A reação do meio político sobre a condenação de Lula pelo juiz Sérgio Moro
Moro se revelou condescendente com Lula... Terá sido receio da reação das ruas?

A reação do meio político sobre a condenação de Lula pelo juiz Sérgio Moro

Juiz Sérgio Moro condenou ex-presidente a 9 anos e 6 meses de prisão no processo que envolve o caso da compra e reforma de um apartamento triplex em Guarujá (SP) - G1 Confira abaixo reações de parlamentares (em ordem alfabética) ao anúncio da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e 6 meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal. Lula poderá recorrer em liberdade. Álvaro Dias, senador (PR), líder do Podemos no Senado “A condenação do ex-presidente Lula é histórica. Mostra que a Justiça é igual para todos, inclusive para ex-presidentes da República. Lula é o principal responsável pelo grande escândalo de corrupção no País. Uma condenação esperada, fruto do trabalho da Lava Jato e de Sérgio Moro.” Arnaldo Jordy, deputado (PA), líder do PPS na Câmara “Eu creio que ele [Moro] tomou uma decisão acertada. Todas as evidências apontam que de fato o triplex pertencia a ele [Lula]. É certo que Lula deve recorrer. Vamos aguardar a confirmação da sentença por outras instâncias da Justiça brasileira, a mesma que hoje vem atingindo outras esferas da República, que condenou outras pessoas de vários partidos.” Carlos Zarattini, deputado (SP), líder do PT na Câmara "É uma condenação feita por um juiz que participou da investigação, da denúncia e que julgou. Ou seja: é o mesmo que fez todas junto com a sua famosa força-tarefa. É uma decisão que não levou em conta as testemunhas, que não tem nenhuma prova factual de que Lula seja dono desse triplex, a não ser a delação de um empresário preso. Ou seja, um empresário preso há muito tempo e acabou fazendo essa acusação. O que se tenta é simplesmente excluir o presidente Lula, que hoje é o primeiro colocado em todas as disputas, de 2018. Excluir o presidente Lula das próximas eleições." Dilma Rousseff, ex-presidente da República “A condenação de Luiz Inácio Lula da Silva, sem provas, a 9 anos e seis meses de prisão, é um escárnio. Uma flagrante injustiça e um absurdo jurídico que envergonham o Brasil. Lula é inocente e essa condenação fere profundamente a democracia. Sem provas, cumprem o roteiro pautado por setores da grande imprensa. Há anos, Lula, o presidente da República mais popular na história do país e um dos mais importantes estadistas do mundo no século 21, vem sofrendo uma perseguição sem quartel. Ontem, com indignação, assistimos à aprovação pelo Senado do fim da CLT. Uma monumental perda para os trabalhadores brasileiros. Agora, assistimos essa ignominia que está sendo exercida contra o ex-presidente Lula com o objetivo de cassar seus direitos políticos. O país não pode aceitar mais este passo na direção do Estado de Exceção. As garras dos golpistas tentam rasgar a história de um herói do povo brasileiro. Não conseguirão. Lula é inocente. E o povo brasileiro saberá democraticamente resgatá-lo em 2018. Nós iremos resistir.” VEJA MAIS OPINIÕES...

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Ex-presidente Mendonça de Barros: “O BNDES acelerou a crise atual pelo volume de crédito que liberou”

