TCU bloqueia bens de Dilma, Palocci e Gabrielli pela negociata de Pasadena

O bloqueio atinge os ex-membros do conselho de administração da Petrobras, que aprovou a compra de 50% da refinaria de Pasadena em 2006 No Brasil, é assim. Só depois que a onça morreu - e os bichos da floresta perdem o medo dela - é que o plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou na quarta-feira o bloqueio de bens da ex-presidente Dilma Rousseff e de outros ex-membros do conselho de administração da Petrobras pelo prazo de um ano. A decisão tem o objetivo de ressarcir a Petrobras pelo prejuízo de 580 milhões de dólares provocado pela compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.  Antes tarde do que nunca, porém... O bloqueio também atinge os bens do ex-ministro Antonio Palocci; Claudio Luis da Silva Haddad; Fábio Colletti Barbosa; Gleuber Vieira; e José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da estatal. Em seu voto, o ministro Vital do Rêgo afirma que os ex-membros do conselho de administração da estatal violaram o “dever de diligência”, o que causou prejuízo ao patrimônio da Petrobras. O TCU deu prazo de quinze dias para que os ex-membros do conselho se manifestem. Eles podem recorrer da decisão na Justiça e no próprio TCU. Todos os executivos citados na decisão do TCU eram membros do conselho de administração da Petrobras quando foi aprovada a compra de 50% da refinaria de Pasadena, em 2006. Dilma era ministra da Casa Civil do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e presidia o conselho.

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Se Deus derrubou Dilma, fé na melhora da economia segura Temer

Deputados que votaram a favor de Temer citam a estabilidade e a responsabilidade econômica A denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer (PMDB) parecia ser apenas um detalhe para os deputados que votaram “sim”, pelo arquivamento da denúncia do procurador-geral Rodrigo Janot e pela salvação do presidente, nesta quarta-feira na Câmara dos Deputados. Salvo a tropa de choque do Planalto, poucos defenderam a inocência do mandatário. A palavra mágica pronunciada à exaustão durante as sessões na Câmara nesta quarta foi "economia", geralmente acompanhada por "estabilidade", "responsabilidade", "avanço" "crescimento" ou "paz". Foi uma verdadeira profissão de fé em nome da política econômica do Governo, que é elogiada pelos principais investidores, mas ainda não tem números contundentes de recuperação para exibir. Essas palavras de ordem são diferentes das que imperaram na votação pela abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff, em abril do ano passado, quando a acusação de crime de responsabilidade também foi apenas um detalhe. Naquela ocasião, os parlamentares votaram principalmente “por Deus e pela família”, mas também “pela esposa Paula”, “pela filha que vai nascer e a sobrinha Helena”, “pelo neto Gabriel”, "pela tia que me cuidou quando era criança", “pelos militares de 64” ou “pelos corretores de seguros do Brasil”. E contra a corrupção e o partido da presidenta, o PT. Mais discretos, os deputados federais, muitos dos quais receberam milhões em emendas parlamentares — entre janeiro e maio, apenas 88,4 milhões de reais foram liberados, enquanto que entre junho e julho foram 3,4 bilhões, informa Afonso Benites —, não aguentam mais "trocar de presidente como se troca de roupa", segundo afirmou em seu voto Junior Marreca (PEN-MA).

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Batom na cueca: delatora entrega e-mail criado para conversas secretas com Dilma quando a Lava Jato avançava

A empresária Monica Moura, delatora da Operação Lava Jato, entregou ao Ministério Público Federal um registro com as imagens do e-mail que diz ter usado para trocar mensagens com a ex-presidente Dilma Rousseff. As fotografias estão em uma Ata Notarial lavrada em 13 de julho de 2016 no 1º Tabelionato Giovannetti em Curitiba. Monica afirmou em delação premiada que criou ‘no computador da presidente’ uma conta de e-mail com nome e dados fictícios, com senha compartilhada entre as duas e o ex-assessor de Dilma, Giles Azevedo. Monica é casada com o publicitário João Santana. O casal de marqueteiros fez as campanhas presidenciais de Lula (2006) e Dilma (2010 e 2014). Eles foram presos na Operação Lava Jato em fevereiro de 2016 e fecharam acordo de delação premiada para se livrar da cadeia. O juiz federal Sérgio Moro mandou soltar Mônica Moura e João Santana em 1 de agosto de 2016. Segundo a delatora, ela e a então presidente combinaram que, se houvesse notícia sobre avanço da Lava Jato em relação ao casal, o aviso seria feito através desse e-mail. As mensagens escritas pela presidente ficariam na caixa de rascunhos do e-mail, para não circularem, e Mônica acessaria a conta de onde estivesse.

