Doa a quem doer!  Vereador Estevão Aragão quer ver apurados “negócios” da Câmara com o Bradesco
Estêvão Aragão, na Câmara: preocupação em separar o joio do trigo

Doa a quem doer! Vereador Estevão Aragão quer ver apurados “negócios” da Câmara com o Bradesco

O adágio popular costuma dizer que “onde há fumaça, há fogo”. Os bastidores políticos da cidade estão cheios de que havia, até há bem pouco tempo, uma certa promiscuidade financeira entre alguns vereadores de São Luís e o Bradesco, através de uma gerente da instituição. Uns falam de empréstimos sem lastro, outros de agiotagem, Há uma versão correndo de que, na eleição da mesa diretora da Câmara, em janeiro deste ano, boa parte dos votos de alguns vereadores – novos ou antigos – teria sido financiada com esse “propinoduto” ludovicense, o que, obviamente, respinga logo no atual presidente Isaías Pereirinha, que está licenciado do cargo. Ontem (8), o vice-presidente da Casa, respondendo pela presidência da Câmara, vereador Astro de Ogum (PMN), negou, num programa da Rádio Capital AM 1180, que essas “insinuações” sejam “verdadeiras”, embora tenha admitido que alguns políticos “recorrem” a empréstimos depois das campanhas políticos. Disse ele: - Desconheço essa história. Estou interinamente na presidência da Câmara e o que sei é que alguns vereadores usam das prerrogativas de cidadãos e pedem dinheiro emprestado de acordo com a necessidade de cada um. Acho até estranho transformarem vereadores em agiotas, já que, quando se termina uma campanha, geralmente o político chega com as finanças combalidas e recorrem a empréstimos para quitação de débitos Da forma como vem sendo colocadas as versões, a direção do Bradesco local também as nega. Ao editor de um blog local, afirmou desconhecer qualquer hipótese de agiotagem entre o banco e os vereadores da casa. Esse clima de apreensão já começa a contagiar o plenário da Câmara Municipal. Tanto que hoje pela manhã, mesmo sem haver a sessão formal, de repente os vereadores começaram a discutir o assunto. O vereador Nato fazia como que um discurso fora dos microfones, afirmando que tudo isso é balela. Balela ou não, o jovem vereador Estêvão Aragão (Solidariedade) meteu-se na discussão e disse que não vai permitir que seu nome seja enlameado. Por isso concorda com a tese de uma CPI para colocar tudo em pratos limpos. O que disse, textualmente, Aragão: - Quando se referem a este assunto, sejam eleitores, jornalistas, blogueiros ou políticos, falam sempre que são ‘os vereadores’. Aqui na Casa existem 31 vereadores. Se os fatos ventilados forem verdadeiros, espero que não sejam, acredito que muitos dos que estão aqui não participariam desse esquema. Por isso, tenho interesse e pressa na total apuração dos fatos,. Semana passada, circulou uma versão de que a Policia Federal poderia entrar no caso, a pedido do Ministério Público. Isso também depois da notícia de que a gerente do Bradesco acusada de “facilitar as coisas” já estaria em Portugal, a caminho de Bagdá...

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