O ex-presidente do BNDES do Governo Fernando Henrique Cardoso afirma que não era papel do banco financiar a internacionalização da empresa GIL ALESSI Nas últimas semanas o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) passou a frequentar mais as páginas policiais do que os cadernos de mercado. A delação dos irmãos Batista, donos da holding J&F, responsável pelo frigorífico JBS, expôs as entranhas das negociatas feitas a título de linhas de crédito e outros aportes. Em entrevista ao EL PAÍS no final de maio, o ex-presidente do BNDES Luiz Carlos Mendonça de Barros, que presidiu a instituição de 1995 a 1998, durante o Governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, afirmou que o caso da JBS é o “típico exemplo no qual deram dinheiro demais a uma empresa”. “Na gestão do Lula e da Dilma entrou em cena essa tese de que ‘temos que formar campeãs nacionais’, e apoiar a internacionalização de multinacionais brasileiras no exterior”, afirma o economista. Para ele, a prática é “a origem destas operações da polícia que estão aí”. O economista não é estranho a polêmicas e acusações de corrupção. Ele chegou a responder a processo por improbidade administrativa relativa às privatizações das empresas criadas a partir da estatal de telefonia Telebras, em 1998. Em 2009 ele foi absolvido. Pergunta. Como era o setor da carne na década de 1990 e qual o papel do BNDES nesta época? Resposta. O setor da carne na época era bem desregulamentado. Eram pequenos abatedouros com uma questão sanitária seríssima, isso em 1995. O BNDES ofereceu linhas de crédito de longo prazo, só que com cláusulas de gestão. Nessa época nós criamos uma área de meio ambiente, e então introduzimos em todos os empréstimos alguns pontos de meio ambiente que a empresa tinha que atender como contra partida ao apoio. No caso dos frigoríficos, basicamente era estabelecer normas sanitárias de controle, porque era tudo por fora. Quando eu cheguei ao BNDES este programa já estava pronto, era um programa para modernizar o setor, basicamente olhando a questão de tributos e a questão sanitária. E foi o que fizemos com muito sucesso. Hoje é o contrário: 90% do abate de bovinos no Brasil já é com normas sanitárias muito rígidas. E na medida em que esse programa foi andando o país foi começando a exportar. E hoje é o maior exportador de carne bovina do mundo. Essa é a origem. Evidentemente que a JBS não existia naquela época, era outro nome.

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Dilma critica tom usado por José Serra com países latino-americanos
Dilma Roussef: de olho no apoio internacional à tese 'golpista'...

Dilma critica tom usado por José Serra com países latino-americanos

presidente afastada Dilma Rousseff criticou nesta segunda-feira o tom usado pelo governo interino de Michel Temer com alguns países latino-americanos e a Unasul, que criticaram o afastamento da governante de suas funções para responder a um julgamento que pode cassar seu mandato. Dilma se referiu aos comunicados publicados nos últimos dias pelo novo Ministério das Relações Exteriores rejeitando as opiniões proferidas pela União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e pelos Executivos de Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador, Nicarágua e El Salvador em relação ao afastamento da presidente. "A reação de governos estrangeiros e de importantes setores da opinião pública mundial, entre eles o secretário-geral da OEA, expressa a indignação internacional diante da farsa jurídica aqui montada", afirmou Dilma por meio das redes sociais. A chefe de Estado afastada também demonstrou sua preocupação "de que essas práticas, travestidas de legalidade, possam se espalhar por outras partes do mundo, especialmente na América Latina, promovendo a desestabilização de governos legítimos". Dilma também destacou que os governos e povos da América Latina estão "preocupados" com as ameaças que o novo ministro das Relações Exteriores, José Serra, fez contra o Mercosul e com "sua disposição de estabelecer acordos econômicos e comerciais profundamente lesivos ao interesse nacional".

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Cuba lidera junto a países e órgãos internacionais reação ao impeachment
Relações Exteriores: José Serra reúne-se com o seu gabinete para tratar da ofensiva diplomática contra os países "insurgentes"

Cuba lidera junto a países e órgãos internacionais reação ao impeachment

Sem se intimidar pela reação do chanceler José Serra de criticar abertamente as declarações dos governos bolivarianos em relação aos acontecimentos políticos no Brasil, a diplomacia de Cuba faz campanha nos órgãos internacionais contra o governo interino de Michel Temer. O jornal O Estado de S. Paulo obteve com exclusividade um e-mail enviado pela missão de Cuba perante às Nações Unidas para mais de uma dezena de organismos internacionais, alertando para o “golpe” no Brasil. Na mensagem datada de 15 de maio, o governo cubano descreve o conteúdo da declaração como sendo “sobre o golpe do Estado parlamentário e judicial no Brasil”. Em anexo, os diplomatas que abriam o documento podiam ler a declaração assinada em Havana no dia 12 de maio e já publicada que acusava Temer de ter “usurpado o poder”, apoiado pela “grande imprensa reacionária e o imperialismo”. “Dilma, Lula, o PT e o povo do Brasil contam e contarão sempre com toda a solidariedade de Cuba”, indicou a nota, que ainda denuncia as “manobras” da “oligarquia” e a “contraofensiva reacionária”. O e-mail com a declaração foi direcionado para altos dirigentes da Organização Internacional do Trabalho, Organização Mundial do Comércio, para o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, para a secretaria da ONU, Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Organização Mundial da Saúde, União Internacional de Telecomunicações, UNAids, para o Programa da ONU para o Desenvolvimento e para o Programa da ONU para o Meio Ambiente, além de várias outras.

