Traficante, ‘primeira-dama’ e ex-guarda-costas em guerra por poder na Rocinha: a visão de biógrafo de Nem

De um lado, o antigo guarda-costas e atual desafeto, que assumiu o poder do morro depois da prisão do mentor. De outro, a mulher do ex-chefe, condenada por tráfico, foragida, mas que, nas redes sociais, ostenta os cabelos pintados bem louros, o corpo bronzeado com biquínis e decotes, óculos escuros de grife e colares de ouro com pingente de coroa. (BBC Brasil) Glenny diz que Danúbia não é muito popular na Rocinha, sendo uma "forasteira" que veio da Maré, complexo de favelas na zona norte do Rio. Teria autoridade na favela não por sua personalidade, mas por ser mulher de Nem, tornando-se uma rara liderança feminina no mundo do tráfico - que lhe rendeu a alcunha de "Xerife da Rocinha". Ela é a quarta esposa de Nem - que, segundo Glenny, sempre se mostrou "muito apaixonado" por ela. Antes, foi mulher de dois traficantes na Maré, ambos mortos pela polícia. Daí também o apelido de "viúva negra" No domingo, a Rocinha foi invadida por dezenas de traficantes de morros como o São Carlos e o Vila Vintém, favelas controladas, assim como a Rocinha, pela facção criminosa conhecida como Amigos dos Amigos (ADA). O bando estaria, a pedido de Nem - segundo os jornais -, tentando tomar o controle das mãos de Rogério 157, em uma disputa interna da favela por integrantes da mesma organização. Glenny, que se encontra em Londres, diz que segue acompanhando de perto a escalada de violência no Rio e considera que os governos estadual e federal tem sido "incapazes" de lidar com a guerra de facções no Rio, que as Unidades de Polícia Pacificadora só continuam existindo "no papel" e que o envio do Exército para o Rio "não teve qualquer impacto na redução da criminalidade". Leia abaixo os principais trechos da entrevista. BBC Brasil - O seu livro narra desde a ascensão de Nem a "dono do morro" à sua prisão em 2011. Ele agora está em um presídio de segurança máxima em Rondônia - que papel você acha que ele desempenhou nessa disputa? Misha Glenny - Citando fontes da polícia e do sistema prisional, os jornais dos últimos dias têm dado como certo que Nem comandou a invasão da Rocinha através da Danúbia (Rangel, sua mulher). Para mim, isso ainda é uma questão em aberto. Não digo que não aconteceu, mas não está comprovado. O Nem continua sendo uma figura incrivelmente influente e popular na Rocinha, e as pessoas o ouvem muito, mas não sabemos ainda até que ponto ele está envolvido. Se a ordem partiu dele, para quem teria dado a mensagem? Desde o início do mês ele não teve visitas da família, e só na terça desta semana foi visitado por seu advogado.

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Polícia recaptura mais dois fugitivos de Pedrinhas, mas não tem pista dos perigosos assaltantes de bancos

Após denúncias anônimas repassadas pelo Grupo de Serviço Avançado (GSA) do 21º Batalhão de Polícia Militar (BPM), foram recapturados, na tarde desta terça-feira (23), mais dois fugitivos da Unidade Prisional de Ressocialização São Luís 6 (UPSL 6), unidade do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Os militares encontraram Alisson Pereira Lima, de 22 anos, e Kássio Gerdel Carvalho Ribeiro, 33, que haviam escapado naquela fuga em massa de detentos ocorrida no domingo (21). O Jornal Pequeno apurou junto ao delegado Tiago Bardal, chefe da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), que os dois presidiários estavam escondidos em uma residência localizada no Quebra Pote, área rural de São Luís, em um trecho repleto de mangue. Assim que as equipes chegaram ao local, na comunidade Santa Helena, avistaram os dois criminosos, embora as denúncias anônimas indicassem que haveria quatro detentos na residência, sendo que um estaria baleado. Alisson e Kássio, disse o delegado Tiago, não estão naquela lista dos sete perigosos assaltantes de banco de quadrilhas interestaduais que eram o alvo do resgate perpetrado pela facção Primeiro Comando da Capital (PCC), que traçou um plano e instalou dinamites no muro do antigo Centro de Detenção Provisória (CDP), na noite de domingo, explodindo parte da parede. Bardal pontuou que esses dois recapturados aproveitaram a oportunidade, isto é, o corre-corre de internos, e passaram pelo buraco, desaparecendo logo em seguida durante o tiroteio. A fuga: na noite de domingo, após uma explosão de dinamites no muro da UPSL 6, 32 detentos correram em direção ao buraco aberto na parede, sendo que dois morreram no confronto entre bandidos armados com fuzis e agentes do Grupo Especial de Operações Penitenciárias (Geop). Sete foram recapturados pouco depois de buscas feitas pelas equipes e por policiais do Batalhão de Choque e da Companhia de Operações Especiais (COE).

