Entrevista: ‘Huck fica menor na crise. Doria tem maior projeção’, diz FHC

Para ex-presidente, ao se opor a Bolsonaro no enfrentamento do novo coronavírus, governador de SP ganha visibilidade Entrevista com Fernando Henrique Cardoso Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo Cumprindo o isolamento social em seu apartamento em Higienópolis, região central da capital paulista, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem dividido o tempo entre o trabalho em novo livro sobre sua trajetória intelectual, releituras de Machado de Assis e reuniões e debates virtuais do seu instituto. Eventualmente, faz rápidas caminhadas pelo bairro, sempre de máscara. O cardápio de filmes e séries fica por conta de sua mulher, Patrícia. Mas FHC confessa que não é muito fã de “maratonar” em plataformas de streaming. Nesta entrevista ao Estado, FHC fez um uma análise do cenário político em tempos de covid-19 e disse que o presidencialismo de coalizão deu lugar a um sistema precário de governo compartilhado entre Câmara, Senado e Supremo Tribunal Federal. Na avaliação dele, o governador João Doria (PSDB) ganhou espaço durante a crise, enquanto o apresentador e possível presidenciável Luciano Huck, de quem é amigo, ficou politicamente menor.

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Filho de Bolsonaro pede a volta do famigerado AI-5!!!

Por conta de proposta tão estapafúrdia, a entrevista do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) terminou virando o principal assunto do dia, até mais que o depoimento do porteiro do condomínio da família, no Rio de Janeiro - onde mora um dos assassinos confessos da vereadora Mariele Franco.

A família Bolsonaro não para de surpreender – de forma negativa -  os brasileiros. Milícias à parte, hoje (31) foi a vez de o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente da República, Jair Bolsonaro, pedir a volta do tristemente famoso AI-5,  instituído pela ditadura militar,  numa entrevista à jornalista Leda Nagle, publicada num vídeo do canal You Tube. Ele disse com todas as letras que se a esquerda "radicalizar" no Brasil, a resposta pode ser "via um novo AI-5".

Para quem não lembra ou não sabe, o Ato Institucional Número 5 foi assinado em 1968, no regime militar, e é considerado uma das principais medidas de repressão da ditadura. Entre as consequências do AI-5 estão o fechamento do Congresso Nacional, a retirada de direitos e garantias constitucionais, com a perseguição a jornalistas e a militantes contrários ao regime, muitos presos, torturados e  mortos.

As declarações do filho do presidente caíram como uma bomba em todo o país, e as reações foram de diversos  tons e calibres. Mais tarde, em outra  entrevista. Desta vez  à Band, já aconselhado pelo pai, Eduardo Bolsonaro se referiu aos protestos no Chile como atos de "vandalismo" e afirmou que, se atos semelhantes acontecerem no Brasil, "alguma medida vai ter que ser tomada".

Mas ponderou: "Talvez eu tenha sido infeliz em falar ‘AI-5’ porque não existe qualquer possibilidade de retorno do AI-5, mas nesse cenário o governo tem que tomar as rédeas da situação. Não pode simplesmente ficar refém de grupos organizados para promover o terror. Foi tão simplesmente isso. Mas não existe retorno do AI-5. Finalizando a resposta, a gente vive sob a Constituição de 1988, fui democraticamente eleito, não convém a mim a radicalização", afirmou o deputado.

Pouco antes de a entrevista ir ao ar, o pai do deputado, o presidente Jair Bolsonaro, também disse à Band ter recomendado ao filho que se desculpasse por ter dito algo que as pessoas "não interpretaram corretamente".

- “Eu fui eleito democraticamente, ele foi o deputado mais votado da história do Brasil. Falei para ele 'se desculpa, pô, junto àqueles que porventura não interpretaram você corretamente', falei 'não tem problema nenhum, se desculpa, sem problema nenhum'. Agora, o que a gente fica chateado aqui? Qualquer palavra nossa, palavra, né, num contexto qualquer vira um tsunami. A gente lamenta, eles sabem disso, eu falo disso com meus filhos", declarou o presidente da República.

Manifestações

Questionado se é contra "qualquer ato que seja antidemocrático", Eduardo Bolsonaro disse  ser "a favor de manifestações", desde que sejam "pacíficas".

"Com certeza, sou a favor de manifestações, independentemente de serem a favor ou contra o governo Jair Bolsonaro, desde que sejam pacíficas. [...] Agora, certamente a oposição e a esquerda vão se utilizar da minha fala para tentar me pintar como ditador, independentemente dos esclarecimentos que venha a fazer", respondeu.