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Alguns países da América Latina não querem reconhecer o governo de Michel Temer
Temer:: dificuldades para que países latinos reconheçam seu governo...

Alguns países da América Latina não querem reconhecer o governo de Michel Temer

O presidente interino Michel Temer enfrenta resistências de países da América Latina para reconhecer, formalmente, o seu governo. A crise de legitimidade se agravou nna sexta (13) quando o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu ao embaixador Alberto Castellar retornasse a Caracas. O chefe do governo venezuelano classificou o “afastamento” da presidente Dilma Rousseff como um “golpe de Estado”. “Pedi ao nosso embaixador no Brasil que viesse, e estivemos reunidos avaliando essa dolorosa página da história do Brasil, uma jogada injusta com a mulher que é a primeira presidenta que o Brasil teve”, disse Maduro em pronunciamento na estatal Venezolana Televisión. (Abaixo, assista ao vídeo). Além da Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador e Nicarágua — que compõem a Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América) — também têm se manifestado enfaticamente contra o processo de impeachment.

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Machismo e rancor da direita pesaram em queda de Dilma, diz jornal britânico

New York Times, EUA Com uma reportagem de seu correspondente no Brasil, Simon Romero, o NYT dá destaque para o anúncio do ministério de Temer, mencionando a ausência de mulheres, negros e a escolha do líder ruralista e megaprodutor Blairo Maggi para o Ministério da Agricultura. Mas vê como positiva a escolha do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles para a pasta da Fazenda, lembrando que este havia feito parte do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em editorial, o jornal diz que Dilma "está certa ao questionar as motivações e autoridade moral dos políticos que a querem tirar do poder", apesar de classificar a agora presidente suspensa como uma "péssima política". O NYT considera que Dilma parece destinada a pagar "um preço altamente desproporcional por seu problemas administrativos enquanto seus acusadores mais ardentes são acusados crimes mais graves". "Eles podem descobrir que muito da ira dirigida a ela poderá em breve ser redirecionada", diz o jornal. Veja, ainda, a opinião de outros grandes jornais estrangeiros sobre o impeachment de Dilma...

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Impeachment: Câmara aprova continuidade do processo e quebra empáfia do PT

A Câmara dos Deputados aprovou a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, em votação aberta no plenário da Casa, realizada neste domingo (17). O resultado da sessão que encaminha a ação que pode derrubar a petista do governo federal, que precisava de 342 votos, foi decidido com ampla folga, com 37 votos de antecedência. No total, 367 deputados votaram a favor da abertura do processo e 137, contra. Dois parlamentares não compareceram e sete decidiram se abster de dar seus votos. Com o resultado, o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO), elaborado na Comissão Especial do Impeachment, segue agora para o Senado Federal, a quem cabe aprovar, por maioria simples, a abertura da ação, o que levaria ao afastamento de Dilma por 180 dias. Só a partir daí é que o processo começa de fato. "Está autorizada a instauração de processo contra a senhora Dilma Rousseff por crime de responsabilidade em denúncia feita por Hélio Pereira Bicudo, Miguel Reale e Janaína Conceição Paschoal em virtude de decretos suplementares sem autorização do Congresso Nacional", anunciou o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), após mais de seis horas de votação. "A decisão será comunicada ao presidente do Senado Federal [Renan Calheiros (PMDB-AL)]." Sessão mais longa da história Iniciada na manhã de sexta-feira (15), a sessão que se tornou a mais longa da história da Câmara contou com discursos de mais de duas centenas deputados e se arrastou pelas madrugadas do fim de semana. Além dos ataques de uma parte a outra, os últimos três dias foram marcados por protestos com cartazes e faixas dentro do plenário e tumultos. No início da tarde deste domingo, houve confusão antes e durante o discurso do relator Jovair Arantes, que precedeu a votação. Deputados oposicionistas e governistas se acusavam mutuamente de levarem faixas à Câmara, o que não é permitido. Cunha precisou interferir para evitar novas movimentações.