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Marqueteira sustenta: Dilma tratou com ela sobre recursos de caixa 2 para campanha de 2014

A marqueteira Monica Moura disse na ação do TSE que julga a cassação da chapa Dilma-Temer que discutiu diretamente com a ex-presidente pagamentos de caixa um e caixa dois na campanha de 2014. Segundo depoimento de Monica, a conversa com Dilma aconteceu no Palácio do Planalto. Depois, a marqueteira foi encaminhada para acertar pagamentos por fora com o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Mantega encaminhou, então, a marqueteira para a Odebrecht, que cuidou dos pagamentos por fora. João Santana, marido de Monica, também falou na ação do TSE. Os advogados que acompanham a ação relatam que, durante o depoimento, Monica e João disseram que a expressão "caixa dois" não foi utilizada em nenhum momento. Mas que, para o casal, estava claro que eles trataram de pagamentos não contabilizados com a ex-presidente. Motivo: Dilma teria tratado, após a eleição de 2014, com Monica Moura sobre uma conta que havia no exterior, que seria para receber os valores por fora da campanha. Diferentemente do que aconteceu na campanha de 2010, Dilma teria dito a João Santana que ela cuidaria da campanha de 2014. Em nota, Dilma afirmou que os marqueteiros fizeram "afirmações desprovidas de qualquer fundamento ou prova". (veja íntegra da nota abaixo) Segundo os marqueteiros, foram cobrados R$ 105 milhões na campanha de 2014 pelos serviços prestados pela dupla: R$ 70 milhões declarados e R$ 35 milhões por caixa dois. Mas eles não teriam recebido todo o valor por fora. Nas contas dos marqueteiros, dos R$ 35 milhões do caixa dois eles dizem ter recebido cerca de R$ 10 milhões.

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Nos EUA, Dilma diz temer prisão de Lula, enquanto Moro critica caixa 2
Dilma fala na Brazil Conference. DIVULGAÇÃO

Nos EUA, Dilma diz temer prisão de Lula, enquanto Moro critica caixa 2

Ex-presidenta e juiz que comanda a Lava Jato participaram de conferência em Cambridge para discutir os rumos do Brasil Foi apontando o dedo para o passado, mas de olho no futuro, que a ex-presidenta Dilma Rousseff falou neste sábado à audiência do segundo e último dia da Brazil Conference, evento organizado em Cambridge (EUA) para discutir os rumos do país. Na palestra feita na Universidade Harvard, Dilma deu sequência à série de intervenções públicas que tem feito para defender que seu processo de impeachment foi um "golpe" e se disse preocupada com que "prendam o Lula, porque ele tem 38% dos votos", em referência a pesquisas de intenção de voto. “Ele pode até perder as eleições. Não há vergonha alguma em disputar e perder uma eleição para quem tem valores democráticos. O que não pode é impedir que ele concorra”, discursou. Horas depois da fala de Dilma, o juiz Sérgio Moro, aquele que pode ser o responsável por mandar prender o ex-presidente petista, daria a sua própria palestra no evento. Dilma Rousseff e Sérgio Moro, o juiz que comanda a Operação Lava Jato, não foram colocados frente a frente, mas, a partir de seus discursos, fica claro por que compartilharam o mesmo dia de uma conferência intitulada "Diálogos que Conectam". Enquanto a ex-presidenta dirigiu suas baterias contra as reformas do Governo Michel Temer e criticou o "uso político e ideológico" da Lava Jato, o juiz titular da 13ª Vara de Curitiba defendeu a "criminalização mais adequada do crime de caixa dois" e o projeto de 10 Medidas contra a Corrupção, apresentado ao Congresso Nacional pelo Ministério Público Federal. Dilma abriu sua participação no evento organizado por estudantes brasileiros de Harvard com uma longa defesa de seu Governo e do PT. Afirmou ter sofrido "dois golpes na vida": a ditadura militar (1964-1985) e o processo de impeachment. A ex-presidenta utilizou trechos da Constituição norte-americana para embasar sua defesa jurídica, mas, em pouco tempo, a defesa deu lugar ao discurso político-eleitoral com vistas a 2018. Segundo a petista, o Brasil tem um encontro marcado com a democracia em 2018. "Nenhuma das medidas adotadas pelo atual Governo foi aprovada nas urnas", criticou. Quando falou na Lava Jato, a ex-presidenta evitou mencionar diretamente os responsáveis pela investigação, mas disse que "não é admissível juiz falar fora de processo". "O juiz não pode ser amigo do julgado, não é possível qualquer foco de violação do direito de defesa”, completou. “Não concordo com nenhum uso de law fare [usar a lei com intenções políticas], porque compromete o direito de defesa. Não podemos, em nome das vantagens desse combate, que é reduzir a distorção do gasto público brasileiro destinado à corrupção, comprometer o sistema democrático no Brasil”, discursou a ex-presidenta.