A fala de Eduardo sobre a possível adoção de um ato como o AI-5 gerou forte repercussão no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal.

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Mais um disparate! “Passar fome no Brasil é uma grande mentira”, afirma Bolsonaro
Brasília(DF), 24/06/2019 Presidente Jair Bolsonaro. Local: Palacio do Planalto. Foto: Igo Estrela/Metrópoles

Mais um disparate! “Passar fome no Brasil é uma grande mentira”, afirma Bolsonaro

O mandatário da República defendeu ainda que “os políticos que criticam a fome no Brasil têm que se preocupar e estudar um pouco mais as consequências [de dar bolsas]”. Em café da manhã com jornalistas estrangeiros, na manhã desta sexta-feira (19/07/2019), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que não há fome no Brasil. “Não se vê gente, mesmo pobre, pelas ruas, com físico esquelético”, disse. Bolsonaro criticou políticos que usam essa situação em discursos e os chamou de populistas. “O Brasil é um país rico para praticamente qualquer plantio. Fora que passar fome no Brasil é uma grande mentira. Passa-se mal, não come bem, aí eu concordo”, pontuou. De acordo com o chefe do Executivo, a situação brasileira não é igual a de outros “países pelo mundo”. O mandatário da República defendeu ainda que “os políticos que criticam a fome no Brasil têm que se preocupar e estudar um pouco mais as consequências [de dar bolsas]”

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“Me ofereceram R$ 60 mil por uma noite”, diz a drag maranhensePabllo Vittar

A drag também fez revelações sobre adolescência, dificuldade em conseguir emprego e vida amorosa A cantora Pabllo Vittar - que é maranhense de Santa Inês - fez revelações durante uma entrevista ao jornal Extra, do Rio de Janeiro. Ela falou sobre a questão de gênero. “Ser afeminado é revolucionário! Eu amo ter nascido menino gay! Noooossa… Adoro ser veado, drag queen! Nunca quis ser mulher. Poder me transformar é maravilhoso!”, afirmou. Sem a maquiagem e os looks poderosos, Vittar é Phabullo Rodrigues da Silva Araujo. Um jovem que já levou prato de sopa na cabeça na fila da merenda e, mais tarde, perdeu oportunidades profissionais por causa do preconceito. Vittar relembrou a dificuldade em conseguir trabalho por conta de sua aparência. “Nunca consegui emprego em loja de shopping, por exemplo. Trabalhei como cabeleireiro e no telemarketing das empresas, em que eu só usava a voz, ninguém precisava me ver”, disse. Um dos trechos mais polêmicos da conversa foi sobre um convite para se prostituir. Pabllo admitiu ter recebido “propostas indecentes”. “Um cara estava disposto a pagar R$ 60 mil por uma noite comigo. Não aceitei. Respeito muito a minha drag e tudo o que eu conquistei por meio dela”, relatou.

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Lava Jato: Entrevista de diretor da PF gera novo constrangimento para o Governo no STF

Ministro intima Fernando Segovia a explicar comentário sobre fragilidade de investigação sobre Temer. Diretor da Polícia Federal disse à agência Reuters que inquérito "pode até concluir que não houve crime" O Governo Michel Temer deposita todas as suas fichas que lhe sobraram na aprovação da reforma da Previdência no Congresso Nacional. Mas, enquanto os líderes do Governo concentram seus esforços para convencer parlamentares da necessidade de equilibrar as contas do Estado brasileiro, crises paralelas seguem arranhando a imagem de um Palácio do Planalto já muito desgastado. Neste sábado, o fogo partiu da Polícia Federal (PF), e não exatamente porque os investigadores estão acusando o presidente de corrupto. Muito pelo contrário. O diretor-geral da PF, Fernando Segovia, foi intimado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso a explicar por que disse em entrevista à agência Reuters que os indícios de um inquérito sobre Temer "são muito frágeis” e que a investigação "pode até concluir que não houve crime”. Segovia falava na entrevista sobre a investigação gerada pela suspeita de que Temer teria cometido crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro por receber vantagens indevidas de uma empresa para editar o "Decreto dos Portos". Junto com o presidente da República, o inquérito investiga o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, que foi assessor especial de Temer e ficou famoso por ser preso com uma mala de dinheiro, além de outros dois empresários. À Reuters, o diretor-geral da PF disse que o decreto em questão “em tese não ajudou a empresa”. “Se houve corrupção ou ato de corrupção, não se tem notícia do benefício. O benefício não existiu”, disse Segóvia no texto publicado pela Reuters. Nomeado por Temer, Segovia assumiu a PF em novembro do ano passado sob a desconfiança da corporação, que foi comandada por Leandro Daiello durante todo o desenrolar da Operação Lava Jato. As declarações dadas à Reuters nesta sexta-feira não devem melhorar sua popularidade nesse sentido. Especula-se que as críticas à investigação sobre Temer não passam de um ataque pessoal do diretor da PF ao delegado responsável pela investigação, Cleyber Malta Lopes, um antigo desafeto. De qualquer forma, o fundo do desentendimento seria político, o que não faz bem nem para imagem o diretor da PF nem para a do Governo.

