Magnata da JBS gravou Temer autorizando compra do silêncio de Cunha, diz ‘O Globo’

Gravações, feitas há dois meses, fariam parte de acordo de delação premiada. Os irmãos Joesley e Wesley Batista, magnatas da companhia JBS, tentam fechar um acordo de delação premiada em que apresentam uma prova, em áudio, de que o presidente da República, Michel Temer tentou obstruir a Operação Lava Jato, segundo reportagem publicada pelo jornal O Globo nesta quarta-feira. De acordo com o veículo, Temer foi gravado dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha, preso desde outubro do ano passado. O diálogo entre o presidente e Joesley Batista teria ocorrido por volta das 22h30 do último dia 7 de março deste ano, no Palácio do Jaburu, a residência da vice-Presidência. O empresário portava um gravador escondido, segundo o O Globo. Joesley contou que estava dando uma mesada a Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro, para que ambos não falassem nada que prejudicasse o Governo. Temer teria dito: “Tem que manter isso, viu?”. Segundo o empresário, não foi o presidente que determinou o pagamento da mesada, mas ele tinha conhecimento sobre ela. Questionada, a assessoria do Procuradoria-Geral da República nem confirma, mas tampouco desmente as informações de O Globo, informa Afonso Benites. Mesmo sem a confirmação, o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) anunciou que protocolou um pedido de impeachment de Temer com base nas informações divulgadas por O Globo. "Isso fere direta e claramente a lei dos crimes de responsabilidade", disse o deputado, referindo-se aos pagamentos para que Cunha permanecesse calado. Em nota, o presidente Michel Temer negou a acusação do empresário da JBS.

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Planalto é avisado que até base aliada quer renúncia de Temer
Temer em maus lençõis: renúncia à vista...

Planalto é avisado que até base aliada quer renúncia de Temer

Articuladores políticos do governo foram avisados no fim da noite desta quarta-feira (17) que vários grupos de parlamentares que integram o núcleo duro da base aliada querem a renúncia do presidente Michel Temer. Segundo o jornal "O Globo", o dono da JBS, Joesley Batista, entregou gravação ao Ministério Público com uma conversa entre ele e Temer na qual eles discutiram a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Em uma reunião com conselheiros políticos, na noite desta quarta, o presidente já disse que não tem disposição em renunciar. Além disso, segundo auxiliares, o presidente se defendeu e ressaltou que, em nenhum momento, falou sobre o silêncio de Cunha. Várias reuniões aconteceram dentro e fora da Câmara durante a noite. Segundo relatos feitos ao Blog por parlamentares da base, o clima é de velório. O Planalto foi avisado que, se Temer não der sinalização rápida de solução para a crise política, através da renúncia, haverá forte movimento nesse sentido pelos próprios aliados, o que deixaria a situação do presidente insustentável. Já há parlamentares que avaliam que, se Temer não tomar essa posição, será atropelado e perderá qualquer tipo de influência sobre o processo de sucessão.

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Lobão filho, suplente do pai, pode não mais assumir porque está “fichado” na Lava Jato
Edson Lobão: filho, que é suplente do senador, também é alvo de denúncias

Lobão filho, suplente do pai, pode não mais assumir porque está “fichado” na Lava Jato