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Dilma é notificada pelo STF para explicar por que chama impeachment de golpe

Na ação, deputados da oposição argumentam que a acusação de Dilma é de "gravidade ímpar"; ex-presidente tem dez dias A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (18) que a presidenta afastada Dilma Rousseff seja notificada sobre interpelação judicial proposta por deputados que questionam o fato de a presidenta classificar o processo de impeachment de “golpe de Estado”. No despacho, a ministra concedeu prazo de dez dias para que Dilma se manifeste a respeito. Na ação, assinada pelos deputados Júlio Lopes (PP-RJ), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Pauderney Avelino (DEM-AM), Rubens Bueno (PPS-PR), Antônio Imbassahy (PSDB-BA), Paulo Pereira da Silva (SD-SP), os deputados argumentam que a acusação de Dilma é algo de “gravidade ímpar, sobretudo, ao se levar em consideração a recente história nacional e as possibilidades de ruptura que declarações desse tipo podem trazer à sociedade brasileira”. Na interpelação, os deputados apresentam uma série de discursos proferidos por Dilma em que ela classifica o processo de impeachment contra ela de “golpe”. “Ao comportar-se da maneira como vem fazendo, a senhora presidente da República deixa toda a nação em dúvida, recomendando, portanto, a presente interpelação, a fim de que possa explicar qual a natureza, os motivos e os agentes desse suposto 'golpe'”, dizem os deputados na ação.

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Senado abre processo de impeachment. Dilma sai, Temer vira presidente em exercício

Dilma, Lula e o PT são defenestrados do governo. O Brasil passa a viver um outro momento com Temer, PMDB e coalisão política. Quando os brasileiros acordaram hoje, o Senado Federal, por 55 votos a 22, já haviam aprovado, numa longa sessão que durou toda a noite e madrugada, a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Roussef. Ela fica afastada de suas funções por 180 dias, período em que o Senado selará a sua sorte ou não. Mas alguém tem dúvida de que Dilma ainda governará o Brasil? Dilma saiu atirando, repetindo de que estava sendo vítima de um “golpe” e de “brutalidade”. Fez o seu show particular, coadjuvada por Lula da Silva, depois de, ainda pela manhã, receber a intimação para desocupar o Palácio do Planalto. Página virada, o vice-presidente em exercício Michel Temer afirmou, em seu primeiro pronunciamento como substituto de Dilma Rousseff no comando do Palácio do Planalto, que irá manter os programas sociais da gestão petista – como Bolsa Família, Pronatec e Minha Casa, Minha Vida –, prometeu aprimorar a gestão da máquina pública e falou em promover reformas sem mexer em direitos adquiridos – Dilma gritou, afirmando do contrário, em relação a esses programas. "Reafirmo, e faço em letras garrafais, vamos manter os programas sociais. O Bolsa Família, o Pronatec, o Fies, o Prouni, o Minha Casa, Minha Vida, entre outros, são projetos que deram certo e terão sua gestão aprimorada. Aliás, mais do que nunca, precisamos acabar com um hábito no Brasil em que, assumindo outrem o governo, você destrói o que foi feito. Ao contrário, você tem que prestigiar aquilo que deu certo, complementá-los, aprimorá-los", destacou o peemedebista. Ao longo dos 28 minutos de discurso, o presidente em exercício também disse que, atualmente, há urgência em "pacificar a nação" e "unificar o Brasil".

