Impeachment de Dilma seria ‘muito útil ao PMDB’, diz Arthur Virgílio (PSDB)
Virgílio: só o PMDB seria beneficiado...

Impeachment de Dilma seria ‘muito útil ao PMDB’, diz Arthur Virgílio (PSDB)

O prefeito de Manaus e ex-senador Arthur Virgílio Neto (PSDB), disse na noite desta segunda-feira (3) em entrevista ao "Roda Viva", da TV Cultura, que um eventual impeachment da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) seria "muito útil ao PMDB" A afirmação foi feita no momento em que o tucano apontava as dificuldades que Dilma pode ter no seu segundo mandato. "Não posso deixar de esquecer que o vice dela pertence ao PMDB. Qualquer coisa política que ocorra com ela pode ser muito útil ao PMDB, que tem o vice na boca dela", disse. O ex-senador criticou algumas propostas defendidas por Dilma, como o decreto que regulamenta os conselhos populares e a regulação econômica dos veículos de comunicação. "Se ela não entender que o país mudou, se continuar com a história de conselho, de querer controlar a mídia, poderá ter um final não muito feliz." Questionado sobre se crê na possibilidade do impeachment, Arthur Virgílio citou a suposta delação premiada do doleiro Alberto Youssef, que teria dito que Dilma e Luiz Inácio Lula da Silva sabiam dos desvios na Petrobras. "Se é verdade o que diz Youssef, ela corre [risco de impeachment]."

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Dilma é reeleita. Aécio tem mais de 50 milhões de votos. E o Brasil fica dividido ao meio…
E o PT ganha com Dilma o quarto mandato, agora no sufoco de Aécio e o PSDB

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Depois de uma campanha de intensa polarização no segundo turno, a presidente Dilma Rousseff (PT) foi reeleita neste domingo (26) e impediu a virada do senador mineiro Aécio Neves, candidato do PSDB - nunca um candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno foi eleito presidente do Brasil. Com 100% das urnas apuradas, Dilma obteve 51,64% dos votos e Aécio, 48,36%. A diferença de votos era de 3,4 milhões. Essa foi a menor diferença de votos em um segundo turno desde a redemocratização. Antes disso, a disputa mais apertada foi em 1989, quando Fernando Collor de Mello (então no PRN) venceu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por 4 milhões de votos. Na época, Collor teve 53,03% contra 46,97% de Lula. Nas outras eleições presidenciais decididas em duas etapas, a diferença entre o vencedor e o segundo colocado foi maior. A campanha do PT pregou a divisão do Brasil entre ricos e pobres, os nortistas e os sulistas. Com isso, o país está rachado ao meio, sendo esse, de cara, o primeiro problema a ser enfrentado por Dilma Roussef, de forma subliminar. O segundo é explicar ao país até que ponto o PT está atolado no mega-escândalo da Petrobras.

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