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“Elite brasileira tem de ter menos espírito de Miami”, diz Flávio Dino à Folha

"Comunista graças a Deus", Flávio Dino (PC do B) começou a governar o Maranhão com a imagem de um só santo, são Francisco de Assis, em seu gabinete. Três anos depois, tentará a reeleição com dez santos na bancada. De frente para sua mesa, a mesma que foi de Roseana Sarney (MDB), sua adversária política, Dino pregou uma tela da Muralha da China ("uma lição de paciência"), ornando com bustos do comunista Mao Tsé-Tung e o socialista Salvador Allende. A vista da sacada do Palácio dos Leões, para onde Dino escapa quando precisa espairecer, não o deixa esquecer o desafio que é governar o Estado mais pobre do país, segundo o IBGE. Seu horizonte é uma favela erguida sobre palafitas ao lado do metro quadrado mais caro de São Luís, no forte da ponta de São Francisco. Em entrevista no dia 13, ele declarou apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a despeito da pré-candidatura de Manuela D'Avila, de seu partido. VEJA TODA A ENTREVISTA. Acesse LEIA MAIS...

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“A realidade do Rio, de três facções criminosas em disputa, se revela no país inteiro”

Faz um ano e dois meses que Roberto Sá (Barra do Piraí, 1964) assumiu a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro. As Olimpíadas acabavam de terminar, o Estado já tinha decretado calamidade financeira, e os índices de letalidade violenta prenunciavam níveis de dez anos atrás. “Eu gosto de desafios, mas não esperava que fosse dessa monta”, afirma. O cenário, desde então, não melhorou, a violência continua aumentando, e o horizonte não é nada esperançoso. O orçamento da pasta em 2018 vai diminuir quase 5% e um corte de 500 milhões, quase 10% do total, vai fazer tremer a Polícia Militar, que já tem mais da metade das viaturas paradas por falta de manutenção. O ajuste vai deixar as convalidas Unidades de Polícia Pacificadora com apenas 10.000 reais para despesas, o equivalente a cerca de 50 pneus, contra os 5,4 milhões deste ano. Sá, no entanto, diz que recuou do seu plano, anunciado em agosto, de enxugar o programa e deslocar 3.000 homens das UPPs para patrulharem o asfalto. Os constantes conflitos na Rocinha lhe fizeram repensar a estratégia. Em encontro com um grupo de correspondentes estrangeiros no dia 13 de dezembro, o secretário voltou a cobrar um rigor maior da progressão de pena e das leis para punir criminosos e abriu a porta a delações premiadas de narcotraficantes. O secretário, que já protagonizou embates com o Governo federal elogiou, desta vez, a presença das Forças Armadas no Estado que vêm apoiando operações contra o tráfico com resultados modestos. Na avaliação de aliados de Michel Temer e do governador Luiz Fernado Pezão, do PMDB, a participação dos militares no Estado coroou o "sequestro" do Governo do Rio pela gestão federal, mas para Sá trata-se de o Governo federal ter entendido que tem sua responsabilidade num contexto de violência urbana. O Rio, lamentou o secretário, vive “um momento dramático”. Preocupado, segundo ele, com a letalidade das ações policiais, afirmou não saber o que aconteceu na madrugada do dia 11 de novembro quando uma operação da Polícia Civil com apoio do Exército deixou sete mortos –um oitavo morreu um mês depois. Pergunta. O senhor anunciou que pode recuar do pedido de transferência de Rogério 157, pivô do conflito na Rocinha, a um presídio federal se ele fizer delação. Se isso acontecer, poderia abrir a porta a novas delações premiadas e, em consequência, uma nova maneira de combater o tráfico de drogas? Poderia se esperar um impacto comparável ao que as delações estão tendo na Lava Jato? Leia a entrevista inteira. Acesse LEIA MAIS

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Caso Alanna – Psicóloga forense analisa o perfil do estuprador e assassino confesso Robert Serejo

