Senadores decidem manter prisão do colega Delcídio Amaral (PT), líder do governo, decretada pelo STF
Por 59 a 13, plenário do Senado confirma a prisão do senador Dulcídio Amaral (PT) por tentar obstruir as investigações da Lava Jato.

Senadores decidem manter prisão do colega Delcídio Amaral (PT), líder do governo, decretada pelo STF

O Senado decidiu na noite desta quarta-feira, em Brasília, por 59 votos a 13, que Delcídio Amaral (PT-MS) deve ser mantido preso. Ele foi detido pela manhã, em mais uma etapa das investigações da Operação Lava Jato. Antes, os senadores fizeram outra votação: se a decisão sobre o futuro da prisão de Amaral seria feito com voto aberto ou secreto. O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que a votação sobre a manutenção da prisão deve ser aberta. A decisão coincidiu com a posição adotada pelo plenário do Senado - foram 52 votos a favor do voto aberto, 20 pelo voto secreto e uma abstenção. Na decisão, o ministro explicou que o Artigo 53 da Constituição não menciona a sessão secreta para deliberar sobre o assunto. Portanto, a votação deve ser aberta e com indicação nominal sobre o voto dos senadores. Para o ministro, o princípio da publicidade deve prevalecer. "Sendo assim, não há liberdade à Casa Legislativa em estabelecer, em seu regimento, o caráter secreto dessa votação. Em havendo disposição regimental em sentido contrário, sucumbe diante do que estatui a Constituição como regra", decidiu Fachin. O Regimento Interno do Senado determina que a votação seja secreta, mas uma emenda constitucional acabou com esse tipo de votação, exceto para aprovação de autoridades e eleição da Mesa Diretora. A prisão do senador precisa ser referendada pelo Senado por causa do comando do Artigo 53 da Constuição. O texto prevê que os membros do Congresso Nacional só podem ser presos em flagrante de crime inafiançável. Após a decisão, o processo no qual a prisão foi determinada deve ser remetido em 24 horas à Casa respectiva, de modo que a maioria dos parlamentares decida sobre a prisão.

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Prisão do senador: “Temos de centrar fogo no STF”, disse Delcídio sobre plano para soltar Cerveró

Em transcrições dos diálogos que levaram o STF a autorizar detenção de Delcídio, advogado "cooptado" por senador diz já ter tirado muita gente do país usando fronteira com o Paraguai O pedido de prisão do líder do governo no Senado, Delcídio Amaral, traz trechos de diálogos entre o senador; o advogado contratado por Nestor Cerveró, Edson Ribeiro; o flho de Nestor Cerveró, Bernardo Cerveró; e o chefe de gabinete do Senador Delcídio Amaral, Diogo Ferreira. As transcrições abordam diálogos que planejam desde a estratégia de soltura de Cerveró, ex-diretor internacional da Petrobras, até a fuga dele para a Espanha via Paraguai. As transcrições revelam que Delcídio planejava pedir a interlocução do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), para influenciar ministros do Supremo Tribunal Federal e assim obter um habeas corpus em favor de Cerveró. A partir da soltura do ex-diretor internacional da Petrobras, o plano era fazê-lo chegar à Espanha via Paraguai.

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