ativa: agir para produzir material capaz de ser trocado no mercado da delação premiada, atualmente em pleno funcionamento no sistema processual penal brasileiro. A escolha foi pela segunda opção, lançando-se a campo. Na avaliação de riscos, a tática adotada é a dominante para qualquer um que pense como um “homem de negócios”; 3) adotada a tática ativa, surge a necessidade de que as informações tenham valor de troca, ou seja, de que seja possível chamar a atenção dos compradores (Ministério Público e Polícia Federal) pela qualidade e relevância, bem assim do fator impacto de seu conteúdo; 4) inventariar a informação exigia um duplo movimento entre o passado e o futuro. De um lado, levantou-se o que tinha de informação capaz de chamar a atenção dos compradores e, por outro lado, diante da oportunidade de consolidar as informações produzindo gravações que seriam a prova real, agiu de modo eficiente. O portfólio de provas a se mostrar foi bem desenhado, contando com a coprodução de agências estatais, capazes de atestar a regularidade e a cadeia de custódia: ação controlada, monitoramento do dinheiro por chip etc. Como bom negociador do mercado, o delator sabia que precisava de algo raro, valioso e irrefutável; 5) no atual contexto, nada melhor do que gravações de conversas para causar o impacto direto, irrefletido, imediato e avassalador. Se não há o produto, seria necessário o criar. A produção de material probatório então precisava de uma estratégia de aquisição que, habilmente, contou com o planejamento estratégico de ações, coordenadas para comprovação das conversas, devidamente gravadas, a entrega de dinheiro, previamente identificado e com localização por chip eletrônico, tudo para comprovar a cadeia de custódia do dinheiro. Delineado o curso tático, promoveu-se com pleno êxito, juntando-se, em ordem: a) conversas gravadas indicando a realização das condutas; b) efetivação das ações programadas; c) filmagens e monitoramento eletrônico do trajeto do dinheiro; c) preservação das fontes e do material produzido; 6) a consolidação do material de alto valor fez com que fosse possível, invertendo a tendência passiva, a negociação dos termos finais da delação, mediante cooperação, pagamento de multa relevante, mas incapaz de impedir a continuidade das atividades, evitando-se, ainda, a prisão. Xeque-mate desferido, rei encurralado, delação homologada, segue-se adiante com novos desafios do mercado. Aliás, com informação privilegiada sobre corte de juros e alta do dólar, o que fez o nosso personagem: utilizou a informação para operar seus interesses, “rifando” o Brasil, como aponta o jornal Valor Econômico. Os juristas do processo penal baunilha não entendem muito bem como isso se passa. Tenho insistido em ler o processo penal pela via da Teoria dos Jogos justamente para indicar um design de compreensão dos processos penais reais, cujo palco probatório deixou de ser no Poder Judiciário, para se resolver na fase de investigação, onde uma gravação vale ouro, a saber, gravações são o novo Habeas Corpus.

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“Cidadão do Mundo” abre novas inscrições para estudante pobre viajar e estudar no exterior

PROGRAMA DO GOVERNO FLÁVIO DINO PERMITE QUE ALUNO DE ESCOLA PÚBLICA SELECIONADO GANHE BOLSA PARA VIAJAR AO EXTERIOR E APRENDER OUTRA LÍNGUA - INGLÊS, ESPANHOL OU FRANCÊS O Governo do Maranhão abre novas oportunidades de intercâmbio internacional para alunos egressos da rede pública com o lançamento da terceira edição do Programa ‘Cidadão do Mundo’. O edital com as normas e os procedimentos será lançado às 18h desta quarta-feira (10), na cidade de Imperatriz. O novo edital oferece 80 vagas para jovens com idade entre 18 e 24 anos, sendo 45 para estudar Inglês, 25 para Espanhol e 10 para Francês. O programa coordenado pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), permite que jovens maranhenses tenham oportunidade de fazer um intercâmbio fora do país e custeado pelo Governo do Estado. “O ‘Cidadão do Mundo’ é mais um programa exitoso do Governo Flávio Dino. Chegar à terceira edição significa a consolidação deste programa enquanto política de Estado. Temos resultados positivos das duas primeiras edições e, certamente, essa terceira edição terá o mesmo sucesso e a mesma qualidade que nós obtivemos nas anteriores”, diz o secretário da Secti, Jhonatan Almada.

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