Vingador, sádico, oportunista? Opressor, impulsivo, rígido? A psicóloga forense e clínica Evelyn Lindholm, em sua análise, traça o perfil do assassino confesso da menina Alanna Ludmila De O Imparcial Crueldade, frieza, perversidade? Palavras não dão conta de descrever o crime que chocou o Maranhão na última semana. Alanna Ludmila, de dez anos, foi estuprada, asfixiada e enterrada em cova rasa no quintal da casa onde morava com a mãe. O assassino confesso: Robert Serejo, 31 anos, ex-padrasto da menina. Hoje já são sete dias sem Alanna. Após dias de buscas pela criança ainda com vida, o choque de encontrá-la morta debaixo do próprio teto e o alvoroço das buscas incessantes do, então, principal suspeito de tê-la matado (foragido até o último sábado, dia 4), o que ficam são questionamentos. Afinal de contas, o que se passa na mente de alguém que comete tamanha atrocidade?

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Diretor do Datafolha: “60% dos que indicam voto em Bolsonaro são jovens”

A mais recente pesquisa Datafolha sobre as eleições presidenciais brasileiras mostrou, na última semana, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto, mesmo condenado pelo juiz Sérgio Moro e sendo réu em outras processos da Operação Lava Jato. Lula está na frente em diferentes cenários com ao menos 35% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparecem em empate técnico o candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSC) e a ambientalista  Marina Silva (Rede) - ele tem entre 16% e 17%, e ela, 13% a 14%. Na conversa, feita ao vivo na página do Facebook do EL PAÍS na quinta-feira, o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, comenta o levantamento. "Há uma tolerância com a corrupção, mas uma tolerância pragmática, desde que se entregue benefícios sociais", disse ele, ao falar sobre a boa performance de Lula entre os eleitores mais pobres. Paulino lembrou que cerca de 70% do eleitorado tem renda familiar até três salários mínimos e defendeu uma reflexão sobre jovens e conservadorismo no Brasil. "Cerca de 60% dos eleitores que indicam voto em Bolsonaro neste momento são jovens, com menos de 34 anos. Bolsonaro conseguiu conquistar uma parcela de jovens. Essa parcela de jovens, e a gente vem estudando isso há algum tempo, tem uma tendência ao conservadorismo. Isso é algo que tem que ser estudado no Brasil. Por que tantos jovens tem partido para esse caminho?"

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Lula, condenado, prega paz e amor, mas esculacha: ‘atual governo não representa nada’

O ex-presidente Lula gravou um vídeo neste domingo em que diz que o governo de Michel Temer “não representa nada”, critica a atuação do Congresso Nacional que, segundo ele, tem retrocedido na busca de conquistas para os trabalhadores, e pede mais auto-estima ao povo brasileiro. — O brasileiro está com a auto-estima baixa, a economia está muito ruim, há uma desagregação, sabe, do ânimo da sociedade por conta do desemprego, porque as pessoas ainda estão muito preconceituosas, ou seja, a auto-estima está baixa. Nós temos um governo que não representa nada, absolutamente nada. Nós temos um Congresso desacreditado, que está desmontando conquistas que os trabalhadores conquistaram há tanto tempo atrás — afirmou Lula. Mais adiante, o petista, condenado na semana passada a nove anos e meio de prisão pelo juiz Sergio Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, afirmou que a falta de confiança no governo impede que as coisas aconteçam. Disse ainda ter vivido o o momento de maior auto estima do povo brasileiro, sugerindo que isso aconteceu quando ele comandava o país. — Se você não tiver esperança, se você não acreditar nas pessoas que governam o país, nada vai acontecer. Todo mundo acorda de manhã azedo, todo mundo vai dormir xingando o vizinho. Ao invés de olhar seus próprios defeitos, as pessoas começam a culpar o vizinho. É um vizinho culpando o outro. Eu acho que não tá legal. Eu tive o prazer de viver nesse país o momento de maior auto-estima do povo brasileiro. As pessoas acreditavam, as pessoas sonhavam, as pessoas tinham emprego, tinham aumento de salário, as pessoas sonhavam em estudar. Tudo isso foi possível criar. Agora, me parece que nada é possível — disse o ex-presidente. Lembrando o tom do discurso usado na campanha eleitoral de 2002, quando foi eleito presidente pela primeira vez e usou o slogan “Lulinha paz e amor”, o petista disse que o Brasil precisa de um governante que goste do povo. Novamente, voltou a apelar pedindo “mais tolerância e compreensão” contra o chamado preconceito.

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