Mais de 60% dos substitutos de parlamentares alvos da Lava-Jato têm pendências, como Lobão Filho Um dos que poderiam se beneficiar pelas investigações é Nelson Nahim (PSD-RJ). Condenado a 12 anos por estupro de vulnerável, exploração sexual de adolescentes e coação, Nahim, irmão do ex-governador do Rio Anthony Garotinho, tem, segundo seu advogado Marcello Ramalho, “todo o interesse de exercer o cargo”. Ele chegou a ficar preso por quatro meses em 2016, mas foi libertado por um habeas corpus. É, atualmente, o primeiro suplente da coligação fluminense composta por PSD e mais quatro partidos, incluindo o PMDB, e poderia voltar para a Câmara numa eventual saída de Pedro Paulo (PMDB-RJ), suspeito de receber da Odebrecht mais de R$ 3 milhões para campanhas em 2010 e 2014. Em janeiro de 2017, Nahim chegou a ocupar uma cadeira na Câmara no lugar de Índio da Costa (PSD-RJ), licenciado para assumir uma secretaria municipal no Rio. Nahim é acusado de compor uma quadrilha que mantinha crianças e adolescentes entre 8 e 17 anos presos em uma casa em Campos, onde seriam exploradas sexualmente. O processo segue em segredo de Justiça, e Ramalho diz que Nahim “vai provar inocência”. Preso no Paraná, o ex-deputado federal Luiz Argôlo é o primeiro suplente da coligação DEM, PMDB, PSDB, PTN, SD, PROS, PRB, PSC na Bahia. Três deputados eleitos pela mesma aliança são investigados com autorização do STF e podem ter de se afastar. Condenado a 12 anos e oito meses de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Lava-Jato, Argôlo poderia assumir o lugar de algum deles se conseguir um benefício de progressão de regime ou habeas corpus. De acordo com a Câmara, julgado em segunda instância, Argôlo não teve seus direitos políticos cassados. — As empresas têm feito cada vez mais compliance, mas os partidos estão longe de adotar ferramentas assim. Além da Lei da Ficha Limpa, que barra candidatos com condenação em segunda instância, não há nada que impeça pessoas com pendências judiciais de se candidatarem. O resultado é esse cenário — afirma Marco Antônio Carvalho Teixeira, cientista político da FGV. No Senado, a situação não é diferente. Se Fernando Collor de Mello (PTC-AL), sob investigação por ter supostamente recebido R$ 800 mil em caixa 2 na campanha de 2010 ao Senado, for afastado, em seu lugar entrará Renilde Bulhões. Desde 2004, Renilde é investigada pelo assassinato de um radialista em Santana do Ipanema (AL), cidade da qual foi prefeita. Segundo o Tribunal de Justiça de Alagoas , o inquérito estava sob sua supervisão até 2013 porque a investigada era prefeita, mas foi enviado ao primeiro grau quando ela deixou o cargo e perdeu o foro. O advogado de Renilde, José de Barros Lima Neto, nega o envolvimento da suplente no crime e diz que ela “sequer foi ouvida sobre os fatos” ao longo da investigação. Renilde foi ainda condenada por improbidade administrativa em 2015 ao contratar servidores municipais sem concurso público. Em nota, a assessoria de Collor disse que Renilde “é ficha-limpa, sem restrição para a disputa de cargos públicos ou exercício de cargo eletivo”. Edison Lobão Filho (PMDB-MA) pode herdar o posto de senador do pai, Edison Lobão (PMDB-MA), sob investigação por corrupção no âmbito da Lava-Jato. Lobão Filho é alvo de processos por ocultação de patrimônio, falsidade ideológica e sonegação fiscal por, supostamente, ter escondido a propriedade de uma empresa de bebidas sob o nome de laranjas. Recentemente, o Ministério Público da Suíça apresentou ainda documentos apontando contas secretas no país em nome dele. Por e-mail, Lobão Filho afirmou que as contas estão declaradas e não são movimentadas há 30 anos. Segundo ele, as acusações são “assuntos com origem de 20 anos, exaustivamente explicados, mas que a imprensa insiste em explorar”.

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Citação de “Beira-Mar” sobre  “um desembargador” maranhense causa reboliço
Através de Gervásio Protásio, AMMA repudia "Beira-Mar"

Citação de “Beira-Mar” sobre “um desembargador” maranhense causa reboliço

Magistrados rebatem: "Um facínora não tem credibilidade" Por conta da repercussão da reportagem, nos meios jurídicos e forenses do Maranhão – e do Brasil -, em que dois famosos presos traficantes citam um desembargador maranhense, a Associação dos Magistrados do Maranhão – AMMA termina de divulgar nota (Leia abaixo) sobre o assunto, assinada pelo seu presidente, juiz de Direito Gervásio Protásio dos Santos Júnior, repudia as declarações.

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