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68% apoiam impeachment e Lula é melhor presidente da história, segundo o Data Folha

Pesquisa Datafolha divulgada sábado (19) no jornal “Folha de S.Paulo” indica os seguintes percentuais, na opinião dos entrevistados, sobre como os deputados deveriam votar em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT): Pesquisa Datafolha divulgada sábado (19) no jornal “Folha de S.Paulo” indica os seguintes percentuais, na opinião dos entrevistados, sobre como os deputados deveriam votar em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT): – Sim: 68% – Não: 27% – Indiferente: 3% – Não sabe: 2% Na pesquisa anterior, de fevereiro, 60% se disseram a favor do impeachment, contra 33% que eram desfavoráveis. Esta reportagem está sendo atualizada com os dados da pesquisa. O Datafolha realizou o levantamento nos dias 17 e 18 de março. O instituto ouviu 2.794 eleitores em 171 municípios de todo o país. As somas podem passar ou ficar abaixo dos 100% por conta de arredondamentos, informou o instituto. A pesquisa quis ainda saber se os entrevistados entendem que Dilma deveria renunciar. Os resultados foram: – Sim: 65% – Não: 32% – Não sabe: 3% Com relação à avaliação do governo, o resultado foi: – Ótimo/bom: 10% – Regular: 21% – Ruim/péssimo: 69%

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Dilma exibe termo de posse de Lula e chama grampo de ‘ilegal’
Lula, grampeado, toma posse para se livrar de Sérgio Moro...

Dilma exibe termo de posse de Lula e chama grampo de ‘ilegal’

Ex-presidente assumiu como ministro durante cerimônia no Planalto. Como chefe da Casa Civil, ele passa a ter foro privilegiado na Lava Jato. Nathalia Passarinho, Laís Alegrette e Filipe Matoso Do G1, em Brasília A presidente Dilma Rousseff exibiu nesta quinta-feira (17), em discurso durante a cerimônia no Palácio do Planalto em que Luiz Inácio Lula da Silva assumiu como novo ministro da Casa Civil, o termo de posse que, segundo ela, havia enviado na véspera para o ex-presidente assinar. A posse de Lula nesta quinta ocorreu um dia depois de o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância, ter retirado o sigilo sobre ligações do ex-presidente Lula interceptadas com autorização judicial. Em um desses telefonemas, Lula recebeu uma ligação da presidente Dilma na qual ela dizia que enviava a ele o termo de posse para que só usasse “em caso de necessidade”.

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Para fugir do cajado do juiz Sérgio Moro, Lula pode virar ministro de Dilma a qualquer hora
Dilma e Lula acertam o ministério da "salvação". para o ex-presidente

Para fugir do cajado do juiz Sérgio Moro, Lula pode virar ministro de Dilma a qualquer hora

Dilma recebe Lula no Alvorada para tratar de nomeação para ministério. Como articulador político, Lula poderia barrar impeachment, aposta Planalto. Nos últimos dias, pressão para que Dilma nomeie ex-presidente aumentou. (G1) A presidente Dilma Roussef e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciaram, por volta das 18h55 desta terça-feira (15) no Palácio da Alvorada, uma reunião para discutir a possível nomeação de Lula para um ministério. Também participaram do encontro os ministros Ricardo Barzoini (Secretaria de Governo) e Jaques Wagner (Casa Civil). A tese vem sendo defendida desde as últimas semanas por Dilma, auxiliares dela, como Jaques, Berzoini e Edinho Silva (Comunicação Social), além de parlamentares, como o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE). Na semana passada, os dois se encontraram em Brasília para avaliar a conjuntura política e discutir o assunto. Segundo o G1 apurou, tanto Jaques Wagner quanto Ricardo Berzoini ofereceram a Lula seus postos no Palácio do Planalto. Na ocasião, Lula teria recusado a oferta.

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