Operação Lava Jato – Lista de Janot: Enxurrada de inquéritos da Lava Jato ameaça colapsar o Supremo
lentidão no Supremo: Fachin conseguirá imprimir um novo ritmo aos julgamentos?

Operação Lava Jato – Lista de Janot: Enxurrada de inquéritos da Lava Jato ameaça colapsar o Supremo

Procurador-geral pediu abertura de 83 inquéritos com base nas delações da Odebrecht, mas prescrição de crimes ronda a Corte Enquanto o Congresso e o Planalto prendem a respiração à espera da divulgação das delações da Odebrecht, que devem arrastar para o centro da Operação Lava Jato uma centena de políticos, outra ameaça ao establishment bate à porta. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entregou na noite desta terça-feira ao Supremo Tribunal Federal uma nova lista com 83 pedidos de abertura de inquéritos para investigar os citados nas delações da empreiteira. Ministros do Governo de Michel Temer – entre eles Eliseu Padilha e Moreira Franco, da Casa Civil e da Secretaria-Geral da Presidência, segundo levantaram alguns jornais –, ex-presidentes, deputados, senadores e governadores entram de vez na mira da operação, que arrasta seus tentáculos para o PSDB e PMDB, além do PT. Caberá ao ministro relator da Lava Jato na Corte, Edson Fachin, analisar a chamada segunda Lista de Janot a autorizar as investigações, bem como a retirada de sigilo da lista – não existe um prazo para que essas decisões sejam tomadas. Com o aval do ministro, o Ministério Público Federal pode realizar diligências, solicitar a quebra de sigilos bancários e telefônicos e coletar mais provas contra os políticos citados. Só então o MPF irá avaliar se apresenta denúncia contra os investigados. Se a Corte aceitar a denúncia, os políticos se tornarão réus. Levando em conta a história pregressa do Supremo, alguns anos devem se passar até que os processos tenham um desfecho. Esta é a segunda lista apresentada por Janot ao STF. A primeira, entregue em março de 2015 e feita com base nas delações do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, pedia a abertura de 28 inquéritos para investigar pessoas com direito ao foro privilegiado. Dois anos depois, apenas seis políticos viraram réus: Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Aníbal Gomes (PMDB-CE), Nelson Meurer (PP-PR), e mais recentemente, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), e Vander Loubert (PT-MS). E nenhum ainda foi julgado.

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