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Polícia continua à caça de 20 detentos que fugiram de Pedrinhas.  Até agora, 9 recapturas; 3 morreram
Jefferson Portela: agilidade para identificar e recapturar os fugitivos

Polícia continua à caça de 20 detentos que fugiram de Pedrinhas. Até agora, 9 recapturas; 3 morreram

Desde a fuga registrada na noite desse domingo (21), na Unidade Prisional de Ressocialização de São Luís 6 (UPSL 6), antigo CPD Pedrinhas, policiais civis e militares, além dos serviços de inteligência das Secretarias de Segurança Pública e de Administração Penitenciária, têm atuado de forma integrada para recapturar foragidos e identificar os envolvidos na ação. Até agora, nove detentos foram recapturados, 20 continuam foragidos e 3 morreram em confronto com policiais. De acordo com o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, a ação para conter mais fugitivos foi rápida e o trabalho de busca se estende também a outros estados. “Foi uma ação rápida e a ordem do Governo do Estado é recapturar e identificar todos os autores do crime. Já foi aberto um inquérito na Superintendência de Investigações Criminais (Seic) e pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO). Além disso estamos fazendo um trabalho integrado com os estados vizinhos, que já estão todos avisados”, detalhou Portela. Paralelo ao inquérito iniciado na Polícia Civil, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) também abriu sindicância interna para apurar as responsabilidades. Além dos presos envolvidos, serão ouvidos os servidores que estavam de plantão no dia da fuga. A suspeita de facilitação será investigada com rigor. “As circunstâncias não combinam com nossos procedimentos padrões de rotina, dentre os quais a inspeção de grades, justamente para verificar se estão ou não violadas. O caso será apurado, e os responsáveis punidos no rigor da lei”, garantiu o secretário da Seap, Murilo Andrade de Oliveira. Nos últimos três anos, a Seap já capacitou mais de 4 mil agentes de segurança penitenciária, dentre efetivos, temporários, auxiliares e estagiários. Nesse período, a gestão estadual também formou 235 novos agentes de carreira, aprovados em concurso público, realizado em 2015.

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Já são 9 os recapturados vivos depois da explosão em Pedrinhas; 3 foram mortos em confronto com a polícia

TRÊS DOS FUGITIVOS RECAPTURADOS JÁ ESTAVAM PRATICANDO ASSALTOS QUANDO FORAM PRESOS PELA POLÍCIAS MILITAR Sobe para nove o número de fugitivos recapturados pela Polícia Militar, depois da explosão, na noite de ontem (21) que abriu um rombo no muro da Unidade Prisional de Ressocialização de São Luís , antigo CDP (Centro de Detenção Provisória) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Seis deles foram presos logo depois da fuga. Mais três foram presos ontem, e um quarto bandido, ainda não identificado, morreu durante troca de tiros com a PM, juntando-se a mais dois que morreram ainda no domingo (21). Os criminosos foram presos no povoado Itapera, na zona Rural de São Luís, fazendo o que mais sabem fazer: pegaram um táxi-lotação próximo a Praça da Bíblia e, nas proximidades do Anjo da Guarda, anunciaram o assalto, segundo relatou a policia Com a prisão de Marcos André Silva, Gleilson dos Anjos Santos e Francisco Walison Moreira da Conceição, sobe para nove o número de detentos de volta ao presídio. Seis foram detidos ainda no domingo. Restam ainda 21 presos foragidos. A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Sejap) já abriu sindicância para apurar uma possível facilitação na fuga dos detentos, conforme nota divulgada ainda pela manhã:

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Pedrinhas – Nota da Sejap diz que 32 detentos fugiram, 6 foram recapturados e 2 morreram na troca de tiros com a polícia

A Secretaria de Administração Penitenciária divulgou nota fazendo um balanço do que acoantecera, por volta das 20 horas deste domingo (22), em Pedrinhas, quando um dos muros do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pedrinhas sofreu uma explosão, abrindo um rombo que facilitou a fuga de cerca de 32 presos, muito deles considerados de alta periculosidade. A Sejap não se referiu ao assunto, mas foi atribuída à facção criminosa Comando Vermelho a responsabilidade pela operação de fuga dos detentos. A NOTA DA SEJAP A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informa que na noite deste domingo (21) houve uma fuga da Unidade Prisional de Ressocialização de São Luís 6 (UPSL 6), antigo CDP. Seis detentos foram recapturados, 24 permanecem foragidos e dois internos morreram, após imediata resposta do Grupo Especial de Operações Penitenciárias (Geop), que controlou a situação no local. A fuga se deu depois que parte do muro da unidade prisional foi explodido pelo lado de fora, por pessoas ainda não identificadas, e detentos de duas celas do Pavilhão Gama, que serraram as grades e conseguiram passar pelo buraco causado pela explosão. Após troca de tiros entre bandidos e agentes penitenciários do Geop de plantão, dois internos vieram a óbito, um no local e outro no hospital. Policiais civis e militares também foram acionados, e seguem no encalço dos evadidos. A gestão prisional ressalta que, por estar separada do Complexo Penitenciário de São Luís, a UPSL 6 é a única unidade prisional masculina que ainda não dispõe de Portaria Unificada e inspeção por BodyScan, a exemplo das demais que compõe o complexo carcerário. O caso é investigado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO) da Superintendência de Estado de Investigações Criminais (Seic), que terá 30 dias para a conclusão do inquérito policial. Nos últimos dois anos, o Governo do Estado investiu forte na segurança e na revitalização do complexo, e conseguiu zerar o número de homicídios intramuros, tirando o Maranhão do topo para último no ranking que mede a taxa de violência nos presídios do país.

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Bandidos explodem muro em Pedrinhas. Cerca de 30 presos fogem. Alguns morrem

Numa ação rápida, bandidos possivelmente da facção “Comando Vermelho” explodiram um dos muros do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pedrinhas, o que teria facilitado a fuga de cerca de 30 presos, muito deles considerados de alta periculosidade. Há notícias de mortes, em decorrência da própria explosão do muro, também por conta da rápida ação da polícia, quando trocou tiros com os bandidos. Porém, não há informações oficiais quanto a número de fugas, de mortos, feridos ou recapturados. No momento, várias viaturas das polícias militar e civil estão nas ruas e no próprio local da explosão. É esperado para qualquer momento um pronunciamento das secretarias de Segurança Pública e de Administração Judiciária, esta responsável pela guarda dos presos, em Pedrinhas.

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