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Impeachment aceito pela Comissão Especial do Senado. Plenário decide sorte de Dilma 4a. feira, 11
Comisão especial do impeachment e o parecer autorizativo

Impeachment aceito pela Comissão Especial do Senado. Plenário decide sorte de Dilma 4a. feira, 11

Por 15 votos a cinco, a Comissão Especial do Impeachment aprovou a instauração do processo de impedimento da presidente da República, Dilma Rousseff. O parecer do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG) foi votado nesta sexta-feira (6) numa sessão que durou quase três horas. Para ser aprovado, texto precisava de pelo menos 11 votos. Agora caberá ao Plenário dar a palavra final, na próxima quarta-feira (11). Se a maioria simples dos senadores presentes ratificar o documento, Dilma Rousseff será afastada por até 180 dias para que os senadores possam julgar o mérito da questão. Nesse período, o vice-presidente Michel Temer assume o governo do país. Antes da votação, todos os líderes de partidos e blocos tiveram direito a cinco minutos de exposição para apresentarem suas opiniões. A maioria dos senadores concordou com a tese de que Dilma não poderia ter editado decretos presidenciais para abertura de crédito suplementar sem anuência do Congresso Nacional. Além disso, argumentaram que Dilma também cometeu crime de responsabilidade ao contratar ilegalmente operações de crédito com instituição financeira controlada pela União, no caso o Banco do Brasil, em relação aos pagamentos ao Plano Safra. Primeira líder a fazer a declaração de voto, a senadora Ana Amélia (PP-RS) considerou graves os fatos atribuídos à presidente e disse que a legislação e a Constituição estão sendo rigorosamente cumpridas no processo de impeachment.

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Carta na manga! Jornal afirma que Dilma vai renunciar e convocar novas eleições!
Dilma pode pregar uma peça em Temer

Carta na manga! Jornal afirma que Dilma vai renunciar e convocar novas eleições!

Por essa, o vice-presidente da República, Michel Temer, não esperava, a se confirmar matéria do jornal O Globo, desta segunda-feira: a presidente Dilma Rousseff deverá tomar uma atitude em relação ao processo de impeachment que ela mesma e seu partido, o PT, definem como um golpe de Estado, e renunciaria ao cargo e convocaria novas eleições gerais. Segundo a publicação, a presidente irá enviar ao Congresso uma PEC (proposta de emenda constitucional) para que o processo seja realizado ainda neste ano. No aguardo da conclusão a respeito do processo de afastamento de Dilma, o vice Michel Temer (PMDB) teria sido informado de que um pronunciamento nas redes de TV e rádio nacionais informaria à população sobre a renúncia e ainda solicitaria que o peemedebista fizesse o mesmo. A propaganda seria veiculada na próxima sexta (6).

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Na primeira reunião após carta, Temer promete “relação mais fértil possível” com Dilma

Dois dias após a divulgação da carta na qual desabafou a Dilma Rousseff que ela não tem confiança nele e no PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer, teve um encontro de quase uma hora com a petista e o deixou afirmando que a relação entre os dois seguirá sendo a "mais fértil possível", na noite desta quarta-feira (9). "Combinamos, eu e a presidenta Dilma, que nós teremos uma relação pessoal, institucional", afirmou Temer, em uma única frase à imprensa, em frente ao Palácio do Jaburu, sede da vice-presidência da República. Ele não respondeu a mais questionamentos. "[Que a relação] seja a mais fértil possível." Logo depois, o Planalto divulgou uma nota que seguiu a mesma estratégia (econômica e cuidadosa). "Na nossa conversa, eu e o vice-presidente Michel Temer decidimos que teremos uma relação extremamente profícua, tanto pessoal quanto institucionalmente, sempre considerando os maiores interesses do País", informou a Presidência da República em nota assinada por Dilma. O entrevero entre seu vice, presidente nacional do PMDB, e a petista já vem se arrastando ao longo dos últimos meses, devido ao afastamento de certas alas peemedebistas do governo federal em meio a uma grave crise política e econômica, mas ganhou força na noite de segunda-feira (7).

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